
O Deputado Federal Cezar Silvestri (PPS-PR) apresentou, na Comissão de Defesa do Consumidor, da Câmara, relatório sobre o projeto de lei nº 4.076/2001 que dispõe sobre os planos e seguros privados de assistência à saúde. A matéria inclui os procedimentos preventivos no rol dos serviços a serem oferecidos pelas empresas do setor.
Dando parecer favorável para aprovação, o Projeto, de autoria do Deputado Henrique Fontana, propõe, entre outras medidas, a redução da carência para doenças preexistentes dos atuais 24 meses para 12 meses, além disso, diminuiu a carência para cobertura de casos de urgência e emergência para 24 horas após a assinatura do contrato e estabelece novos parâmetros de reajuste por faixa etária, fazendo assim que se tenha uma distribuição equitativa dos reajustes entre as diversas faixas etárias dos planos de saúde existentes hoje.
Outros pontos relatados são: a criação do plano-referência de assistência à saúde, com cobertura assistencial médico-ambulatorial e hospitalar com padrão de enfermaria, centro de terapia intensiva ou similar, quando necessária a internação hospitalar, das doenças listadas na Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde.
Propõe, igualmente, a inclusão aos contratantes de planos exclusivamente ambulatoriais. O autor alega que determinadas empresas se recusam a cobrir procedimentos preventivos, que são reconhecidamente essenciais para a detecção precoce de determinadas patalogias.
O relatório de Silvestri possui 48 páginas e deve ser votado nesta quarta-feira. Se for aprovado e se tornar lei, o projeto irá influenciar na vida de mais de 52 milhões de clientes de planos de saúde. “Avançamos significativamente em várias questões que tem prejudicado milhões de clientes de planos de saúde. Diminuímos a carência para doenças pré-existentes; ampliamos a oferta para os acompanhantes de maiores de 60 anos e menores de 18 anos; proibimos a exigência do depósito caução; criamos alguns instrumentos de verificação da qualidade dos serviços prestados, como o Selo de Qualidade em Saúde Suplementar; suprimimos o prazo de carência para casos de urgência e emergência, entre outra importantes iniciativas”, destacou o deputado.
Além disso Silvestri sugere, 180 dias para a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) ANS elaborar uma nova legislação que mantenha as atuais faixas etárias mas que defina reajustes equitativos entre elas. Ou seja, os reajustes por mudança de faixa etária terão os mesmos percentuais, acabando com a atual perversidade de concentrar os reajustes nas faixas etárias mais elevadas.
De acordo com o deputado, o objetivo desta medida é estabelecer uma distribuição igualitária dos reajustes ao longo das faixas estarias. “Com isso evitaremos o acúmulo de reajustes nas faixas etárias mais elevadas, o que penaliza os idosos, justamente em um momento que eles mais precisam de assistência a saúde. Hoje existem dez faixas etárias e a amplitude máxima é de 500%. Da primeira a sétima faixa etária pode concentrar metade dos reajustes, a outra metade está toda concentrada entre a sétima e a décima faixa”, destacou o parlamentar.
De acordo com o parlamentar é injusto penalizar os aposentados. “Precisamos acabar com essa prática que prejudica os mais idosos. Não podemos concordar que os mais velhos paguem reajustes mais elevados. Havia casos em que o cidadão pagava por trinta anos o plano e quando começava a utilizá-lo com mais intensidade, por conta de seu envelhecimento, era obrigado a abandonar o plano por falta de condições financeiras para fazer frente aos reajustes”, destacou afirmando que a intenção é promover a solidariedade intergeracional. “Os mais jovens pagarão um pouco mais para que os mais idosos paguem um pouco menos. Isto é o mais justo, até porque todos esperam envelhecer o usufruir desse compromisso no futuro”, concluiu.
Legenda: Em relatório, Silvestri dá parecer favorável a aprovação e fez uma série de modificações nas atuais regras vigentes dos planos de saúde.