sábado, 28 de janeiro de 2012

PSD se pronuncia contra o aumento da passagem de ônibus em Guarapuava

Na foto: Pedro Moraes,  coordenador dos Jovens do PSD, Sandra Prado Coordenadora das mulhres
do PSD de Guarapuava, Eduardo Sciarra, presidente estadual do  PSD e Celso Goes, presidente
 do PSD de Guarapuava.
 
 
O Partido Social Democrático (PSD), através do coordenador do seu núcleo Jovem, Pedro Moraes, se pronunciou contra o aumento da passagem de ônibus em Guarapuava.
Em entrevista concedida ao Programa Cidade Aberta, na Cultura FM, neste sábado (28), Pedro informou que o departamento jurídico do partido poderá ir à justiça contra a majoração do valor da passagem.
De acordo com Moraes os jovens do PSD estarão apoiando o protesto organizado por internautas através das redes sociais, que acontece nesta segunda-feira (30), às 13h no Terminal da Fonte, bem como às ações desenvolvidas pela Associação dos Usuários dos Transportes Coletivos Urbano, Rural e Rodoviário de Guarapuava, à favor da população de Guarapuava.

‘Crack: hora de unir responsabilidades’


Gilberto Kassab (foto), prefeito de São Paulo e presidente do PSD
A luta contra o crack e a discussão polêmica sobre método de internação, tratamento e recuperação de químico-dependentes estão diariamente na mídia. É assunto tão antigo quanto complexo e merece reflexão apurada. A realidade é que o consumo do crack começou no final dos anos 80 e em menos de 20 anos difundiu-se por todo o país. É hoje grave problema de saúde pública e sério desafio para o aparato policial que tenta, na raiz do problema, conter o tráfico e a entrada da cocaína (origem do crack) no Brasil.
Trata-se de encarar uma epidemia, que hoje assola cidades médias, pequenas e até a zona rural, atingindo todas as classes sociais. Assim, a atuação do Ministério da Saúde é bem-vinda. Usaremos todos os recursos oferecidos, como sempre usamos, pois esse problema só pode ser enfrentado somando esforços e verbas dos três níveis de governo.
Não é hora de apontar culpados, nem de alimentar pendengas eleitoreiras. É hora, sim, de também prover de mais recursos as forças que combatem os traficantes. Mais investimento e maior concatenação de ações certamente trarão resultados ainda melhores.
É hora de os protagonistas da área jurídica se debruçarem sobre os limites legais que ainda impedem internações urgentes e necessárias. A mídia contou o drama de grávidas usuárias de crack. Identificamos na região da Luz entre 20 e 30 gestantes, cuja internação ou tratamento exige legislação específica… e ainda não existente.
A mídia foi dura, há alguns meses, quando se iniciou no país uma discussão sobre a internação compulsória de dependentes em surto e situação de risco. Temos de avançar, respeitando os direitos humanos, sim, mas criando soluções que salvem vidas.
Vejam bem, não faltam abrigos para acolher e encaminhar pessoas em situação de risco, nem vagas para os tratamentos possíveis. Sobram vagas e refeições, toda noite.
E esse abrigo especial, da rua Prates, que será inaugurado em breve com suas 1 200 vagas e integrará no mesmo espaço atendimento social e médico especializado, nunca foi óbice para nenhuma ação conjunta de combate ao crack. A ação policial está sendo cumprida com profissionalismo. Exageros, que podem acontecer em situações tensas como essa, foram prontamente realinhados pela Secretaria Estadual de Segurança, que segue com a repressão ao tráfico. Isso é vital.
Com a ação policial, os dependentes se dispersaram, continuam a perambular pela região e nossos agentes continuam a abordá-los, como sempre fizeram. O que mudou foi a reação às abordagens: em dez dias conseguimos 87 internações, quando a média mensal era de 93.
O fato de a Prefeitura também estar dificultando o tráfico com demolições e limpeza de redutos, esconderijos e lacração de prédios inseguros, leva os dependentes a aceitar ajuda com mais facilidade. Temos 200 agentes comunitários de saúde abordando os dependentes, criando vínculos e já viabilizamos desde 2009 2.950 internações, 2.400 delas relativas à dependência. As ações conjuntas do estado e da prefeitura na região da Cracolândia (futura Nova Luz) se fortalecem desde então, com a Ação Integrada Centro Legal.
Implantamos sete unidades de saúde na região central, duas delas funcionando 24 horas, todas com estrutura para atender moradores em situação de rua, principalmente sob dependência química. Dos 72 Centros de Atenção Psicossocial em funcionamento, 22 são para dependentes.
Temos 290 vagas contratadas em comunidades terapêuticas, uma clínica própria com 80 vagas para internações breves, além de 980 leitos em hospitais psiquiátricos e gerais. Essa rede própria representa um investimento anual superior a R$ 200 milhões, 84% deles custeados exclusivamente pela Prefeitura.
Mesmo que não aplicássemos mais nada no setor, até 2014 a Prefeitura destinará na capital R$ 600 milhões. Mas os R$ 514 milhões que o Ministério da Saúde anuncia, no mesmo período para investir em todo o estado de São Paulo, certamente ajudarão.
Em meio à veiculação de tantas críticas e desinformação, é de justiça que, como prefeito, me permito ressaltar o esforço das nossas Secretarias da Saúde e da Assistência e Desenvolvimento Social. Aplaudimos o ministro Alexandre Padilha (Saúde) que anuncia os Consultórios de Rua, e é um orgulho sermos precursores nesse serviço com nosso programa Saúde nas Ruas.
A pedido do Ministério, uniformizaremos o nome para Consultórios de Rua. A mudança de nome não altera, ao contrário, fortalece a integração necessária para que o serviço seja expandido e prestado com maior eficiência.
Estamos confiantes, também, que o Ministério da Saúde possa, nessa linha de ação, liderar e acelerar a discussão da política e da legislação e concretizar a construção de um consenso técnico-científico sobre o enfrentamento do crack. A Prefeitura avançou ao incluir e comprovar a importância das comunidades terapêuticas para internações de médio e longo prazos.
Continuaremos unidos com a União e o Estado nessa luta e em outras parcerias, pois é dever da autoridade pública viabilizar ações conjuntas que beneficiem a população. Não há mais tempo a perder, e o país ganhará ao recuperar o tempo até aqui perdido, perseguindo o objetivo maior, de recuperação de brasileiros que merecem um destino maior. Erguê-los, encaminhá-los para tratamento, reencaminhá-los para a vida – esse é o desafio.
Enfim, há muito a fazer pelos químico-dependentes, para protegê-los e reincluí-los socialmente, principalmente jovens e menores abandonados pela sorte, pela família e vítimas de décadas de indefinições e infrutíferas querelas eleitoreiras, que em nada ajudam o Brasil.
Artigo publicado no jornal O Estado de S.Paulo em 25/01/2012

