sábado, 1 de junho de 2013

Projeto que dispões sobre a recomposição salarial dos Servidores Públicos Municipais é aprovado

Serão corrigidos os salários dos servidores públicos em 10% e dos servidores públicos profissionais da Educação em 2,03%

 
Projeto que dispões sobre a recomposição salarial dos Servidores Públicos Municipais é aprovado

Foi aprovado, por unanimidade e em três turnos de votação, o Projeto de Lei nº 0022/2013, de autoria do Executivo, durante sessões ordinária e extraordinárias desta terça-feira (28). A proposta autoriza o Município a promover recomposição salarial a todos os Servidores Públicos Ativos, Inativos e Pensionistas de Guarapuava.
Reajuste
De acordo com o Art. 2º, serão corrigidos os salários dos servidores públicos do quadro geral, em 10% sobre os vencimentos básicos, a ser implementado no pagamento relativo ao mês de maio. Já no Art. 3º, consta que os servidores públicos profissionais da educação terão aumento em 2,03%. A recomposição não se aplica aos cargos comissionados.
“Com este cenário de crise nacional, conseguimos um índice que contempla a reposição salarial, com previsão de ganho real para os funcionários, mantendo o equilíbrio das contas do município. A atual situação exige do gestor uma postura responsável para garantir o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal”, destacou o prefeito Cesar Filho.
Cumprindo um dos compromissos de campanha, o projeto de lei do prefeito Cesar Filho também autoriza o Executivo a constituir comissões de servidores com o fim de promover estudos sobre a revisão de planos de carreira dos servidores efetivos; de promover estudos sobre a possibilidade de incorporação de vantagens transitórias aos vencimentos básicos; e sobre a repercussão dos avanços horizontais não concedidos aos servidores do quadro geral. A Prefeitura de Guarapuava também instituirá uma mesa permanente de negociação com a participação dos servidores e do Sisppmug.

Maconha: calmaria traiçoeira que desespera famílias



Por trás do discurso de usuários defendendo os benefícios, a descriminalização e legalização da droga, se esconde o desespero de famílias desintegradas por causa do vício.

Dentre os usuários de maconha, os homens consomem três vezes mais que as mulheres e 62% experimentaram antes dos 18 anos. A consequência se vê na demora para responder algumas perguntas simples que revela uma das limitações de José*, 29 anos, cravadas ao longo de 14 anos consumindo maconha. Imperceptíveis para ele, os sinais do vício vem degradando seu relacionamento familiar, porém em sua visão, não é um problema na vida profissional.

José é convicto de que consegue parar de usar quando quer, que a maconha lhe traz benefícios e o único empecilho é a resistência de sua família em aceitar. Mesmo com tanta segurança, ele corresponde aos aspectos comportamentais comuns da dependência, apontados pelo II Segundo Levantamento Nacional de Álcool e Drogas Lenad, como ficar ansioso e preocupado por não ter a droga, ter a sensação de perda de controle sobre o uso, já ter tentado parar e considerar difícil ficar sem a droga.

Os motivos pelos quais ele não muda as práticas ilícitas são pela maconha o socializar, acalmar e trazer a sensação de prazer. Ele justifica que nunca se internou, não tem nenhuma passagem pela polícia, consome antes, no intervalo e depois do expediente e paga a quantidade que utiliza.

Essa cortina de fumaça não o deixa enxergar o desespero da família. Sua mãe já o expulsou de casa, levou para igreja, e sofre com a displicência do filho que não vê problema em usar drogas. “Ele não tem prazer em estar com a família, o telefone não pára de tocar, depois chega em casa e come tudo que vê pela frente. Meu filho não tem mais vergonha disso e abre para todos o problema eu não sei mais o que pensar, mas eu não aceito”, desabafa a mãe.

Valentim Gentil Filho, psiquiatra doutorado em psicofarmacologia clínica pela Universidade de Londres, disse em entrevista à Revista Veja que “se fosse para escolher uma única droga a ser banida, seria a maconha”. Ele explica que os danos que outras drogas causam ao cérebro, como crack, cocaína e heroína cessam quando deixam de ser usadas. Ou seja, passado o período de abstinência, as funções do organismo se restabelecem.


“Com a maconha a história é outra. É a única droga a interferir nas funções cerebrais de forma a causar psicoses definitivas, mesmo quando seu uso é interrompido,”destaca o médico.

Famílias são o alvo das consequências das drogas. Considerando que mais da metade dos usuários experimenta a droga antes dos 18 anos, o Movimento Curitiba Te Quero Sem Drogas atua com a implementação de ações esportivas e culturais para atrair jovens à práticas saudáveis. Segundo o coordenador do projeto, vereador Valdemir Soares, que há mais de vinte anos levanta a bandeira da conscientização sobre os perigos das drogas, o esporte tende a afastar jovens do contato com as drogas.

“Na adolescência os jovens estão aprendendo a definir sua trajetória do futuro e incentivá-los ao esporte é um recurso decisivo no combate às drogas e na ressocialização de ex-dependentes. São realidades opostas e se motivadas as práticas saudáveis, extraem das estatísticas o número de tragédias relacionadas ao consumo de substâncias ilícitas e arrancam o sofrimento de muitos lares que vivem esse problema”, afirma Soares.

O problema se agrava quando se fala no facilitação do acesso à droga. A mestre em dependência química e coordenadora do II Lenad, Clarice Sandi Madruga, afirma que o uso da maconha na adolescência é extremamente nocivo. Para ela facilitar o acesso às drogas, aumenta o consumo e também a proporção que tem problema.

