quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sedu foca industrialização dos municípios do interior‏



A Sedu (Secretaria de Desenvolvimento Urbano) e o Paranacidade irão atuar em conjunto com a Seim (Secretaria de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul) e do TC (Tribunal de Contas) para estabelecer um novo modelo que permita maior industrialização dos municípios do interior do estado. Entre as iniciativas que deverão ser implantadas está a cessão de terrenos para instalação de parques industriais. A necessidade do fortalecimento dos municípios através de ações que possibilitem a industrialização foi discutida na tarde de terça-feira, 11, durante reunião realizada no Tribunal de Contas do Paraná.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Urbano e superintendendo do Paranacidade, Cezar Silvestri, em um primeiro momento, a Sedu irá trabalhar junto com outros membros do Governo e representantes da AMP (Associação dos Municípios do Paraná) no estudo da melhor alternativa para a industrialização do interior. “Seja ela feita por financiamentos de barracões ou de terrenos” e em seguida irá desenvolver ações para que seja possível colocar em prática iniciativas que possibilitem que os municípios tenham acesso a programas de industrialização.

Durante o encontro, o presidente do Tribunal, Hermas Brandão, reforçou que o TC é um parceiro das prefeituras, e orientou a AMP que fizesse uma consulta formal englobando todas as dúvidas em relação ao tema. “Tem que haver essa formalização para que o Tribunal responda oficialmente. Mas acho que o TC não dificultará a vida dos prefeitos em ações que busquem gerar empregos”, disse Hermas.

Para o secretário de indústria e Comércio, Ricardo Barros, a reunião serviu para iniciar o diálogo sobre o tema. “Agora o Governo e a AMP vão colocar suas dúvidas para serem analisadas pelo Tribunal, principalmente em relação à doação e financiamento de terrenos. Estamos buscando uma normatização para acelerar a industrialização do interior”.

Prefeitos destacam iniciativa do Governo de facilitar processos para industrialização


Prefeitos do Paraná elogiaram nesta terça-feira (11) a proposta do Governo do Estado de estabelecer um modelo que os auxilie na aquisição e cessão de terrenos para a instalação de parques industriais.

Segundo o prefeito Elieser Fontana, de Corbélia, região Oeste, a ação abre boas perspectivas para os pequenos e médios municípios do Paraná. “É um caminho para que a industrialização possa ocorrer em todas as regiões do Estado. Hoje, os municípios pequenos, aqueles que não possuem legislação em relação ao assunto, acabam sendo penalizados”, disse

O tema foi discutido na terça-feira (11) com o Tribunal de Contas, as Secretarias de Estado da Indústria, do Comércio e Assuntos do Mercosul (Seim), do Desenvolvimento Urbano (Sedu), a Associação de Municípios do Paraná (AMP) junto com alguns prefeitos.

João Carlos Klein, prefeito de Peabiru, Noroeste do Paraná, explicou que a cidade possui dois parques industriais com a possibilidade de novas instalações, e que a formatação dessas normas vai ajudar no processo.

“Os prefeitos precisam de uma legislação básica para ser aplicada. Os municípios hoje agem isoladamente, se houvesse uma padronização da legislação ficaria mais fácil e ágil”, abalisou Klein.

No encontro o presidente do Tribunal, Hermas Brandão, reforçou que o TC é um parceiro das prefeituras, e orientou a AMP que fizesse uma consulta formal englobando todas as dúvidas em relação ao tema. “Tem que haver essa formalização para que o Tribunal responda oficialmente. Mas acho que o TC não dificultará a vida dos prefeitos em ações que busquem gerar empregos”, disse Hermas.

Para Ricardo Barros, a reunião serviu para iniciar o diálogo sobre o tema. “Agora o Governo e a AMP vão colocar suas dúvidas para serem analisadas pelo Tribunal, principalmente em relação à doação e financiamento de terrenos. Estamos buscando uma normatização para acelerar a industrialização do interior”.

