quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Obesidade praticamente dobrou no mundo em 30 anos


Brasil ocupa 19ª posição no ranking mundial da obesidade masculina e 15ª, na feminina. Nauru lidera, seguido pelos Estados Unidos


A obesidade praticamente dobrou no mundo nas últimas três décadas, afetando 500 milhões de adultos, a maioria mulheres, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira pela revista médica The Lancet.

Em 2008, mais de um em cada 10 adultos no mundo era obeso, revela o estudo coordenado por Majid Ezzati, do Imperial College de Londres, e Salim Yusuf e Sonia Anand, do Instituto de Estudos da População/Saúde de Hamilton, Canadá, que examinaram a evolução do sobrepeso entre 1980 e 2008 nas pessoas acima de 20 anos.

Entre os países ricos, os Estados Unidos lideram o ranking da obesidade, seguidos pela Nova Zelândia, enquanto a população do Japão é a menos afetada pelo sobrepeso.

O excesso de peso é caracterizado por um índice de massa corporal (IMC, o parâmetro usado para medir a relação entre peso e altura) acima de 24 kg/m2. O Brasil registra IMC de 25,8 entre os homens e de 26 entre as mulheres.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), um IMC de 30 significa obesidade e um índice acima de 30 é considerado obesidade severa. Em 28 anos, o IMC aumentou tanto entre homens quanto entre mulheres.

No planeta, 1,46 bilhão de adultos registram sobrepeso. A obesidade quase dobrou, afetando 205 milhões de homens e 297 milhões de mulheres, ou seja, 9,8% dos homens e 13,8% das mulheres.

"O sobrepeso e a obesidade, a hipertensão e o alto nível de colesterol não são patrimônio apenas dos países ricos, também afetam os países pobres e com renda média", destaca o professor Ezzati.

A pequena ilha de Nauru (Pacífico sul), com 14.000 habitantes, registrou em 2008 a maior média de IMC: 33,9 nos homens e 35 nas mulheres. A ilha já liderava em 1980 a classificação da obesidade no mundo, mas com níveis consideravelmente menores (homens 28,1 e mulheres 28,3).

Entre os países ricos, os Estados Unidos, que já tinham a população com maior taxa de obesidade em 1980, permanecem em primeiro lugar, com um IMC de 28,5, seguido por Nova Zelândia e Austrália entre as mulheres, e Grã-Bretanha e Austrália entre os homens. O Japão tem o menor IMC (22 para os homens e 24 para as mulheres) entre os ricos. As mulheres de Bangladesh registram o menor índice entre as mulheres, enquanto a República Democrática do Congo é a primeira entre os homens.

Caso único na Europa ocidental e raro no cenário mundial é o da Itália, onde o IMC das mulheres caiu nos últimos 28 anos. Na Bélgica, Finlândia e França, o índice de massa corporal das mulheres registrou leve alta.

As suíças são as mulheres mais magras da Europa, seguidas pelas francesas e italianas, enquanto os europeus mais magros são os franceses. O estudo recorda que o sobrepeso, que é produto da má alimentação e da falta de atividade física, aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes, hipertensão arterial e algumas formas de câncer. O problema seria a origem de três milhões de mortes por ano.

Os países mais afetados

A população da pequena ilha de Nauru, no Pacífico Sul, é a mais afetada pela obesidade, seguida pelos Estados Unidos, enquanto os homens da República Democrática do Congo são os mais magros e as mulheres mais delgadas se encontram em Bangladesh, estudo publicado na revista médica The Lancet.
A lista de países de acordo com a taxa média de IMC (índice de massa corporal, obtido através do cálculo entre a altura e o peso do indivíduo) é a seguinte:

HOMENS
- Nauru : 33,9
- Estados Unidos : 28,5
- Arábia Saudita : 27,9
- Austrália : 27,6
- Canadá : 27,5

- Espanha : 27,5
- Argentina : 27,5
- Reino Unido : 27,4
- México : 27,4
- Alemanha : 27,2

- África do Sul: 26,9
- Bélgica : 26,8
- Polônia : 26,7
- Egito : 26,7
- Itália : 26,5

- Suíça: 26,2
- Rússia: 26
- França: 25,9
- Brasil : 25,8
- Cuba: 25,1

- Argélia: 24,6
- Japão: 23,5
- Tailândia: 23
- Nigéria: 23
- China: 22,9

- Índia: 21
- Bangladesh: 20,4
- RDCongo: 19,9

MULHERES
- Nauru: 35
- Egito: 30,1
- Arábia Saudita: 29,6
- África do Sul: 29,5
- México: 28,7

