sábado, 28 de abril de 2012

Cesar Filho visita duas empresas de Guarapuava

 Na foto:Cesar Filho com Guilherme Ortiz, Eliane Folda Tscha e Gilson Tscha

Continuando a série de visitas a empresários de Guarapuava, o deputado estad
ual Cesar Filho (PPS) esteve, na última sexta-feira, dia 27, na La Casa Imóveis e SOS Vegetal.

 
Na foto:Cesar Filho com Guilherme Ortiz, Theophilo Spyra, Klaus Ferter e Zildomar Perondi, na La Casa Imóveis

Cesar Filho é homenageado pelos formandos do Curso de Formação de Cabos do B. M


Na última sexta, dia 27, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho (PPS) foi homenageado pela turma de formandos do Curso Especial de Formação de Cabos - Bombeiros Militares.

Cesar Filho parabenizou os 22 cabos e seus familiares. "Parabéns não apenas pela formatura, mas por integrarem uma das instituições mais respeitadas e admiradas pela comunidade", disse ele. 



Paraná implanta novo modelo de gestão da execução penal


O governo do Estado firmou nesta sexta-feira um pacto com outros poderes e instituições para implantar no Paraná um novo modelo de gestão da execução penal. O objetivo é reduzir a superlotação nos presídios e ampliar o acesso dos detentos à escolarização e à profissionalização, reduzindo a reincidência e os índices de violência.

Batizada de Pacto Movimento Mãos Amigas pela Paz, a iniciativa envolve, além do Executivo, os poderes Legislativo e Judiciário, o Ministério Público, a Defensoria Pública do Paraná, a Ordem dos Advogados do Brasil-OAB/PR e a comunidade.

Durante a solenidade de formalização do pacto, realizada no Palácio da Justiça, em Curitiba, o governador Beto Richa sancionou uma série de leis que permitem operacionalizar as ações propostas. “Essas leis vão assegurar a efetivação do pacto e a melhoria do sistema penal do Estado do Paraná”, disse Richa. “É um exemplo de soma de esforços de órgãos dos três poderes, de entidades organizadas e de toda sociedade”, afirmou.

Entre as leis sancionadas pelo governador está a que autoriza o Governo do Estado a firmar convênios com as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), entidades civis sem fins lucrativos que poderão administrar unidades penais de pequeno porte, destinadas a presos considerados de menor periculosidade, especialmente os condenados a cumprimento de penas em regime semiaberto.

A mesma lei autoriza convênios com as Associações de Prevenção, Atenção e Reinserção Social de Usuários e Dependentes de Drogas (Apads), que atuarão em espaços construídos pelo poder público para atendimento a usuários de drogas.

Richa também sancionou a lei que altera o Fundo Penitenciário do Paraná (Fupen). Com a mudança, recursos oriundos de penas de multa aplicadas pela Justiça – que hoje vão para o Fundo Penitenciário Nacional – passarão a ser depositados no Fundo Penitenciário Estadual. Eles irão reforçar o orçamento do sistema penitenciário do Paraná e poderão ser aplicados, por exemplo, na remuneração de presos que trabalham.

CENTRAL DE VAGAS – O governador assinou ainda resolução que cria a Central de Vagas do Sistema Penal do Estado. Com a central, o gerenciamento das vagas nas unidades penais do Paraná passa do Poder Judiciário para a Secretaria da Justiça, que poderá ter controle do número de condenados que aguardam vaga no sistema “Isso permitirá organizar a lista de espera e selecionar os presos para inclusão no sistema por critérios como região, faixa etária, natureza do crime e escolarização”, explica a secretária de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, Maria Tereza Uille Gomes. Segundo ela, a central deve entrar em funcionamento em 30 dias.

Também foi criada a Central de Alvarás de Soltura e Mandados de Prisão, que dará agilidade ao cumprimento dessas medidas.

O governador também assinou leis que criam uma Vara de Execuções Penais em Piraquara, na região metropolitana de Curitiba, e a 2º Vara Cível na Comarca de Cambé, na região Norte do estado.

PACTO – “Vemos neste governo um esforço conjunto para minimizar os problemas e melhorar o sistema penitenciário do estado, visando reduzir a criminalidade”, disse o presidente do Tribunal de Justiça do Estado, Miguel Kfouri Neto.

De acordo com a secretária da Justiça, “o pacto visa aprimorar a gestão do sistema penal e ampliar o leque de medidas que garantam a dignidade humana, sobretudo dos excluídos e encarcerados”. A secretária afirmou que as medidas permitirão resolver o problema da superlotação das delegacias, bem como investir maciçamente para que 100% dos condenados tenham acesso à escolarização e profissionalização e, assim, reduzir a reincidência e os índices de violência.

O pacto também prevê a implementação do Sistema Integrado de Informações, unindo dados do Tribunal de Justiça do Paraná com os das secretarias de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos e da Segurança Pública.