O secretário de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, explicou que vai trabalhar junto com outros membros do Governo e representantes da AMP no estudo da melhor alternativa para a industrialização do interior. “Seja ela feita por financiamentos de barracões ou de terrenos”, acrescentou.

Já o prefeito de Corbélia disse que o documento vai dar tranquilidade aos prefeitos. “Essa consulta vai nos ajudar a criar um processo junto ao Tribunal de Contas para que haja a garantia da execução de atos corretos”, explicou.


Secretário da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros e a Associação dos Municiípios do Paraná (AMP), durante reunião com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Hermas Brandão. E/D: prefeito de Corbélia, Elieser Fontana; prefeito de Bom Jesus do Sul, Paulo Deola; prefeito de Peabiru, João Carlos Klein; secretário do Desenvolvimento Urbano, Cézar Silvestri; secretário de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros; presidente do Tribunal de Contas do Estado, Hermas Brandão; Juarez Henrichs, da AMP e o coordenador da Área Industrial da Secretaria da Indústria e Comércio, César Brunetto.Foto: José Gomercindo / AENotícias


O primeiro secretário e prefeito de Barracão, Joarez Heinrichs, frisou que a AMP vai redigir e protocolar o documento com os questionamentos ainda esta semana. “A AMP vai fazer uma consulta incluindo todas as dúvidas e questionamentos no assunto. Essa parceria com o governo do Estado demonstra todo o interesse do poder público estadual em industrializar de fato do interior do nosso Estado”.

EMPREGOS – Na avaliação do prefeito Paulo Deola, de Bom Jesus, região Sudoeste, a industrialização do interior vai acabar com uma das situações mais tristes percebidas nas pequenas e médias cidades: a saída dos jovens.

“Hoje os pequenos municípios são exportadores de inteligência. Não há geração de emprego adequado para segurar os jovens. A industrialização vai dar oportunidades no interior e diminuir o inchaço das grandes cidades. Estamos pensando no desenvolvimento integrado do Estado”.

Cohapar realiza encontro com empreiteiras do PAC



O presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Mounir Chaowiche, realizou nesta quarta-feira (12) reunião com os representantes das empreiteiras parceiras do PAC/Habitação e no Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS) do Estado. “Estamos aqui para construir uma solução para os projetos em execução, para que possamos dar garantia à Caixa de que estas obras tenham continuidade e, assim, possamos aprovar novos projetos na Região Metropolitana de Curitiba e interior do Paraná”, afirmou.

Durante o encontro, os representantes puderam expor as dificuldades encontradas nas obras durante esse último ano. Segundo o presidente, os empreiteiros trouxeram uma série de dificuldades, mas todas podem ser solucionadas. “As empreiteiras se mostraram dispostas a colaborar para a conclusão das obras o mais breve possível. Já estamos trabalhando em parceria, com entendimento e principalmente de integração, o que irá facilitar a finalização das obras”, informou.

“Acredito que todos entenderam a necessidade de cumprir a determinação de Beto Richa para que as obras em andamento sejam realmente concluídas e que o nosso governador possa construir e finalizar novos projetos, e assegurar todo o projeto de política habitacional do Estado”, disse Mounir.

Para o diretor de obras da Cohapar, Luciano Machado, a empresa necessitará de muito trabalho e empenho para conclusão dos projetos iniciados. “Sabemos do esforço que está sendo feito pelos funcionários e empreiteiras para continuidade das obras. Esse encontro foi muito importante para ajustarmos o nosso fluxo interno e adequá-los às obras. Ouvir os empreiteiros é decisivo para que a Cohapar possa alinhar todas as ações, de maneira que possamos colocar as obras no ritmo necessário”.

Segundo o empreiteiro Ramon Andres Doria, presidente da Construtora Doria, durante os últimos anos as empreiteiras envolvidas no PAC encontraram muitos problemas, principalmente de gestão. “Muitos projetos estavam suspensos. Acredito que com essa nova gestão o Estado ganhará o seu espaço no cenário nacional. Tenho certeza que as obras terão continuidade e que as parcerias com as empreiteiras serão refeitas”.