sábado, 4 de setembro de 2010

Por quê não desfilamos no 07 de setembro?





O dia da Independência significou o rompimento com um Portugal conservador e autoritário que escravizava e tolhia o desejo brasileiro por desenvolvimento e modernidade.

Sete de Setembro é o coroamento de uma luta travada por muitos brasileiros e iniciada com a Inconfidência Mineira. Dom Pedro I tomou para si a liderança de um movimento emancipacionista já irrefreável. Guarapuava é herdeira desta história. Ainda que não tenhamos conseguido romper até agora com o hábito monárquico, de o pai passar o poder a seu filho, o desejo por desenvolvimento e modernidade nos impulsiona a querer romper com tudo o que nos reprime.

Como professores (as) temos toda a clareza que a educação é o pavimento que dá base e nos conduz ao desenvolvimento com justiça social e uma modernidade acessível a todos. Esta é nossa luta. Esta é a trincheira a partir da qual lutamos por nossas crianças e nossa terra.

Armados de giz em punho temos enfrentado o descaso, a intransigência, as ameaças e a chantagem.

Não vamos mais esperar por uma negociação que poderá não acontecer como em anos anteriores. Se o prefeito Ribas Carli e a Secretária Dorotil Melhem resolveram radicalizar nossa única saída é radicalizar também.

Nós, professores e professoras temos lutado mais do que apenas por salários. Nosso compromisso com a qualidade nos tem impulsionado a realizar festas juninas para construir e cobrir quadras esportivas em nossas escolas. Junto com pais e responsáveis temos vendido pizzas para melhorar a escola para nossas crianças. Temos organizado rifas para pintar e reformar telhados das salas de aula. Temos feito muito mais do que apenas a nossa obrigação. Somos idealistas. Idealizamos um mundo melhor para nossas crianças e nossa terra e lutamos por isso. Mas estamos ficando cansados. Precisamos do apoio do povo de Guarapuava. Agora exigimos respeito à nossa dignidade.

Inspirados pelos sentimentos de compromisso com o futuro da Educação de Guarapuava avisamos ao prefeito Ribas Carli e a Secretária Dorotil Melhem que responderemos ao boicote que nos impõem com boicote. Se a prefeitura e a secretaria de Educação insistem em boicotar o avanço das negociações nós, professores e professoras boicotaremos não somente o desfile de sete de setembro , JESP,balé como também o Coral dos Anjos. Temos procurado negociar por quatro (04!) anos. Nossa paciência se esgotou, como esgotaria de qualquer pessoa.

E, se necessário, iremos à GREVE GERAL, de GIZ EM PUNHO!

PROFESSORES DA REDE MUNICIPAL DE ENSINO.

Desfile de 7 de Setembro em Guarapuava: com diálogo, tudo poderia ser diferente



O cancelamento do Desfile de 7 de Setembro em Guarapuava cria um fato sem precedentes na história do Município. Não há notícias de que isso tenha ocorrido em anos anteriores, a não ser por fatores climáticos ou da "Gripe A". A motivação agora é puramente de ordem político-administrativa: o prefeito Fernando Ribas Carli fechou as portas ao diálogo com os professores municipais, que vêm há tempos reclamando reposição salarial, e em resposta o professorado decidiu que não participaria do Desfile.

Essa situação já vem se arrastando sem que o prefeito tenha conseguido demonstrar qualquer habilidade para contornar o problema. Em nenhum momento, ele se dignou a sentar-se, pessoalmente, com o sindicato da categoria, ouvir as reivindicações e, se fosse o caso, de viva-voz fazer uma exposição de suas justificativas. Fernando Carli preferiu enviar assessores que, sabemos todos nós, pelo perfil centralizador do prefeito, não têm qualquer autonomia de decisão. Ora, se Carli tem a resposta final, então por que não conversar diretamente, sem intermediários, o que seria, principalmente, um sinal de respeito aos professores. É bom lembrar que esses professores são responsáveis pela educação de milhares de crianças em Guarapuava.

Em outras ocasiões, aqui mesmo pelo blog, já me manifestei sobre esse assunto. Sou um defensor do diálogo. Entendo que o prefeito deveria ter recebido os professores. Certamente teria evitado muitos dissabores. Sentindo-se desassistido, o Magistério se viu forçado a ir às ruas, em passeatas, demonstrando a todos o que acontece dentro da Prefeitura Municipal. Em seguida, paralisou parte de suas atividades. Chegamos ao estágio atual, onde, por absoluta incapacidade de conversa, um evento da magnitude do 7 de Setembro foi cancelado.