- Estados Unidos: 28,3
- Argentina : 27,5
- Rússia: 27,2
- Austrália: 26,9
- Reino Unido: 26,9

- Canadá: 26,7
- Cuba: 26,6
- Espanha: 26,3
- Argélia: 26,4
- Brasil : 26

- Polônia: 25,9
- Alemanha: 25,7
- Bélgica: 25,1
- França: 24,8
- Itália: 24,8

- Tailândia: 24,4
- Suíça: 24,1
- Nigéria : 23,7
- China: 22,9
- Japão: 21,9

- RDCongo: 21,7
- Índia: 21,3
- Bangladesh: 20,5

Semana pedagógica antecede volta às aulas na rede estadual



Professores e funcionários da rede estadual de ensino participaram nesta quinta-feira (03) da Semana Pedagógica 2011, que tem como tema: O direito do aluno em aprender. Durante três dias os participantes vão refletir sobre o valor da escola pública, a organização do trabalho pedagógico e as temáticas do cotidiano escolar. A Secretaria de Estado da Educação (Seed) prevê a participação de mais de 70 mil pesssoas.

A superintendente da Educação, Meroujy Cavet, explicou que a capacitação antecede a volta às aulas de 1,3 milhão de estudantes. “A Semana Pedagógica é a oportunidade que os profissionais da educação têm para discutir questões importantes sobre a escola e o projeto pedagógico. É uma possibilidade de definir formas de direcionar as reflexões sobre as diferentes demandas sociais que envolvem o cotidiano escolar”.

No primeiro dia, os participantes tiveram acesso à mensagem do governador Beto Richa, do vice-governador e secretário da Educação, Flávio Arns, e da superintendente da Educação, Meroujy Cavet. A técnica-administrativa Cláudia Nudelmann, do Colégio Estadual Professor Lysimaco Ferreira da Costa, em Curitiba, contou que os conteúdos dos vídeos demonstraram uma boa perspectiva à educação paranaense. “Foi possível perceber uma transparência no que se quer com a educação, principalmente porque haverá uma abertura do governo para ouvir os educadores”, afirmou.

O diretor Marcos Wladimir Buche, do Colégio Estadual Albino Feijó Sanches, em Londrina, ressaltou a importância da semana que foi mantida neste governo. “É um momento que professores, diretores, equipe pedagógica e funcionários têm para refletir sobres as práticas educativas para o ano letivo”, contou.

O diretor ainda espera que a participação da família no acompanhamento dos alunos seja maior este ano. “A escola tem a função de oferecer e trabalhar o conhecimento, mas é importante que a família ofereça o suporte necessário para formação do indivíduo”. Para ele isto não será uma dificuldade devido ao discurso é intenção da Seed em trabalhar no envolvimento de todos, sempre com união, respeito e solidariedade. “As tensões sociais se revelam na escola, mas é preciso que todos, escola e família, trabalhem no sentido de garantir a qualidade da educação”.

O diretor do Colégio Estadual Rui Barbosa, de Formosa do Oeste, Carlos Roberto Paim Martins, defende que a semana é importante porque chegam novos professores e funcionários que precisam conhecer o funcionamento do estabelecimento de ensino. Sobre o direito do aluno em aprender, ele afirmou que os envolvidos com a educação devem fazer o máximo para que se tenha um ensino de qualidade, com ambientes agradáveis na escola e motivação para estudar. “A educação no Paraná ainda precisa mudar e melhorar em muitos aspectos para que possamos, de fato, oferecer o melhor aos nossos alunos. Tenho esperanças de que o novo governo trabalhará em prol de novos avanços na educação. Até agora, nada desabonou essas esperanças”, ressaltou.

Jean Carlo Rodrigues de Assis é secretário do Colégio Estadual Vinícius de Morais, em Assis Chateaubriand. Segundo ele a semana está organizada para entender e avaliar os programas desenvolvidos na escola. “Também discutimos o direito do aluno em aprender que se inicia no ato da matrícula e depois prossegue com o pedagógico, com a formação e valorização de professores e funcionários”.

Estamos abertos ao diálogo e parcerias, diz Richa em encontro com representantes de 38 países



O governador Beto Richa recebeu nesta quinta-feira (3) no Palácio das Araucárias um grupo de representantes de 38 países que integram a Sociedade Consular do Paraná. Ele falou que deseja estimular o diálogo com governos e empresários de todas as nações que desejem realizar investimentos no Estado. “Estamos mostrando à sociedade o nosso estilo: um governo de portas abertas, que busca o diálogo, com respeito. Queremos estabelecer parcerias que sejam produtivas para os paranaenses”, disse o governador.