Governo implanta o primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas



A Secretaria de Estado da Saúde e o município de Cascavel assinaram nesta quarta-feira (25) o protocolo de intenções para a instalação do primeiro Centro de Tratamento de Álcool e Drogas do Paraná (Cetrad). Até 2014, serão instaladas no Estado mais três unidades do gênero, em cumprimento ao compromisso do governador Beto Richa de assegurar assistência na área. De acordo com o secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, este ano entrarão em funcionamento os centros de Cascavel e da Região Metropolitana de Curitiba.

O Cetrad de Cascavel vai funcionar em um antigo seminário adquirido pela prefeitura, que possui área de 30 mil metros quadrados, no bairro Interlagos, em Cascavel.

O protocolo define as regras para o funcionamento do Cetrad, as funções do Estado e do município na sua administração e as contrapartidas financeiras. As adequações na estrutura existente serão realizadas pela prefeitura. Ao Estado caberá a contrapartida de reformar as unidades básicas de saúde do município. Após as reformas, que devem durar 120 dias, o município fará a cessão do imóvel ao Estado, que assume o custeio mensal. A gerência do Cetrad será do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Oeste do Paraná (Cisop).

Inicialmente, o Cetrad Cascavel terá 40 leitos, sendo que 20 deles estarão disponíveis para o município em razão da densidade populacional. A partir do início das atividades, a Secretaria de Estado da Saúde fará a ampliação da estrutura para oferecer 120 leitos de internação. O Cetrad Cascavel vai atender 43 municípios da 10ª Regional de Saúde (Cascavel) e da 20ª (Toledo).