Como já foi dito aqui, em artigo anterior, os professores alegam que estão há 5 anos sem reposição salarial , com perdas de 40%. Um salário de 600 reais, agora vale 360 reais. Por seu lado, o prefeito argumenta que a Prefeitura não tem dinheiro em caixa. São quase 4 mil servidores públicos municipais e mais de 1.500 professores. Já o sindicato da categoria apresenta estudos, sustentando que a Prefeitura tem uma “margem prudencial” de 9,55% no Orçamento e que poderia repassar como aumento ou reposição das perdas acumuladas.

Até concordaria com o prefeito, se o pedido fosse um absurdo. Se existem dificuldades, então que abras as contas públicas do Município, o que inclusive é uma exigência da Lei de Transparência, que não vem sendo cumprida como deveria.

TORRANDO DINHEIRO

Guarapuava tem presenciado nos últimos meses uma verdadeira avalanche de desperdício do dinheiro público. A Prefeitura gastou uma montanha de dinheiro na "Festa dos 200 Anos", comemorando uma data cívica com objetivos plenamente questionáveis, mas deixa o 7 de Setembro relegado ao segundo plano, mesmo sendo uma das datas mais simbólicas da República.

Estamos em época eleitoral, e estão torrando dinheiro público com propaganda em alguns meios de comunicação. Querem transformar a cidade numa "ilha da fantasia", onde as obras só aparecem no período eleitoral e, encerrada a apuração dos votos, desaparecem num passe de mágica.

Os prejuízos para a população são enormes. Dinheiro que poderia ir para a saúde, educação, para melhorias aos professores, está financiando o "oba-oba" eleitoral. Evidente que não seria suficiente para pagar o aumento, mas um Município que não tem dinheiro para repor o salário dos professores (não é aumento, é reposição de perdas) também não se pode dar ao luxo de estar jogando dinheiro pela janela.

Estudantes (em fase de formação) já ficaram sem aulas, e, a julgar pelo andamento dos acontecimentos, vão ficar de fora do Dia da Independência, a principal data do calendário cívico brasileiro.

Guarapuava inteira é testemunha: o Magistério Municipal nunca se negou a conversar. Já o prefeito...

Só falta o Carli vir a público e culpar os professores por não ter o Desfile de 7 de Setembro.

Para quem gosta de História, eis aí um fato histórico a ficar gravado em nossa Guarapuava. Será que merecemos tudo isso?

Cesar Silvestri Filho

http://www.cesar23121.blogspot.com/

Na Vila Bela, Silvestri e Cesar Filho, defendem investimentos em segurança pública e assistência as famílias


Conversa franca com os moradores da Vila Bela

Com discursos firmes, emocionados e sinceros, os candidatos a deputado federal Cezar Silvestri (2313) e Cesar Filho (23121) cativaram os moradores da Vila Bela, na noite de quinta-feira, durante reunião realizada no bairro.

Depois de passar o dia percorrendo as ruas do bairro e visitando e conversando com moradores, Cesar Filho sintetizou em seu discurso as principais reivindicações que ouviu da população da Vila Bela. Construção de creches, combate as drogas e mais segurança os principais temas abordados por Cesar Filho “É inadmissível que tenhamos hoje, um número menor de policiais militares em nossa cidade do que tínhamos há 20 anos atrás. Precisamos de um representante que batalhe junto ao governo do estado para darmos mais segurança a população”, enfatizou.

Durante sua fala, Cezar Silvestri, fez uma prestação de contas de todas as obras e conquistas para Guarapuava, entre as obras, citou as avenidas marginais da BR-277, a destinação de 12 patrulhas rurais para os agricultores, a implantação da Universidade Tecnológica, o credenciamento do serviço de cirurgia cardíaca do Hospital São Vicente de Paulo, a destinação de mais de R$ 3 milhões em recursos através de emendas orçamentárias, e os recursos para construção de 8 miniginásios de esportes. A respeito dos ginásios, o deputado criticou a demora da prefeitura em iniciar as obras que já estão com os recursos disponíveis na Caixa Econômica federal. “Já foram construídos três ginásios, outros três estão com os recursos garantidos, mas até agora a prefeitura não iniciou as obras, e outros dois estão com as verbas para serem empenhadas ainda este ano”, detalhou.

Silvestri aproveitou também a conversa com os moradores para detalhar alguns dos motivos que o fizeram a disputar mais um mandato. “As conquistas são inúmeras, mas tenho ainda muitas metas, uma delas, e transformas Guarapuava em um Centro de Referência no Tratamento do Câncer. Uma medida que vai aliviar o sofrimento de milhares de famílias da nossa cidade e região”, afirmou.

Assessoria de Imprensa do Deputado Federal Cezar Silvestri
Jornalista: Ricardo Tesseroli - MT 6334
Fone: 42 9977 1656 - 42 3623 6586
www.deputadocezarsilvestri.com.br