Em contrapartida, diversos jovens testemunham sua recuperação das drogas através de ações do Movimento Curitiba Te Quero Sem Drogas, que conta com o entrosamento de moças e rapazes da Força Jovem. Já realizaram, neste ano, a Seletiva Nocaute ao Crack, evento que reuniu diversas modalidades de artes marciais com exibição de videos e mensagens de conscientização contra as drogas, que lotou o Círculo Militar em Curitiba.

Jhonatan da Silva, 19 anos, é um dos resultados das competições promovidas pelo Movimento. Ele conta que a energia dos jovens o contagiou pra que escolhesse mudar. Foi um convite que o fez retornar muay thai e futebol e, hoje ele diz que vai levar o título da da Copa Libertadores do Crack; que tem 64 equipes com nomes dos bairros de Curitiba e passam por diversas estruturas esportivas da cidade nas realização das rodadas do torneio de futsal.

“Enquanto você usa drogas você se sente muito bem, acha que tem algum poder, mas o ano passado, um amigo que se criou comigo foi assassinado e eu quis mudar, mas eu passei muita vergonha com a chegada de policiais à procura de drogas dentro de casa, na presença da minha família”, relata o jovem.

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Rafaella Luvizotto | (41) 9142-4647

Estado atende 146 mil crianças com programa do leite



O programa Leite das Crianças completou em maio dez anos. Hoje, o governo estadual atende, em média, 146 mil crianças, com idades entre seis meses e três anos, de famílias com renda mensal inferior à meio salário mínimo regional. Elas recebem diariamente um litro de leite enriquecido com ferro e vitaminas A e D. Por mês, o investimento do programa é de R$ 5,9 milhões, num total de quase R$ 71 milhões por ano.

Desde que foi criado, em 2003, o programa já distribuiu mais de 485 milhões de litros de leite pasteurizado, atendendo a 1,3 milhão de crianças. O governador Beto Richa não só deu continuidade ao programa, como aprimorou sua gestão, com a integração de diversas secretarias, e também com incentivo maior ao setor produtivo leiteiro do Estado.

Hoje, o Leite das Crianças é um programa intersetorial, que envolve cinco secretarias estaduais: Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Agricultura e do Abastecimento, Educação, Família e Desenvolvimento Social e Saúde. O programa integra as ações do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria do Trabalho, que tem como competência a formulação e a implantação da política de Segurança Alimentar e Nutricional no Estado.

“Tudo isso faz parte do nosso esforço para melhorar a qualidade de vida das famílias. Tenho certeza que o programa oferece os nutrientes necessários para um crescimento saudável das nossas crianças", afirma a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa.

De 2011 para cá foram distribuidos mais de 105 milhões de litros de leite, com atendimento de 466 mil crianças. Foram adquiridos 700 novos freezers para armazenamento e conservação do produto. Os equipamentos foram entregues às escolas da rede estadual que fazem a distribuição do leite. Além disso, foram compradas mil caixas térmicas para transporte do leite das escolas aos locais de redistribuição.

Para o secretário do Trabalho, Emprego e Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o programa Leite das Crianças está atingindo os objetivos de combater a desnutrição infantil e fixar os agricultores familiares no campo com trabalho e renda permanente.

“O Paraná está próximo de erradicar a extrema pobreza, graças aos programas e políticas de segurança alimentar e nutricional implantados no Estado, que garantem trabalho e renda ao agricultor, potencializam a economia local ao mesmo tempo em que distribuem gratuitamente alimentação em quantidade e qualidade suficiente às pessoas que mais precisam”, explicou.

ATIVIDADE LEITEIRA - O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirma que o programa contribuiu para o avanço e o fortalecimento da cadeia produtiva do leite no Paraná, permitindo a inclusão de milhares de produtores no processo produtivo.

“Com a produção leiteira, esses produtores tiveram oportunidades para diversificar as atividades em suas propriedades, e acrescentando uma fonte de renda diferente do já tinham. Além do incentivo à produção, o programa propiciou também melhorias na segurança alimentar e nutricional das crianças”, diz Ortigara.

No início de 2013 foi autorizado o credenciamento, através da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e a contratação, pela Secretaria de Trabalho, de 55 usinas de beneficiamento de leite. São cooperativas, associações de pequenos produtores de leite e pequenas usinas da agricultura familiar paranaense, importantes para o desenvolvimento da cadeia produtiva leiteira do Estado. Desde o dia 1° de maio de 2013 são elas as fornecedoras do leite pasteurizado utilizado no Leite das Crianças.

QUALIDADE DO LEITE - Além de atender às necessidades básicas de alimentação das crianças, o programa estimula a organização do setor produtivo leiteiro do Estado e consequentemente provoca a melhoria da qualidade do leite, indispensável para a manutenção da renda e expansão do mercado consumidor.

Através do Leite das Crianças, o governo estadual também implementou um rígido controle de qualidade. Tanto da matéria prima, denominada leite cru refrigerado, quanto do leite já pasteurizado. Para isso, foram realizadas mais de 5,7 milhões de análises do leite, indicando os índices de proteína, gordura, lactose, teor sólido do leite, contagem de células somáticas e bacterianas. Resultados que permitem à assistência técnica e extensão rural ajudar os produtores a melhorar a qualidade do leite e lucrar mais com a atividade.



Saiba mais sobre o trabalho do governo do Estado em:

www.facebook.com/governopr e www.pr.gov.br