terça-feira, 17 de abril de 2012

Governo destina R$ 132 milhões para obras de infraestrutura urbana



O governador Beto Richa e o secretário do Desenvolvimento Urbano Cezar Silvestri assinam nesta quarta-feira (18), durante solenidade no Palácio Iguaçu, a liberação de um total de R$ 132 milhões em recursos para mais de cem municípios do Estado. Serão beneficiados 64 municípios nesta nova etapa do Programa de Recuperação Asfáltica de Pavimento e outros 47 municípios com contratos de financiamento por meio do Paranacidade e da Agência de Fomento.

Nesta nova etapa do programa serão destinados mais de R$ 13 milhões para os municípios, a fundo perdido. “Diariamente recebo, em meu gabinete, na Sedu, prefeitos que vêm atrás de recursos para pavimentar as ruas de seus municípios. O recapeamento asfáltico é uma das principais demandas das cidades paranaenses. Fico muito feliz em poder liberar esses recursos, pois sei que serão de extrema importância para melhorar a qualidade de vida as pessoas que moram nessas cidades”, destacou o secretário Cezar Silvestri, enfatizando que, com esta liberação, já são 330 municípios beneficiados pelo Programa de Recuperação Asfáltica de Pavimento.

Financiamentos


Os mais de R$ 118 milhões de financiamento destinados a 47 municípios fazem parte de um pacote de obras que estão sendo liberadas pela Sedu, por meio do Serviço Social Autônomo Paranacidade e da Agência de Fomento do Paraná. “São obras de extrema importância para os municípios, como hospitais, escolas, postos de saúde, ginásios de esportes, centro de convivência de idosos e pavimentação asfáltica. Tenho certeza que esses recursos serão investidos em obras que vão melhorar muito a qualidade de vida das pessoas que vivem nos municípios beneficiados”, afirmou o secretário.


SERVIÇO:

Assunto: Liberação de Recursos para Infraestrutura
Data: 18 de abril de 2012
Horário: 10h30
Local: Palácio Iguaçu (Praça Nossa Senhora da Salete, s/nº - Centro Cívico – Curitiba – PR).

Biodiesel também empaca



Mario Eugenio Saturno

O dramático enredo desempenhado pelo etanol de cana-de-açúcar não é exceção no cenário nacional. O Plano do governo federal parece tímido demais para um país das dimensões do Brasil. A julgar pelos fatos, o governo abandonou as usinas de álcool à própria sorte, endividadas, são vendidas a preço de banana, para o capital estrangeiro. Já cansei de defender que o investimento estrangeiro deveria ser para novos projetos, sejam usinas ou plantações. Esperava mais de um governo que acusou o anterior de privatista, pior é entregar ao estrangeiro!

O desastre anunciado foi demonstrado. Apesar do mau desempenho da indústria, que sofre com a concorrência dos produtos importados por causa da política cambial filicida e do custo da infraestrutura, o país consumiu mais energia. Particularmente, em 2011, o consumo de gasolina cresceu 18,8%, sendo que foram importados 13,8 milhões de barris, um crescimento de 300% sobre o ano anterior.

O consumo do diesel cresceu 4,4%, totalizando 64,5 milhões de barris, sendo que as importações foram de 58,7 milhões de barris, crescimento de 4%. Cadê o biodiesel? Outra oportunidade perdida pela nação. Ah! E eu me lembro das minhas professorinhas dizendo que o Brasil era a nação agrícola do futuro, alimentaria o mundo, forneceria energia... Que tristeza!

Outro fracasso no projeto do biodiesel é a produção de mamona que está cada vez menor, além de ficar restrita às pequenas propriedades. A mamona que já ocupou 215 mil hectares, hoje, restringe-se a 148 mil hectares. E ainda enfrenta a falta de máquinas adequadas. Cadê a política de inovação nacional? Por que não criam um prêmio para estimular os inventores nacionais?

Um grande problema do biodiesel é o uso da soja, que é um importante alimento. Diria que está na mesma categoria do milho usado fazer álcool nos Estados Unidos. Além disso, o custo estimado de produção de biodiesel de soja é de US$ 150 a US$ 190 o barril. Muito Caro!