O pacto também busca reforçar dois programas da secretaria da Justiça já em andamento. Um é o Programa de Ampliação, Reforma e Construção dos Estabelecimentos Penais - ARC/Cidadania, que visa a construção, ampliação e reforma de unidades penais, a fim de solucionar o déficit carcerário no Paraná, reduzindo o problema histórico das superlotações de delegacias de polícia.

Outro é o Programa de Desenvolvimento Integrado - PDI/Cidadania, cuja meta é transformar as unidades penais em escolas, focando a educação presencial ou a distância e estimulando a leitura como forma de remição de pena; e em oficinas de trabalho que promovam a capacitação profissional e estimulem a criação de cooperativas de serviço. Com esse programa, a SEJU reforça o compromisso de, até o final deste governo, ter no Paraná 100% dos presos do sistema penitenciário trabalhando e/ou estudando.

De acordo com a defensora pública-geral do Paraná, Josiane Bettini Lupion, a defensoria vai atuar no pacto por meio dos Centros de Atendimento ao Preso, unidades que serão instaladas nos estabelecimentos penais de todo o estado. “Os centros serão compostos por assessor de estabelecimento penal, defensor público, assessor jurídico, psicólogos, assistentes sociais, que vão dar total atendimento ao preso e à sua família para o resgate da cidadania”, afirmou.

Participaram da solenidade o vice-governador e secretário de Educação, Flávio Arns; a secretária da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa; o procurador geral de Justiça, Gilberto Giacóia; o presidente da seção Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), José Lucio Glomb; desembargadores e autoridades judiciárias.

Falta energia

Mario Eugenio Saturno (foto)

É surpreendente como algumas coisas não funcionam no Brasil. Quando ainda jovem, nos anos 1980, soube que as usinas de álcool queriam vender energia elétrica (cogerada) usando um combustível barato, na verdade um problema para as usinas, o bagaço da cana. Foi preciso o “apagão” de dez anos atrás para obrigar o governo a aproveitar esse gigantesco potencial energético até então desperdiçado.

O que não se entende bem é por que no Brasil o preço da energia elétrica é tão alto? Para se ter uma ideia, o custo da energia fornecida à indústria é 52% maior do que a média internacional, segundo mostra um estudo da Agência Internacional de Energia (IEA). Em média, a indústria brasileira paga R$ 329,00 por megawatt-hora (MWh) enquanto nos demais 27 países analisados tem um custo de R$ 215,50 por MWh. Nos Estados Unidos da América a tarifa é de R$ 117,00 por MWh.

Isso é um grande absurdo, uma vez que nossa energia provem de usinas hidrelétricas, já amortizadas, que é uma energia muito mais barata do que a de combustíveis fósseis dos países industrializados. Certamente, pagamos exagerados tributos e taxas. Isso vai refletir na competitividade dos produtos brasileiros o que implica em menos emprego no país. O grande bandido chama-se ICMS, o imposto sobre circulação de mercadorias, e que é cobrado pelos Estados.

A alíquota média do ICMS sobre consumo de energia é de 25%, nãos se esqueça que é do produto final, na verdade, o imposto é de 33%. Se o leitor não entendeu, pegue três dedos, se somar um dedo a mais (do imposto), esse dedo significa um terço ou 33% do conjunto (dos custos de geração), o governo olha os quatro e diz que sua parte é somente um quarto, 25%! Maravilha!

Não custa salientar que as novas hidrelétricas e fontes alternativas de energia térmica e biomassa vendem energia a preços médios em torno dos R$ 100 por MWh. E o Brasil tem um gigantesco potencial eólico, principalmente onde falta água, no Nordeste do país. Também não custa ressaltar que durante o período da seca em São Paulo coincide com a colheita da cana, ou seja, há potencial para gerar dez vezes mais energia que a usina nuclear Angra-2.

E por falar em cana, cuja produção está muito abaixo do que o país precisa, podemos dobrar a produtividade do canavial apenas irrigando. Certamente um investimento significativo, mas considerando que o BNDES fica com dinheiro parado... E, mais, se utilizarmos tecnologia de irrigação das raízes, reduz-se a necessidade de água para apenas um décimo. Não custa lembrar que aumentando a produção aproveita-se melhor a logística. Está na hora de voltarmos a ser auto-suficientes e exportadores de álcool.

Já comentei em artigos anteriores o problema do biodiesel e o corte do orçamento da Educação e da Ciência e Tecnologia. Se pensarmos bem, veremos que tudo está relacionado e faz-se urgente que a sociedade, principalmente deputados estaduais e federais e senadores façam ponte com os Executivos para reduzir impostos e aumentar os investimentos, do contrário, viveremos uma nova década de “recessão”, como foi a dos anos 1980.

Mario Eugenio Saturno (mariosaturno.blog.com) é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e congregado mariano.