Partido tem uma bancada oficial de 47 deputados federais. Mas, como muitos políticos se filiaram à nova legenda em segredo, número pode chegar a 80. Stephanes é um
Brasília - O Partido Social Democrático (PSD) nasceu anteontem, mas o peso real da 28.ª sigla em atividade no Brasil só será conhecido em um mês. Políticos com mandato e ainda filiados a outras legendas que participaram de alguma forma da fundação do PSD terão até 27 de outubro para se decidir sobre a mudança. Grande parte deles fez uma espécie de “filiação de gaveta” – reuniu documentação necessária para a troca partidária, mas preferiu não se arriscar antes de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizar a criação do partido.
Até a noite da última terça-feira, quando o TSE liberou o funcionamento da legenda, 47 deputados federais (sete deles licenciados para ocupar cargos de secretários nos estados) haviam confirmado a filiação ao PSD. Ontem, o presidente nacional da sigla e prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, disse que o número total de deputados aptos a se filiar (ou seja, que têm como comprovar a participação na fundação da legenda) varia entre 75 e 80. Também estão confirmados dois senadores, dois governadores e seis vice-governadores.Esses números podem crescer em uma proporção similar à da Câmara. A expectativa é que a quantidade de deputados federais chegue a pelo menos 55. Com isso, o PSD se transformaria na terceira maior bancada da Casa, na frente do PSDB (53) e atrás apenas de PT (86) e PMDB (80).
Paranaenses
No Paraná, o primeiro a utilizar a “filiação de gaveta” deve ser o deputado federal Reinhold Stephanes (PMDB). “Estou 98% no PSD, só preciso tirar as últimas dúvidas jurídicas”, diz o parlamentar. Embora tenha mantido a mudança em sigilo nos últimos meses, ele assinou uma ficha de associação ao partido e foi incluído na comissão provisória de Curitiba.
O presidente estadual da legenda, deputado federal Eduardo Sciarra (ex-DEM), conta que há mais três colegas de Câmara na mesma situação. “Dois com chances muito boas de formalizar a filiação”, afirma. Na Assembleia Legislativa do Paraná, dois deputados estaduais já oficializaram a troca, Ney Leprevost (ex-PP) e Marla Tureck (ex-PSC), e outros quatro estão aptos, mas ainda não se decidiram.
Sciarra explica que não pode revelar os nomes porque os anúncios cabem aos novos filiados. Ele estima que o PSD também vai contar com pelo menos 40 prefeitos paranaenses, além de centenas de vereadores – pelo menos dois curitibanos, Jairo Marcelino e Roberto Hinça, ambos saídos do PDT. A filiação de quem pretende concorrer às eleições municipais de 2012 precisa ser feita até 7 de outubro.
“Apesar do pouco tempo para acertar tudo, estamos confiantes que conseguiremos uma excelente participação no ano que vem”, prevê Sciarra. Ao todo, o PSD compôs 22 diretórios municipais e cerca de 320 comissões provisórias no Paraná. Segundo o deputado, o partido vai recorrer ao TSE para saber quais serão os critérios de divisão do tempo de rádio e televisão no horário eleitoral gratuito de 2012. “Se valer o tamanho da bancada que nós estamos formando agora, teremos um peso bem maior”, complementa.
fonte:Gazeta do Povo