sexta-feira, 17 de junho de 2011

FAEP promove o seminário "O futuro do trigo" em Guarapuava‏



O Sindicato Rural de Guarapuava sedia no dia 29 de junho o seminário “O Futuro do Trigo”, promovido pela Federação da Agricultura do Estado do Paraná (FAEP). O evento será no anfiteatro da entidade, às 19 horas.

A programação inicia com a palestra “Parâmetros que determinam a qualidade em cultivares de trigo”, que será ministrada pelo engenheiro agrônomo da Coodetec, Francisco de Assis Franco, gerente do programa de pesquisa de trigo. Em seguida, o engenheiro agrônomo do Sistema Ocepar Robson Mafioletti fala sobre “As Tendências do Mercado de Trigo”, finalizando com um debate sobre a nova classificação do trigo, mediado pelo economista da FAEP, Pedro Loyola. O seminário também será realizado em Ponta Grossa, Pato Branco e São João.

Sobre a nova classificação do trigo brasileiro, Loyola destaca que esse foi o principal motivo da organização do seminário, já que a legislação entra em vigor em julho de 2012. “A classificação oficial serve para definir critérios de qualidade do trigo nas políticas públicas de apoio à comercialização do governo federal previstas na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM), como as Aquisições do Governo Federal (AGF) e os Prêmios de Escoamento da Produção (PEP). As mudanças devem influenciar a escolha das variedades de sementes, as técnicas de manejo, a segregação e o preço final do produto. A nova regra eleva os padrões qualitativos em vigor desde 2001 e estabelece exigências para fazer a aderência da classificação oficial ao que já é praticado pelo mercado. Consumidores, indústrias e moinhos já demandavam trigo com determinadas características de qualidade que são superiores às previstas na antiga classificação oficial. Vale lembrar que o Brasil produz 50% do trigo consumido no mercado interno e mesmo assim os produtores têm problemas de comercialização. O trigo é uma lavoura de alto risco climático e de preços e o mercado consumidor é muito exigente com a qualidade. Além de apresentar a nova classificação e os parâmetros que determinam a qualidade do trigo, o seminário trará informações sobre as perspectivas de mercado para o trigo”, observa.

O seminário é gratuito e o público alvo são produtores rurais, técnicos, agrônomos, professores, assistência técnica de cooperativas e acadêmicos interessados no tema. Em Guarapuava, quem quiser contribuir com a Campanha Produtor Solidário deve doar uma fralda descartável geriátrica tamanho M ou G (campanha direcionada ao SOS). Mais informações pelo telefone (42) 3623-1115.

Decisão do Senado dos EUA beneficia álcool brasileiro



Medida, que ainda precisa passar na Câmara, elimina barreiras e beneficia produtores brasileiros do combustível. Senadores aprovam fim de subsídio e de tarifa ao produto importado; clima antigasto nos EUA favorece aprovação

O Senado dos EUA aprovou emenda para eliminar subsídios ao álcool no país e a tarifa ao produto importado, que funcionam como barreira à entrada do combustível brasileiro no país.
Foram 73 votos a favor e 27 contra o fim do incentivo de US$ 0,45 por galão para o álcool misturado à gasolina e da tarifa de US$ 0,54 para o galão do produto importado.
É a primeira vez que cortes de tarifa e de incentivo são aprovados em plenário na Casa, sinal do fortalecimento da posição antisubsídio. Mas, apesar de um passo vital, o caminho ainda é longo para que os cortes sejam efetivados na prática.
A emenda será incluída em uma lei maior de desenvolvimento econômico que ainda precisa ser votada no Senado e tem expectativas mistas de aprovação.
Depois disso, essa lei geral teria de ser aprovada também pela Câmara dos Representantes (deputados), o que demandará outra batalha dos lobistas. E há dúvidas sobre se não seria necessário criar outra lei, pois em tese medidas que afetam impostos têm de vir da Câmara.
"Não sabemos ao certo quando tudo isso acontecerá, mas o importante é o sinal que o Senado deu, com 73 senadores confirmando que a política americana para o álcool tem que mudar e a tarifa tem que ser extinta", afirmou à Folha Letícia Phillips, representante da Unica (União da Indústria da Cana-de-Açúcar) em Washington.
O Brasil é o segundo produtor mundial de álcool, atrás dos EUA. A exportação do produto ao mercado americano há anos é limitada pela tarifa, que mais que compensa o subsídio oferecido (ao qual os brasileiros também têm acesso).
A indústria brasileira diz que, se o mercado americano for aberto, o Brasil poderá elevar exponencialmente a produção de álcool para atender à nova demanda.