Outro problema nacional que poderia virar riqueza é o óleo de cozinha usado. Como lixo é um terror para o meio-ambiente, mas ele pode ser convertido em biodiesel. O governo deveria mudar sua política que procura somente privilegiar a produção agrícola familiar e estender para as pequenas empresas. O BNDES já financiou usinas de biodiesel de óleo de fritura antes. O governo deveria financiar este tipo de usina em todas as cidades. O que esperam? Um sinal verde da presidente do país? Por favor, algum aliado desperte a presidente!

Outro setor que deveria ter a atenção do plano nacional é o biodiesel de gordura animal ou de sebo, tanto de bovinos como de frangos e suínos. Estima-se que no Brasil existam disponíveis 700 mil toneladas anuais de sebo bovino. Como vemos, muito poderia ser feito, usando poucos recursos públicos, mas nosso governo prefere cobrar mais imposto (e agregados) do álcool que da gasolina. Enquanto o biodiesel com tanto potencial, fica empacado, não no PAC, parado mesmo!

Mario Eugenio Saturno (mariosaturno.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.

Família é feita refém por 6 horas durante assalto em Dois Vizinhos

O assalto ocorreu por volta das 19h de segunda-feira (16), em Dois Vizinhos.Ladrões renderam o casal e 2 crianças no quarto e liberou a 1h desta terça.

 

Uma família de Dois Vizinhos, no sudoeste do Paraná, foi mantida refém por cerca de seis horas durante um assalto na residência da família na noite de segunda-feira (16). Segundo a Polícia Militar (PM), quatro homens armados invadiram a casa e renderam o casal e duas filhas por volta das 19h. Eles foram presos em um dos quartos e foram liberados somente a 1h desta terça-feira (17). Ninguém ficou ferido.
Após revirar toda a residência, os ladrões fugiram com um caminhão, um carro, uma motocicleta e com o dinheiro e os celulares da família. A polícia foi acionada pelos vizinhos. Até as 8h nenhum assaltante havia sido identificado.

Richa e Marco Maia discutem o uso do biodiesel no transporte coletivo


O governador Beto Richa recebeu nesta segunda-feira (16), no Palácio Iguaçu, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado federal Marco Maia, o prefeito de Curitiba, Luciano Ducci, e integrantes da Frente Parlamentar do Biodiesel que vieram à Curitiba para conhecer o modelo de uso deste tipo de combustível no transporte público.

A Frente Parlamentar do Congresso Nacional quer usar a experiência de Curitiba para estimular a criação de políticas que incentivem a utilização de combustíveis renováveis no País. O processo de implantação do uso do biodisel nos ônibus da capital foi iniciado na gestão de Richa frente à prefeitura de Curitiba, em 2009.

De acordo com o governador, a utilização do biodiesel reduz em 30% a emissão de gases no meio ambiente. “É um orgulho ver que o transporte público de Curitiba é modelo para todo o Brasil”, afirmou. “Não é mais possível pensar em desenvolvimento sem pensar em energias alternativas e Curitiba dá um exemplo importante, que já começa a atrair a atenção de outras cidades”, disse Maia.

Antes da visita ao governador, os parlamentares conheceram a Linha Verde e o sistema Expresso Ligeirão, cuja frota é integralmente abastecida apenas com biodiesel, sem mistura de óleo mineral. No deslocamento entre o aeroporto Afonso Pena e o centro de Curitiba a comitiva utilizou um ônibus que já utiliza este tipo de combustível.

O presidente da Frente Parlamentar do Biodiesel, deputado federal Jerônimo Georgen, disse que as informações colhidas na capital paranaense servirão de base para o novo marco regulatório do setor do biodiesel, que será anunciado nos próximos dias pelo Governo Federal. O marco atual é de 5% de mistura de biodiesel ao diesel convencional.

Antes de Curitiba, a comitiva esteve em Porto Alegre e Passo Fundo (RS), que já anunciaram projetos para a utilização do biocombustível no sistema de transporte coletivo municipal. “A frota de Ligeirões de Curitiba é 100% biodiesel, provando que é possível buscar alternativas ao diesel convencional”, disse Georgen.

Acompanharam a visita os deputados federais Alex Cansiani, Eduardo Sciarra e Osmar Serraglio; além de deputados federais de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.