Participaram da reunião o diretor da 10ª Regional de Saúde, Miroslau Bailak, o assessor jurídico, Carlos Lorga, o diretor do Departamento de Apoio à Descentralização, Isaías Cantoia Luiz, a chefe do Departamento de Atenção ao Risco, Isa Hermmann e a coordenadora do Comitê Gestor Intersecretarial de Saúde Mental, Larissa Yamaguchi, representando a Secretaria da Saúde.

Do município participaram o prefeito Edgar Bueno, o secretário de Saúde, Ildemar Marino Canto, o secretário de Assuntos Jurídicos, Kennedy Machado e o presidente do Conselho Municipal de Saúde, Laerson Vidal Mathias. A assessora jurídica Thaianna Klaime representou o Cisop

Copel alcança os melhores índices de qualidade da sua história


A Copel registrou em 2011 os menores índices de desligamentos não programados em toda a sua história. A Duração Equivalente por Consumidor (DEC), que mede o tempo médio em horas durante o qual os domicílios permaneceram desligados ao longo do ano foi de 10,35 – o que representa uma redução de 10% em relação ao índice verificado no ano anterior. Já a Freqüência Média por Consumidor (FEC), dado que informa a quantidade média de desligamentos no ano, encerrou em 8,12 – diminuição de 14% em relação ao resultado de 2010.

Isso quer dizer que nunca os serviços de distribuição de energia elétrica prestados pela Copel foram tão bons quanto no ano passado. “É o fruto de um trabalho intenso, que, ao lado de investimentos maciços, contou com a criatividade, talento e dedicação dos nossos empregados”, afirma Lindolfo Zimmer, presidente da companhia.

“Ao assumirmos o comando da empresa, em janeiro de 2011, recebemos do governador Beto Richa a missão de resgatar os elevados padrões de qualidade com que os consumidores da Copel se habituaram no passado e que transformaram a empresa em referência para as demais concessionárias”, diz o presidente. “Agora celebramos os resultados alcançados, que são os melhores na nossa história e fazem da Copel atual a melhor Copel de todos os tempos.”

DIFERENCIAL – O diretor de distribuição da Copel, Pedro Augusto do Nascimento Neto, diz que a redução dos índices de desligamentos apurada pela companhia em 2011, com a conseqüente melhoria na qualidade do fornecimento, pode ser extremamente benéfica para os projetos de crescimento e de desenvolvimento do Paraná.

“A intensa automatização dos processos industriais gerou uma sofisticação tecnológica que passou a exigir padrões de estabilidade e confiabilidade condizentes no suprimento de eletricidade. Isso fez com que a qualidade dos serviços elétricos alcançasse o patamar de condição estratégica”, afirma o diretor. “Assim, é possível afirmar que o Paraná está ganhando, pelas mãos da Copel, mais um importante diferencial competitivo no seu esforço pela atração de novos investimentos.”

QUALIDADE – Os índices DEC e FEC foram criados no setor elétrico em 1990, com o propósito de avaliar e medir o grau de qualidade dos serviços de distribuição de energia sob o enfoque da continuidade e da sua disponibilidade ao usuário. Periodicamente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limites máximos de DEC e FEC para as empresas distribuidoras. O descumprimento de tais limites resulta na aplicação de pesadas multas pela Agência.

São considerados na formulação dos índices todos os desligamentos ocorridos durante o ano na área de concessão da distribuidora, excetuando-se os programados – aqueles que são realizados para permitir a realização em segurança de serviços de melhoria ou de manutenção da rede elétrica e que são informados com antecedência aos consumidores.

Entram na conta do DEC e do FEC os desligamentos motivados por fatores climáticos (no caso da Copel, metade das interrupções são motivadas por temporais, vendavais e descargas atmosféricas), ação de terceiros (abalroamento de postes e estruturas, queda de balões, vandalismo e pipas ou outros objetos estranhos na fiação) e avarias ou panes em equipamentos e acessórios integrantes da própria rede elétrica.

As redes de distribuição da Copel estendem-se por 1.115 localidades em 393 municípios, atendendo a quase 4 milhões de unidades consumidoras – das quais 365 mil em zonas rurais. Sua extensão totaliza 183,5 mil quilômetros, o suficiente para dar quatro voltas em torno do planeta pela linha do Equador