CLIMA ANTIGASTO
O momento é propício para os esforços, dado o clima antigasto em Washington.
Os subsídios para o álcool somam US$ 6 bilhões anuais. Os EUA já atingiram o teto da dívida pública, de US$ 14,3 trilhões, e estão fazendo esforço redobrado para conter a sangria de gastos.
Mesmo senadores que defendem ferozmente os produtores de milho americanos -de onde vem o álcool do país- começam a ceder. Um deles, Chuck Grassley, de Iowa, já apresentou proposta para diminuir gradativamente os subsídios.
Os produtores, porém, argumentam que os cortes serão responsáveis por eliminar mais de 100 mil empregos do mapa.
Não se sabe a contagem de votos atual pelo fim da tarifa e do subsídio na Câmara, dominada por republicanos.
Por um lado, cortes similares já foram aprovados em várias comissões da Casa, e são os republicanos os que mais pressionam atualmente pela contenção de gastos.
Por outro, os deputados são mais ligados a seus distritos eleitorais e, portanto, mais suscetíveis ao lobby dos fazendeiros pró-subsídio.
A Casa Branca também se manifestou contra o corte dos subsídios agora.

Moda praia deixa a desejar na SPFW



Com uma coleção inspirada em Portugal, a grife Maria Bonita foi o destaque desta quinta-feira (16) na 31ª edição da São Paulo Fashion Week. Desfilaram ainda a estreante Paula Raia e as marcas de moda praia Água de Coco e Cia. Marítima.

No vídeo acima, a editora de moda da Folha, Vivian Whiteman, comenta os desfiles e chama Maria Bonita de "aposta certa", citando a qualidade apresentada pela estilista Danielle Jensen há várias temporadas.

A editora comenta ainda a moda praia apresentada na passarela, cuja estamparia "sempre cai nos mesmos temas".

Liberar marcha é apologia ao crime e pode influenciar crianças



A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de autorizar passeatas pela descriminalização do uso de maconha é considerada por alguns um passo para a liberação da droga; por outros, uma garantia da livre manifestação do pensamento e uma chance para a sociedade discutir o tema. Na noite de quarta-feira, os ministros do STF colocaram fim ao uso de força policial para reprimir as “marchas da maconha”, mas não acabaram com a polêmica. Pelo contrário, a decisão foi como lenha a incendiar as discussões sobre o tema.

Na opinião do juiz Danilo Burin, titular da Vara de Infância e Juventude de Campo Grande, os ministros do STF deram um passo rumo à liberação do uso da droga no País. “E mais: será através do STF que isso irá acontecer”, prevê.

Na interpretação do magistrado, as passeatas pela liberação da droga são apologia ao uso. “Imagina se houvesse uma passeata pública em favor do homicídio ou do assalto. O Tribunal iria permitir?”, questiona. “Garanto que se alguém tentasse realizar uma passeata fazendo propaganda do homicídio e do assalto, o Supremo não iria aceitar, embora fosse uma manifestação do pensamento, garantida na Constituição”, compara.

“Garanto que se alguém tentasse realizar uma passeata fazendo propaganda do homicídio e do assalto, o Supremo não iria aceitar".

Ele considera o uso de drogas um sério problema de saúde pública e acredita que as marchas da maconha podem influenciar crianças e adolescentes a aderir ao vício. “Dizem que o cigarro é pior que a maconha, mas eu não acredito. Vejo os meninos que chegam aqui (na Vara de Infância e Juventude) e nunca o cigarro deixa a pessoa naquele estado. É impressionante como essa droga os deixa bobos”.

O presidente do Conselho Estadual Antidrogas (Cead) e promotor de Justiça da Infância e Juventude, Sérgio Harfouche, considerou que a decisão do STF está de acordo com outras proferidas pela própria Corte, “a título de uma modernidade que destrói gerações”. “Com a projeção internacional do uso da maconha, o Brasil está na contramão da vida”.