O presidente da Sociedade Consular do Paraná, Edson Ramon, que representa a Sérvia e preside a Associação Comercial do Paraná, disse que a iniciativa de reaproximação do governador veio em boa hora porque existem possibilidades concretas de investimentos internacionais no Paraná. Ele afirmou que indústrias da Ucrânia, Itália e França estudam instalar unidades no estado. “Fazemos esse intercâmbio há 60 anos e acreditamos que este é o momento de ampliar as parcerias e incentivar as relações comerciais do Paraná com o mundo”, disse Ramon.

A cônsul da Ucrânia, Laryssa Myronenko, entregou uma carta de saudação do ministro das Relações Exteriores de seu país, Kostyantyn Gryshchenko, que lembrou a importância da boa relação com o Paraná, estado que tem a maior colônia ucraniana do país, com mais de 400 mil pessoas (são 500 mil no Brasil). “É um governo com novas intenções, que estimulam a cooperação e isso é muito importante no ano em que se comemora os 120 anos da imigração ucraniana ao Brasil e 20 anos da independência de nosso país. Temos uma parceria estratégica entre nossas nações”, disse a cônsul.

Os ucranianos deram grande contribuição na colonização e desenvolvimento da agricultura no centro-sul do Paraná e no centro-norte de Santa Catarina, no início do plantio de centeio e trigo e outros cereais, na implantação do sistema de cooperativas e no desbravamento e desenvolvimento dessa região.

O cônsul geral do Senegal para o Paraná e Santa Catarina, Ozeil Moura dos Santos, disse que o encontro foi muito importante porque compareceram representantes 38 países. “São países que vêm ao Paraná em busca de integração comercial, cultural, científica, tecnológica, esportiva”, destacou. Ele disse que a África tem um bilhão de pessoas em 53 países que são eminentemente importadores. “A tecnologia que o Paraná tem é a que serve para a África”, disse.

Santos agradeceu ao governador que, quando foi prefeito de Curitiba, criou o Portal Africano na praça Zumbi dos Palmares. “É o maior portal africano do mundo, com 53 totens. Hoje esta obra é uma grande atração turística para o Paraná e para os africanos que aqui vêm”, disse.

Áudio:

Rossoni afirma que não vai ceder a pressões



Depois da demissão dos 50 seguranças da Assembléia Legislativa e a posterior ocupação das suas instalações pela Polícia Militar em função de ter sido ameaçado de morte, o presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni (PSDB) previu ontem que as medidas que estão sendo tomadas, como nova redução de cargos comissionados e o fechamento da gráfica, vão permitir uma economia mensal de cerca de R$ 5 milhões ao Legislativo paranaense. Dos 300 cargos em comissão que foram cortados, Rossoni disse ontem que pretende recontratar cerca de 30%.

As despesas agora também são maiores, com o pagamento ao Executivo dos policiais que farão a segurança da Assembléia, o R$ 1,6 milhão mensal gasto na reposição da URV do Plano Real aos funcionários e as contratações da Fundação Getúlio Vargas para realização de auditorias e de uma empresa particular de vigilância de patrimônio.

Rossoni explicou que decidiu pedir a ocupação da sede do Legislativo para garantir a segurança dos deputados e funcionários. Ele confirmou ter recebido ameaças dos seguranças do Legislativo, que exigiam ser recontratados. “Eles mandavam aqui. Eles tinham mais poder do que muito deputado. Aqui era tudo meio na bordoada, ou obedecia, ou apanhava”, revelou. Quem autorizou a entrada da PM e a ocupação não foi o Judiciário, mas o governador Beto Richa (PSDB), a pedido do presidente da Assembléia.

Dossiê

Sobre as acusações do presidente do Sindilegis, Edson Ferry, que diz ter provas de que Rossoni desviou recursos do Assembléia, o presidente minimizou. “Essas denúncias há vários meses ele está ameaçando. Eu não vou ficar batendo boca com um cidadão que era nomeado em cargo em comissão e tinha a família inteira aqui dentro da Casa e ganha mais que um deputado. Eu não temo denúncias, ele que procure o Ministério Público. Ele andava batendo esses documentos no rosto dos deputados”, disse Rossoni.

Sem conceder ontem a tarde a prometida entrevista coletiva sobre o suposto dossiê contra Rossoni, o presidente do Sindilegis compareceu no início da noite de ontem na sede do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), que atua junto ao Ministério Público Estadual, para entregar as supostas provas das denúncias contra o presidente da Assembléia.

