Esse é um bom debate e necessário, mas
qual a linha desse debate? Alguém nessa cidade pode ser contrário a uma
conquista, um avanço, um benefício? Qual hospital nós queremos? Esses foram
alguns questionamentos feitos pelo deputado estadual Cesar Silvestri Filho
durante a audiência pública, realizada na manhã de hoje, na Câmara de
Vereadores de Guarapuava, com a participação de representantes de entidades,
regionais, sociedade civil organizada, população em geral, prefeitos da região,
entre outros.
Cesar Filho destacou que legitimar a
necessidade de um hospital não significa desqualificar as instituições de saúde
que, há anos, ajudam a população com todo esforço e mesmo com dificuldades. “Seria
uma equação nula. Precisamos agregar, viabilizar e efetivamente ajudar essas
unidades que aqui estão. O de Ente rios, Santa Tereza e São Vicente de Paulo,
que juntos atendem mais de 80% da demanda pelo SUS. O São Vicente chega a ter
90%. Podemos deixá-los sem investimento municipal estadual e federal?,
questionou mais uma vez.
O deputado afirmou que está trabalhando
pela saúde de Guarapuava, mostrando números importantes. Através do HOSPSUS, o
São Vicente, habilitado a receber recursos por ser filantrópico, ganhará 50 novos
leitos. A primeira parcela dos recursos foi depositada e processo de licitação
segue em andamento. Também destacou a emenda do deputado federal Cezar
Silvestri de R$ 5,9 milhões para compra de equipamentos e ainda toda a reforma
que está acontecendo no prédio. “Esse hospital centenário será um dos mais
modernos e equipados do Paraná e o mesmo devemos fazer com Santa Tereza, que não
recebe os mesmos recursos por uma razão simples. O São Vicente é filantrópico,
é fiscalizado e gerido pela comunidade através de sua provedoria. Temos de unir
esforços para tornar o Santa Tereza filantrópico e pertencer à comunidade”.
Em relação a hospitais regionais, Cesar
Filho explicou que muitos, apesar da denominação, assumem funções específicas.
“O de Francisco Beltrão é chamado, mas não é. Não como o São Vicente que atende
de tudo. Veio completar e atender uma vocação, sendo especializado para
traumatologia de alta complexidade que a região não possuía. O de Curitiba é de
reabilitação motora”, exemplificou, reforçando que Guarapuava precisaria de um
hospital de alta-complexidade em ortopedia e traumatologia, para suprir uma
carência devido aos inúmeros acidentes registrados na BR-277.
Cesar se comprometeu em trabalhar pela
vinda de um hospital regional. Segundo ele, primeiro é preciso que todos, juntos,
definam a necessidade técnica e a viabilidade orçamentária, para depois buscar
apoio do governador Beto Richa e do secretário de Saúde, Michele Caputo, que
sempre se mostraram dispostos a ajudar Guarapuava e a região. “Nós, com toda
nossa força de trabalho, dedicação e capacidade, trabalharemos juntos para que
possamos construir, no menor prazo, um hospital regional, como aconteceu com a UFPR,
que foi uma grande conquista. Então se tivermos inteligência política e a
capacidade de nos somarmos, a coisa acontece e vai acontecer. E será passo dado
para outra conquista tão almejada, o curso de medicina. E estamos trabalhando
nesse sentido. Quando fui relator Plano Plurianual, que é a principal obra do
orçamento de médio prazo do Estado, autorizei o governo a emprenhar recursos
para o curso de Medicina”, finalizou, colocando-se a disposição da Câmara e da
população para futuros debates.
O chefe da 5ª Regional de Saúde,
Vinícius Traiano, destacou a importância do programa HOSPSUS para a região e
também COMSUS, lançado esta semana pelo Governo do Estado. Os três consórcios
integrados à 5ª Regional vão receber R$ 390 mil.
Durante a audiência ficou definido que o
Legislativo irá compor uma comissão técnica para analisar a viabilidade da
criação do Hospital Regional.
Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri
Filho