

As eleições se aproximam e o foco fica voltado para a política. Candidatos em plena campanha, apresentando suas propostas, para que o eleitor decida o futuro País. Saindo um pouco desse meio, encontramos pessoas que em qualquer época do ano faz um trabalho voltado ao ser humano.
À convite de uma família com o filho portador de necessidades especiais acompanhamos a dedicação e o profissionalismo da guarapuavana, Ana Maria Medeiros, fisioterapêuta e Dino instrutor, que realizam um trabalho invejável através da equoterapia. Além de serem extremamente capacitados em suas áreas profissionais, o carinho e a dedicação são algo incomum, capaz de mostrar as pessoas que é possível ir além de suas limitações.
Para quem ainda não conhece, ou pouco sabe sobre o assunto, a Equoterapia é a terapia é feita com auxilio do cavalo, e, é indicada no tratamento dos mais diversos tipos de comprometimentos: Patologias ortopédicas; Neuromusculares (Neuropatias); cardiovasculares e respiratórias, entre outras.
Para saber um pouco mais sobre essa terapia, assistimos uma das sessões, com José Rosni, 50 anos, portador de necessidades especiais, e conversamos com a fisioterapeuta e o seu auxiliar -instrutor.
Terapia que faz uso de animais, a equoterapia une as técnicas de equitação e atividades equestres com a finalidade de reabilitar e educar as pessoas com deficiência.
“O cavalo é um animal dócil, de porte e força, que se deixa montar e manusear, transformando-se em um amigo para o praticante, que cria com ele um importante laço afetivo. Essa relação de confiança e cumplicidade é essencial na sua recuperação, proporcionando ganhos não apenas no aspecto físico como também psicológico, possibilitando à pessoa em terapia uma boa dose de motivação e auto-estima para seguir em frente e alcançar a sua reabilitação” explica Ana.
Para a terapeuta, o movimento rítmico, preciso e tridimensional do cavalo, que ao caminhar se desloca para frente/trás, para os lados e para cima/baixo, pode ser comparado com a ação da pelve humana no andar, permitindo a todo instante entradas sensoriais em forma de propriocepção profunda, estimulações vestibular, olfativa, visual e auditiva.
“A Equoterapia é um dos raros métodos, ou melhor, talvez o único, que permite que o paciente vivencie muitos acontecimentos ao mesmo tempo e no qual as ações, reações e informações são bastante numerosas.
Sendo assim, um dos aspectos mais importantes nesse tipo de tratamento é que se conscientizam crianças e jovens de suas capacidades e não de suas incapacidades, trabalhando o deficiente como um todo, tanto pelo lado psíquico como pelo somático” afirma a fisioterapeuta.
Através destas explicações pode-se entender o porque que a Equoterapia vem proporcionando excelentes resultados beneficiando vários portadores de deficiências e/ou necessidades especiais.
Arlete, mãe de José Rosni, conta que o filho estava ficando com os músculos atrofiados e tinha muita dificuldade para se locomover. Contente, afirmou o quanto a Equoterapia ajudou a estimular a fala e toda coordenação motora do rapaz. “Nossa família esta muito contente com o progresso alcançado pela equoterapia. Além do desenvolvimento físico, meu filho tornou mais alegre e sociável. “Acreditamos que essa terapia e a dedicação da Aninha e do Dino, foi fundamental para o avanço do Rosni”, afirmou a mãe.
O papel do instrutor - Além do adestramento do animal, é auxiliar a fisioterapeuta no momento das sessões. (veja vídeo)
Dino, instrutor que durante as sessões, auxilia Ana, falou sobre todo o processo de treinamento com o cavalo. “O cavalo é um animal dócil e já escolhemos um animal com essas características, e durante seis meses trabalhamos para que ele fique pronto para a realização das sessões, sem riscos para os pacientes”, afirma.
É importante ressaltar que Guarapuava conta com esse atendimento, e, aquelas pessoas que queiram conhecer o local e o trabalho realizado pela terapeuta Ana Maria Medeiros, através da equoterapia, poderão entrar em contato pelo fone: 3035-2642.
HISTÓRIA
O uso do cavalo como forma de terapia data de
No Brasil, a partir dos anos 70, quando foi criada a ANDE-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia) o tratamento tomou maior impulso, mas somente nos últimos seis anos é que se pode notar o verdadeiro crescimento desta modalidade terapêutica, haja visto o número crescente de centros de equoterapia em todo território nacional.
A Equoterapia foi reconhecida como método terapêutico em 1997 pela Sociedade Brasileira de Medicina Física e Reabilitacional e pelo Concelho Federal de Medicina.
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