sábado, 3 de março de 2012

'Não estamos preocupados com prisões', diz secretário sobre UPS

Reinaldo de Almeida Cesar (Foto: Reprodução/RPC TV)
Secretário de Segurança explicou atuação da UPS
(Foto: Reprodução/RPC TV)


Um dia após o início da implantação da Unidade Paraná Seguro no Uberaba, em Curitiba, o Secretário de Segurança Pública do Estado, Reinaldo de Almeida César, o comandante geral da Polícia Militar, Roberson Bondaruk e o delegado geral da Polícia Civil, Marcus Michelotto concederam entrevista coletiva para avaliar o início da ação.

O principal ponto abordado pelas autoridades foi o baixo número de prisões e apreensões efetuadas, o que, segundo César, não era o foco principal da implantação da UPS. “Não estamos preocupados com o número de presos ou a quantidade de drogas apreendidas, a UPS é muito mais do que isso, senão seria uma operação policial”, afirmou. Foram três prisões realizadas, sem armas ou drogas apreendidas, em 2.537 abordagens e 1.905 vistorias em veículos. Para o secretário, o foco deve ser mantido no relacionamento dos policiais com a comunidade.

Neste quesito, as autoridades foram unânimes em classificar o primeiro dia como positivo. “Superando expectativas, de forma absolutamente pacífica”, comemorou Bondaruk, cujo discurso foi endossado por secretário de segurança. “Há um sentimento nítido de acolhida, de apoio da população da região do Uberaba em relação a ação de implantação dessa UPS”, percebeu. A partir do dia 8 de março, policiais com treinamento específico passarão a integrar o dia a dia da região.

 
Para o delegado geral Michelotto, outro destaque foi o aumento do número de denúncias no telefone 181, que deixou de ser exclusivo para ocorrências relacionadas ao tráfico de drogas para atender a todo tipo de situação.

Paraná Segurança Total
Além da avaliação da UPS, as autoridades também comentaram o lançamento de duas novas operações conjuntas. Enquanto a Operação Liberdade terá foco exclusivo na investigação e repressão ao tráfico de drogas, a Operação Paraná Segurança Total deverá ter caráter permanente no policiamento, blitz de trânsito e fiscalizações com cooperação entre as polícias.

Essa operação deverá ocorrer nas 20 maiores cidades do estado, com intervalos entre 20, 30 ou 40 dias. O objetivo é fazer da presença policial nas ruas uma constante. Na primeira edição, realizada entre quinta-feira (1º) e o início da manhã desta sexta (2), foram efetuadas 171 prisões, com apreensões de 35 armas de fogo, 34 kg de maconha, 16 kg de cocaína e 11 kg de crack. Participaram 800 policiais militares e 500 civis.

Polícia investiga desaparecimento de mulher de 20 anos em Curitiba

Desde sábado (25), amigos e familiares não têm notícias de Jéssica Pereira.
Após se divertir com os amigos, ela teria saído de um bar acompanhada.



A Polícia Civil investiga o desaparecimento de uma jovem de 20 anos em Curitiba. Jéssica Alves Pereira é natural de Rio Branco do Ivaí, no norte do Paraná e foi morar na capital para trabalhar. Desde o dia 25 de fevereiro, a família não tem notícias de Jéssica.

Veja a reportagem do
ParanáTV 2ª edição, da RPC TV

Na noite daquele sábado, ela saiu com os amigos do trabalho para se divertir e esteve em dois bares da região central de Curitiba. A polícia já ouviu os amigos e, segundo eles, Jéssica teria saído do segundo bar junto a um homem, que ela conheceu no local. A carteira de Jéssica, com todos os cartões bancários foi encontrada na terça-feira (28), dentro de uma lixeira, no Centro de Curitiba.

