quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Centro do Paraná discute prioridades



Uma reunião realizada na manhã desta quinta-feira, 24, no Sindicato Rural de Guarapuava, reuniu representantes das entidades que fazem parte do Núcleo Regional dos Sindicatos Rurais do Centro do Paraná.

A principal discussão foi sobre a atual composição do Núcleo Regional Centro, que na opinião do presidente do Núcleo, Anton Gora, deve ser reformulada. “A distância e as demandas específicas dificultam as ações deste Núcleo. Além disso, alguns sindicatos mais próximos ainda não fazem parte”, observou. Entre as prioridades do Núcleo, o grupo discutiu a importância da aprovação do Código Florestal Brasileiro, previsto para março deste ano.

Participaram da reunião Anton Gora (presidente do Núcleo e vice-presidente do Sindicato Rural de Guarapuava), Rodolpho Luiz Werneck Botelho (presidente do Sindicato Rural de Guarapuava), Geraldo Almeida (presidente do Sindicato Rural de Pinhão), Nelson T. Oliveira (presidente do Sindicato Rural de Campo Mourão).

PPS do Paraná vai concluir Planejamento Estratégico 2011-2012 em março



O PPS do Paraná definiu como data o dia 14 de março para estabelecer o Planejamento Estratégico 2011-2012. O plano é elaborado pelo partido desde 2002 e tem a intenção de preparar o PPS para as eleições em todas as regiões do estado.

Coordenado pelo primeiro secretário do partido no Paraná, Hélio Wirbiski, o planejamento estratégico contará com os trabalhos do presidente da legenda no estado, Rubens Bueno, o primeiro secretário do diretório de Curitiba, José Jorge Tobias de Santana, Márcia Ribeiro e Sebastião Gilberto Weinhardt.

O grupo definirá o giro que será realizado por todos os diretórios municipais. Ao discriminar detalhadamente a situação do PPS nos municípios, o planejamento se tornou indispensável para o partido. Serão reestruturadas 24 microrregiões.

Renovação do partido

“Trata-se da renovação do PPS. Queremos atrair novos filiados com intenção política. O objetivo é buscar lideranças qualificadas com afinidade. Quem ingressa no PPS deve conhecer seus ideais”, disse o coordenador Hélio.

Após a definição, o presidente Rubens visitará todas as regiões para estabelecer calendário de ações. O PPS utiliza esta ferramenta para ter um mapa de todo o estado.

“O Planejamento Estratégico é uma ferramenta do PPS para identificar as particularidades de cada município e como devemos atuar. Poucos partidos utilizam esse mecanismo. No PPS estadual e nacional já é uma tradição”, declara Hélio.

Definição de metas

De acordo com um dos pepessistas que trabalhou anteriormente na elaboração do Planejamento Estratégico, a ferramenta tem objetivo de estabelecer metas, a linha a ser seguida e os responsáveis por cada região. Segundo o presidente do Conselho de Ética do PPS, Ivo Ericsson Camargo de Lima, os responsáveis pelos diretórios atingem melhores resultados quando existe o comprometimento.

“Levantamos os pontos favoráveis e desfavoráveis. Definir as metas para as eleições é necessário. Com um bom plano podemos conseguir candidaturas consistentes”, afirma.

Busca de lideranças

O coordenador Hélio Wirbiski declara que o partido já aprovou um cronograma de reuniões para começar a preparar a legenda para as eleições de 2012. Segundo ele, o partido vai avaliar e buscar lideranças em Curitiba, Região Metropolitana e demais municípios do estado. “Precisamos adequar as demandas do interior. Vamos atrair lideranças capazes de disputar prefeituras e formar chapas de vereadores”, declarou.

Wirbiski disse ainda que o PPS deverá buscar apoio dos vereadores e prefeitos que já têm mandatos, além dos deputados estaduais e federais.