O prefeito de Campo Grande Nelsinho Trad (PMDB) também considera passeata em favor da descriminalização da maconha apologia ao uso da droga. “Não tenho preconceito, mas penso que qualquer feito para incentivar o uso de drogas e entorpecentes não deve ser bem-visto”

Gastos secretos: PPS quer barrar proposta do governo que cria "caixa-preta" das obras da Copa



O líder do PPS na Câmara, deputado federal Rubens Bueno (PR), afirmou nesta quinta-feira (16/06) que o partido vai tentar derrubar pontos da Medida Provisória 527 que permitem ao governo esconder da sociedade alguns gastos com as obras da Copa do Mundo de 2014 e das Olímpiadas de 2016. O texto principal da MP, aprovado na noite de quarta-feira (15/06), dispensa de ampla publicidade as licitações “cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado”.

O mecanismo, previsto no artigo 15° da MP, é o mesmo utilizado pelo Palácio do Planalto para tornar secretos os gastos com os cartões coorporativos da Presidência da República e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin). “A definição sobre a segurança da sociedade e do Estado é vaga. Na prática, esse artigo vai criar uma caixa preta dos gastos públicos e colocará o Brasil na contramão da tendência mundial de busca pela transparência. Ampla publicidade dos gastos públicos é um dever do Executivo previsto no artigo 37 da Constituição”, lembrou Rubens Bueno, que apresentou destaque para retirar da MP 527 todos os artigos que criam o Regime diferenciado de Contratação (RDC). A proposta do partido será analisada pela Câmara no dia 28 de junho.

O líder do PPS ressaltou ainda que não é apenas a questão do sigilo que preocupa o partido. “Somos contra todo esse regime criado pelo governo que, na prática, vai facilitar o superfaturamento nas obras. Depois de inventar os recursos não contabilizados (caixa 2), agora o PT pretende implantar o RDC, o regime diferenciado de corrupção”, criticou o deputado.

Na avaliação do parlamentar, outro ponto que precisa ser melhor analisado pelo Congresso diz respeito ao artigo 6° da MP, que prevê que o orçamento das obras terá caráter sigiloso e será disponibilizado estritamente a órgãos de controle interno e externo.

Os sigilos do PT

A sanha do PT em decretar sigilo de informações ganhou força após o escândalo da farra dos gastos com cartões coorporativos do governo. Despesas corriqueiras do Planalto, que antes eram públicas, não podem ser mais acessadas pelos brasileiros. O caso dos cartões teve como um dos protagonistas o ministro dos Esportes, Orlando Silva, flagrado usando dinheiro público para comprar uma tapioca. Hoje, o mesmo ministro é um dos principais defensores do RDC, instrumento que “flexibiliza” a contratação de obras para a Copa e às Olímpiadas.

Secretaria de Segurança emite nota sobre prisão de policiais



Nota Oficial sobre prisão de policiais pelo Gaeco

A Secretaria da Segurança Pública apoiou o trabalho realizado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público, que prendeu temporariamente policiais militares e civis. O governador Beto Richa e o secretário da Segurança Pública, Reinaldo de Almeida Cezar, determinaram combate rigoroso aos desvios de conduta das polícias.

O inquérito finalizado pelo Ministério Público será remetido às corregedorias de cada órgão, para que os procedimentos administrativos ou penais sejam tomados. Todos os crimes cometidos por policiais, em claro desvio de conduta, são rigorosamente apurados e os responsáveis punidos dentro dos limites que a lei estabelece.

A investigação da suspeita de crimes de formação de quadrilha, tortura e denunciação caluniosa, na Operação Posseidon, foi feita exclusivamente pelo Gaeco, mas teve apoio da corregedoria da Polícia Civil e da Polícia Militar.

A Corregedoria da Polícia Militar do Paraná foi criada para desenvolver serviços de inteligência juntamente com a Polícia Federal, Polícia Civil e Ministério Público, sempre tomando o cuidado de comunicar o Poder Judiciário sobre as ações que está desenvolvendo.