A polícia deve visitar os locais onde Jéssica esteve com os amigos no sábado (3). A intenção da polícia é identificar o local aonde ela e o homem podem ter ido após saírem juntos. “Para saber se ela saiu a pé ou não, com carro ou não. Porque na região também tem muitos hotéis. Ela pode ter saído dali e ido para algum hotel ou saído de ônibus”, diz o delegado Marcelo Lemos de Oliveira, que investiga o caso

TSE vai ter de julgar caso a caso campanhas de 2008 para trás



BRASÍLIA - A decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de condicionar o registro de candidatura à aprovação das contas da campanha imediatamente anterior do político pode causar alvoroço e uma nova guerra de interpretações e liminares - como aconteceu com a Lei da Ficha Limpa em 2010 -, nas eleições municipais deste ano. Os ministros deixaram claro que serão barradas candidaturas de quem teve as contas de 2010 rejeitadas. No entanto, ficou uma lacuna no que se refere às contas de anos anteriores.Durante o julgamento, cogitou-se estender a proibição a quem teve as contas rejeitadas em 2008. Entretanto, diante da polêmica, os ministros resolveram deixar para analisar caso a caso.
Ainda não se sabe quantos serão atingidos

Com isso, quem teve a contabilidade de uma campanha anterior a 2010 reprovada só vai saber se pode ou não se candidatar no momento de pedir o registro na Justiça Eleitoral. Eventuais negativas de registro podem tumultuar ainda mais os tribunais com recursos e pedidos de liminar.

Segundo o advogado Admar Gonzaga, especialista em Direito Eleitoral, a indefinição das regras deve durar apenas até o TSE analisar os primeiros casos de registro polêmicos. Isso porque os entendimentos deverão servir para outros casos análogos. O advogado ficou satisfeito com a decisão. Ele argumentou, entretanto, que, muitas vezes, a contabilidade de um candidato é reprovada por irregularidades formais, como a falta de um documento menos importante, e não por uma ilegalidade de relevância:
- Na hora em que o TSE começar a julgar as questões caso a caso, vai estabelecer um parâmetro que vai servir para todo mundo - opinou Gonzaga.
Para ele, a decisão do tribunal é positiva por moralizar ainda mais o processo eleitoral:
- A Justiça Eleitoral tem que avaliar o comportamento dos candidatos.
O registro de candidaturas começará no dia 7 de julho. Até lá, o posicionamento do tribunal poderá mudar. O julgamento de quinta-feira foi apertado e acabou em quatro votos a três. Neste primeiro semestre, termina o mandato do ministro Marcelo Ribeiro, que votou contra a maioria, e do ministro Ricardo Lewadowski, que votou com a maioria. Ribeiro será substituído por outro representante da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), e Lewandowski, pelo ministro Dias Toffoli, também do STF. Não se sabe a opinião dos novos integrantes do TSE sobre o assunto.
Ainda é uma incógnita o número de candidatos impedidos de concorrer neste ano. Isso porque cabe aos Tribunais Regionais Eleitorais julgar as contas dos candidatos. O TSE analisa apenas a contabilidade de candidatos a presidente da República. No dia do julgamento, a ministra Nancy Andrighi mencionou que 21 mil políticos já tiveram contas rejeitadas pela Justiça Eleitoral. Mas não informou a que ano as contas se referiam, nem os nomes dos políticos.
Contas de Serra de 2010 ainda não foram julgadas

O tucano José Serra, pré-candidato à prefeitura de São Paulo este ano, concorreu ao Palácio do Planalto em 2010, mas ainda não teve suas contas analisadas pelo tribunal. Se a situação permanecer como está até o dia de registro da candidatura, Serra poderá concorrer. No julgamento de quinta-feira, os ministros decidiram que não poderiam punir um político devido a uma falha da Justiça Eleitoral de não julgar as contas em tempo hábil.
Na eleição de 2010, a obtenção do registro de candidatura era vinculada à apresentação das contas da campanha anterior, sem a necessidade de aprovação. A mudança fixada este ano também vigorou nas últimas eleições municipais, ocorridas em 2008. Para os ministros do TSE, o mero ato de apresentação da contabilidade não comprova a idoneidade do político para ocupar um cargo público.
Já a Lei da Ficha Limpa, proposta por iniciativa popular e aprovada no Congresso, será aplicada este ano, com aprovação do Supremo Tribunal Federal (STF).


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