Microrregiões

As microrregiões que vão ser reestruturadas para o PPS se preparar às eleições de 2012 são: Apucarana, Campo Mourão, Cascavel, Cianorte, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Guarapuava, Irati, Londrina, Marechal Candido Rondon, Metropolitana Leste, Metropolitana Norte, Metropolitana Oeste, Metropolitana Sul, Palmas, Paranaguá, Paranavaí, Ponta Grossa, Quedas do Iguaçu, Santa Helena, Santo Antonio da Platina, Umuarama, União da Vitória.

Richa defende equilíbrio para o salário mínimo regional do PR



O governador Beto Richa reuniu-se nesta quarta-feira (23), em Curitiba, com representantes da Força Sindical, entidade que no Paraná representa mais de 1 milhão de trabalhadores. A pauta do encontro foi o reajuste do salário mínimo regional do Estado, hoje em R$ 663,00. A Central ainda solicitou ao governador investimentos em qualificação de mão de obra e apoio às comemorações do Dia do Trabalho, em 1º de maio.

“Num bom entendimento, vamos entrar em um acordo justo para o desenvolvimento do Paraná. A reunião foi muito importante para que o Estado conheça a necessidade dos trabalhadores paranaenses”, disse o governador.

Richa afirmou que o índice de reajuste não está definido e que estuda uma forma equilibrada de atender ao anseio dos trabalhadores sem prejudicar os empresários. “Vamos sentar e definir o justo. O Paraná precisa crescer”, destacou.

Sérgio Butka, presidente da Força Sindical, afirmou que o encontro foi produtivo e que o governador Beto Richa deseja manter a política do salário mínimo regional. “Fomos muito bem recebido pelo governador, ele mostrou-se receptivo nas duas reuniões que tivemos com ele. Temos uma preocupação com o novo piso salarial, mas o governador deixou claro que pretende atuar com diálogo e respeito”, disse Butka.

Segundo Butka, a Central Sindical apresentou ao governador a proposta de que o reajuste do piso estadual seja a média dos reajustes concedidos pelas classes econômicas do Estado do Paraná, acrescentada a reposição do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) 2010. O INPC, que fechou o ano em 6,47%, serve como base para os reajustes salariais.

“Nossa proposta é que o piso seja reajustado em aproximadamente 10%. Mas não queremos engessar a questão. Confiamos que o governador vai chegar em um consenso”, disse Butka.

O secretário do Trabalho, Luiz Cláudio Romanelli, disse que o encontro foi um importante canal de aproximação do movimento sindical com o governador. “Para a definição desse ajuste temos o governo, o empregador e o trabalhador. É nosso papel como governo avançar nas conquistas do trabalhador e ao mesmo tempo fazer com que as empresas tenham competitividade. Então vamos mediar as negociações e buscar uma saída justa”, afirmou.

QUALIFICAÇÃO – Também presente ao encontro, o vice-prefeito de Paranaguá, Fabiano Vicente Elias, destacou a necessidade de investimentos para qualificar a mão de obra no Estado. Segundo ele, alguns trabalhadores do Porto de Paranaguá não têm capacitação técnica para operar o maquinário. Ele sugeriu ao governador que seja implantada uma unidade de ensino técnico na cidade.

A Força Sindical representa atualmente 108 sindicatos paranaenses. No encontro, estiveram presentes Ariosvaldo Rocha e José Milton de Camargo, do Sindicato dos Comerciários; Nelson Silva Souza, do Sindicato dos Metalúrgicos; e Anderson Teixeira, do Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Ônibus da Grande Curitiba

ENTIDADES EMPRESARIAIS – No dia 14 de fevereiro, o governador Beto Richa recebeu dirigentes de federações e outras entidades empresariais, que também manifestaram preocupação com o salário mínimo regional do Paraná. Para os empresários, um salário muito alto pode gerar desemprego e incentivar o aumento dos empregos informais. O governador destacou a importância do diálogo e comprometeu-se a discutir o melhor para o Paraná.

