Secretário de Segurança explicou atuação da UPS
(Foto: Reprodução/RPC TV)
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Um dia após o início da implantação da Unidade Paraná Seguro no Uberaba, em Curitiba, o
Secretário de Segurança Pública do Estado, Reinaldo de Almeida César, o
comandante geral da Polícia Militar, Roberson Bondaruk e o delegado geral da
Polícia Civil, Marcus Michelotto concederam entrevista coletiva para avaliar o
início da ação.
O principal ponto abordado pelas autoridades foi o baixo número de prisões e apreensões efetuadas, o que, segundo César, não era o foco principal da implantação da UPS. “Não estamos preocupados com o número de presos ou a quantidade de drogas apreendidas, a UPS é muito mais do que isso, senão seria uma operação policial”, afirmou. Foram três prisões realizadas, sem armas ou drogas apreendidas, em 2.537 abordagens e 1.905 vistorias em veículos. Para o secretário, o foco deve ser mantido no relacionamento dos policiais com a comunidade.
Neste quesito, as autoridades foram unânimes em classificar o primeiro dia como positivo. “Superando expectativas, de forma absolutamente pacífica”, comemorou Bondaruk, cujo discurso foi endossado por secretário de segurança. “Há um sentimento nítido de acolhida, de apoio da população da região do Uberaba em relação a ação de implantação dessa UPS”, percebeu. A partir do dia 8 de março, policiais com treinamento específico passarão a integrar o dia a dia da região.
Paraná Segurança Total
Além da avaliação da UPS, as autoridades também comentaram o lançamento de duas novas operações conjuntas. Enquanto a Operação Liberdade terá foco exclusivo na investigação e repressão ao tráfico de drogas, a Operação Paraná Segurança Total deverá ter caráter permanente no policiamento, blitz de trânsito e fiscalizações com cooperação entre as polícias.
Essa operação deverá ocorrer nas 20 maiores cidades do estado, com intervalos entre 20, 30 ou 40 dias. O objetivo é fazer da presença policial nas ruas uma constante. Na primeira edição, realizada entre quinta-feira (1º) e o início da manhã desta sexta (2), foram efetuadas 171 prisões, com apreensões de 35 armas de fogo, 34 kg de maconha, 16 kg de cocaína e 11 kg de crack. Participaram 800 policiais militares e 500 civis.