terça-feira, 6 de março de 2012

Legislativo prestigia encontro de gestores públicos de educação


O encontro de gestores da rede pública de educação, realizado na manhã desta segunda-feira (5), em Curitiba, contou com o prestigiamento da Assembleia Legislativa. O presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB), e o 1º secretário, deputado Plauto Miró (DEM), além de diversos outros parlamentares, acompanharam a posse dos novos gestores, que a partir de agora serão beneficiados por programas de capacitação desenvolvidos pelo Estado.

O governador Beto Richa e o vice-governador e secretário de Estado da Educação, Flávio Arns, ressaltaram a iniciativa como forma de valorizar os educadores, principalmente pela possibilidade de se implantar uma política de especialização e atualização dos professores. “É o novo formato da educação no Paraná, valorizando os professores, os funcionários e investindo na melhoria da qualidade de ensino do Estado. A educação é prioridade absoluta no nosso governo”, afirmou Richa.

Para o presidente do Poder Legislativo, os importantes projetos estabelecidos pelo governo e que promovem melhorias na educação terão apoio da Casa, dos deputados e dos paranaenses. “Este encontro de gestores integra o projeto de desenvolvimento, capacitação e formação de professores. São iniciativas positivas do governo e que contam com o apoio da Assembleia”, afirmou Rossoni.

No total serão capacitados 2.700 gestores das escolas estaduais, inclusive da educação especial. Como definiu Arns, a iniciativa é pioneira e vai permitir que diretores, representantes de núcleos e professores tenham condições de aprimorar o trabalho em sala de aula. “É um programa de formação de gestores. Isso nunca aconteceu. Então é uma iniciativa nova e este momento é praticamente uma posse simbólica. É o primeiro evento. É um dia de encontro, de início de uma caminhada para os resultados nas escolas serem excelentes”, comemorou o secretário de Educação.

Na opinião do 1º secretário da Assembleia, Plauto Miró, o governo vem investindo na qualificação do magistério e melhorando a infraestrutura em diversas escolas do Paraná. Plauto ressaltou a boa relação entre o Legislativo e o Executivo para a implantação de programas no Estado. “A Assembleia apoia todas as boas ações do governo. E neste momento o governo valoriza a educação do nosso estado com os professores e servidores, além de promover investimentos em infraestrutura da educação, fazendo com que alunos e professores tenham condição de melhor aprender e melhor ensinar”, disse Plauto.

Os deputados Professor Lemos (PT), Rose Litro (PSDB), Teruo Kato (PMDB), Cleiton Kielse (PMDB), Artagão Júnior (PMDB), Alexandre Curi (PMDB), Adelino Ribeiro (PSL), André Bueno (PDT) e o líder do Governo, Ademar Traiano (PSDB), também participaram do encontro.
Fonte: Assessoria de Imprensa (41) 3350-4049/4188

Jornalista: Rodrigo Rossi

Marataízes PIB cresce 2,7% em 2011 e confirma Brasil como 6ª economia do mundo


O PIB brasileiro cresceu 2,7% em 2011 e alcançou R$ 4,143 trilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda que bem inferior à projeção do governo no início do ano passado, de expansão de 5%, o resultado de 2011 evidencia o relativo bom momento da economia brasileira num momento em que a Europa e os Estados Unidos enfrentam graves dificuldades para voltar a crescer.

No entanto, apesar do resultado anual, os dados indicam que houve uma desaceleração da economia no fim do ano passado. Segundo o IBGE, a economia cresceu 0,3% nos últimos três meses de 2011 em relação ao trimeste anterior.

Consumo das famílias

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos pelo país ao longo do ano.
Segundo o IBGE, o desempenho da economia em 2011 foi puxado pelo consumo das famílias, que teve expansão de 4,1% em relação a 2010. Também tiveram bons resultados os setores agropecuário, com crescimento de 3,9%, e o de serviços, com 2,7%.
No setor industrial, conforme esperavam os analistas, o desempenho foi pior, com crescimento de 1,6%, puxado pelos setores de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (3,8%) e da construção civil (3,6%). Em compensação, a indústria de transformação ficou praticamente estagnada em relação a 2010, tendo crescido 0,1%.
Apesar da taxa anual positiva, o setor industrial vem perdendo o fôlego nos últimos meses. De acordo com o IBGE, a indústria nacional está encolhendo desde a metade do ano passado. Economistas avaliam que, em 2012, a situação continua a se deteriorar, principalmente devido à valorização do real, que encarece as vendas brasileiras no exterior e barateia as importações.
Em entrevista à BBC Brasil, o ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero diz que, ao privilegiar o crescimento por meio do consumo, o governo dá margem para que haja deficit nas contas externas, uma vez que parte da demanda interna terá de ser atendida por produtos importados.
Para cobrir o rombo na balança comercial, afirma ele, o país terá de recorrer à entrada de capital estrangeiro – o que por sua vez continuará a alimentar a valorização do real e reduzirá a competitividade dos produtos nacionais no exterior.
"Acho que é um dilema que o governo brasileiro não resolveu, e minha impressão é que sabe que não pode resolver, porque é contraditório com uma política econômica baseada no consumo", diz.

Taxa de juros

Também segundo analistas, o baixo ritmo de crescimento no quarto trimestre se mantém no início de 2012 e deve fazer com que o Banco Central (BC) continue a reduzir a taxa básica de juros, com o objetivo de injetar mais dinheiro (por meio de crédito) na economia. O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC se reúne nesta semana para decidir sobre a taxa, atualmente em 10,5% ao ano.
Desde setembro do ano passado, o governo já reduziu a taxa em dois pontos percentuais e tem anunciado a intenção de baixá-la ainda mais, para menos de 10%.
Apesar das reduções, a taxa de juros brasileira continua no topo do ranking mundial, à frente de Índia (8,5%), Rússia (8%), Hungria (7%) e China (6,56%). Em economias desenvolvidas, como EUA, Japão e Grã Bretanha, a taxa está próxima de zero.
A elevação dos juros é um dos principais instrumentos para o controle da inflação, mas tem efeitos colaterais. Quando eles sobem, bancos costumam aumentar suas taxas para empréstimos, o que desestimula investimentos produtivos.
Embora os dados indiquem desempenho tímido da economia no início do ano, analistas esperam desempenho positivo para o varejo com o aumento do salário mínimo, que passou a vigorar em 1º de janeiro. Neste ano, o salário mínimo subiu 14%, para R$ 622.