Richa diz que o programa Paraná Competitivo vai reinserir o Estado na agenda dos investidores -



O governador Beto Richa lançou nesta quinta-feira, em Londrina, as primeiras medidas do programa Paraná Competitivo, ao assinar dois decretos que alteram a política fiscal do Estado. “Com os novos incentivos vamos reinserir o Paraná na agenda dos investidores”, afirmou. “Queremos retomar a trajetória de atração de investimentos produtivos – nacionais e internacionais – e dar total apoio para as empresas locais que queiram expandir suas atividades”, afirmou o governador.

Segundo o governador Beto Richa, cerca de 40 grupos empresariais já procuraram o Paraná neste ano para conhecer os incentivos oferecidos pelo governo. “Houve uma mudança no conceito de governança e uma nova postura de governo, com diálogo e respeito. Isso está sendo percebido pelos investidores, que também procuram segurança jurídica”, afirmou Richa na solenidade realizada na Associação Comercial e Industrial de Londrina (ACIL).

Richa destacou que a nova política fiscal é moderna, leva em conta os interesses do Estado na concessão de benefícios e torna mais flexível a negociação com os investidores. “Vamos analisar caso a caso. Todos os pedidos de incentivos vão passar por trêss comitês, um técnico, um consultivo e um decisório. Eles é que vão estabelecer o tipo de apoio fiscal possível, de acordo com critérios como o tipo do investimento, impacto econômico e grau de inovação”, explicou.

A nova política fiscal altera também o percentual do ICMS a ser diferido. Antes os valores eram fixos e estabelecidos de acordo com as regiões do Estado. A partir de agora o benefício vai variar de 10% a 90%, inclusive para cidades que não possuíam o benefício, como Curitiba, São José dos Pinhais e Araucária. O índice a ser aplicado será definido nos comitês formados por técnicos e secretários de Estado. Além disso, haverá um conselho consultivo formado por entidades representativas da indústria, comércio, agricultura, transporte e das cooperativas.

PRAZO – A mudança no prazo de dilação do ICMS é outra novidade. Fixado por decreto, o tempo de dilação era de quatro anos, mais quatro para pagamento. Com a nova política o período foi flexibilizado e varia de dois a oito anos, e até oito anos para recolhimento.

O imposto que incide sobre energia elétrica acompanha a mesma lógica. Além disso, o mesmo benefício poderá ser concedido para o tributo incidente sobre o uso do gás natural. “Outra alteração inovadora é a possibilidade de beneficiar com dilação de ICMS indústrias que estejam em recuperação judicial”, informou o secretário da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros.

Para o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, o programa de incentivos vai ajudar a recuperar o tempo perdido em relação ao crescimento econômico do Paraná. Ele lembrou que de 2003 a 2009 a participação paranaense no PIB nacional caiu de 6,4% para 5,9%, e a participação nas exportações encolheu de 9,8% para 7%. “Perdemos ritmo e ficamos para trás neste início de século, que foi um tempo de expansão da economia em todos os níveis”, avalia.

O PROGRAMA – O lançamento da nova política fiscal é a primeira etapa do programa Paraná Competitivo e se enquadra na linha de ação denominada Fomento, Incentivos e Crédito. Além dessa há mais três: qualificação e capacitação da mão de obra; infraestrutura e internacionalização, incluindo atração de investimentos, e comércio exterior.

Além das secretarias de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul e da Fazenda, também participam da elaboração do Paraná Competitivo as secretarias de Assuntos Estratégicos, Planejamento, Meio Ambiente, Trabalho e Emprego, Infraestrutura e Logística, a Agência de Fomento, BRDE, Copel, Compagás, Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina, Lactec, Ipardes. A formatação fiscal contou ainda com sugestões do setor produtivo e dos municípios.

Link para acessar tabela com as principais mudanças na política fiscal.