
Elias Mattar Assad, advogado da família de uma das vítimas, fez um protesto público de 26 segundos pedindo a pronúncia do réu. “Embriaguez em direção de veículo: está provado por testemunhas e por confissão do réu no seu interrogatório. Velocidade altíssima com decolagem do veículo: está comprovada por perícia e por prova testemunhal. Resultando isto em mortes fica inafastado o dolo eventual e o julgamento pelo Tribunal do Júri. Pedimos a pronúncia do réu”, diz o pedido de Assad.
Para ele, 26 segundos é o tempo suficiente para fazer a acusação final. “O tribunal de Justiça do Paraná deu 30 dias para a defesa apresentar suas razões. Para nós está tão cristalino que não precisamos mais do que trinta segundos para fazer uma acusação final”, ressaltou.
O assistente de acusação da família de Murilo, Juarez Xavier Kuster, concluiu que realmente não há mais nada a ser feito. “Havia álcool e velocidade extrema. O choque ceifou a vida de dois jovens da cidade. A prova está definida. Esse prazo de trinta dias é pura perda de tempo”, afirmou.
Bastante emocionada com a continuidade do processo, a mãe de Gilmar Yared, Cristiane Yared, desabafou. Ela disse que a família não irá mais se pronunciar até a conclusão do processo.
“É uma postura nossa. Afinal de contas eu, como a Vera (mãe de Carlos Murilo) e todas as mães, somos apenas mães que perderam seus filhos. Quem somos nós para ir contra os senhores desembargadores e senhores juízes? Somos apenas a família que perdeu”, disse.
Ela conclui dizendo que voltar ao Tribunal do Júri remete ao dia do acidente. “Também nos fornece a sensação de que é necessário uma punição para assassinos de trânsito”, disse.