Por seu lado, o Sindilegis tomou providências quanto a demissão dos seguranças e a ocupação da Assembléia pela Polícia Militar. O advogado Henoch Gregório Buscariol recorreu a Justiça para pedir a reintegração dos servidores comissionados. O advogado contesta a informação de Rossoni de que os 300 demitidos, incluídos o pessoal da segurança, ocupavam cargos em comissão. De acordo com Buscariol, parte deles é funcionário efetivo.

Policiais

O advogado também está questionando no Judiciário a forma como a PM entrou no prédio da Assembléia. “Com armas em punho, revistaram os seguranças mandando-os deitar no chão, um tratamento humilhante, como se fossem marginais e os seguranças naquele momento estavam no exercício da função deles”, pondera Buscariol.

Entre 25 e 30 homens da Polícia Militar farão a segurança pessoal dos deputados. Em especial, com acompanhamento diário de percurso dos três deputados que formam a Comissão Executiva da Assembléia, entre os quais o presidente Rossoni e os novos diretores.

O tenente-coronel da Polícia Militar, Arildo Luiz Dias, deverá ser o responsável pelos trabalhos de segurança na Assembléia. “Vamos verificar se será por meio de um decreto legislativo ou um projeto de resolução, mas a criação do gabinete militar já é coisa certa”, disse Rossoni.

Para justificar a medida que tomou em relação à área de segurança, o presidente da Assembléia disse que a eficiência será maior com menos gastos. “Vamos seguir um modelo que existe em todo o Brasil. Em todos os outros Estados a segurança das assembléias legislativas é feita pela polícia militar. Só no Paraná era diferente”, emendou. “Da forma como eles (os seguranças) agiam internamente, a Casa se tornou refém. Muitos setores estão dominados pelos seguranças”, contou o tucano.

Richa fala de união, qualidade da gestão pública e desenvolvimento na Assembleia Legislativa



O governador Beto Richa apresentou nesta quarta-feira (02/02) a mensagem do Plano de Governo na primeira sessão da 17ª legislatura da Assembleia Legislativa do Paraná. Ele reforçou a importância da independência e da cooperação entre os poderes em busca do bem comum. “A implantação de políticas públicas de nossa iniciativa buscará sempre ser antecedida de amplo debate com os deputados”, disse o governador.

Além de relatar as primeiras medidas que adotou no campo financeiro e em áreas prioritárias da administração, como a educação, a saúde, a segurança pública e a promoção social, Richa falou sobre os contratos de gestão, das medidas para recuperar o porto de Paranaguá, do reestabelecimento do planejamento de longo prazo nas ações do Estado.

O governador lembrou que entre as primeiras providências que adotou ao assumir o governo foi decretar uma moratória nos pagamentos, sem afetar serviços essenciais, para reconstituir a capacidade de investimento e recompor o equilíbrio financeiro do Estado. “Suspendemos os pagamentos pelo prazo de noventa dias e começamos a cortar em 15% os gastos correntes”, disse.

Ainda no campo da gestão, afirmou que vai “reorganizar a administração e profissionalizar a estrutura estatal, reconhecendo o papel fundamental do servidor público”. “Vamos restaurar a confiança no Estado como mediador das soluções esperadas pela sociedade e como indutor do desenvolvimento sustentável”, destacou.

Cooperação - Richa disse que buscará a cooperação com o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público, contribuindo para que sua administração não se afaste dos princípios que regem a administração pública — legalidade, moralidade, publicidade, eficiência e impessoalidade.

Ele afirmou no pronunciamento que não era por acaso que buscou nos quadros destas duas instituições os nomes que ocupam as secretarias da Justiça, a Procuradoria Geral do Estado, e as secretarias especiais de Controle Interno e Corregedoria e Ouvidoria-Geral. “Não há democracia nem aperfeiçoamento das instituições republicanas sem o protagonismo da Justiça”, assinalou.

O governador voltou a falar sobre o compromisso assumido de retribuir a confiança das famílias paranaenses e dar primazia em seu governo as áreas de educação, saúde, segurança pública e promoção social, que foram poupadas do corte de gastos.

Área Social - Na área de educação, sob direção do vice-governador Flavio Arns, Richa disse que foi encaminhada a contratação emergencial de professores, para evitar que faltem mestres em sala de aula no início do ano escolar, no próximo dia 8. “É preciso concentrar energias na melhoria do ensino fundamental, na expansão de vagas do ensino médio e na maior oferta de oportunidades de qualificação profissional. Estou ciente que nada disso será possível se não houver também o reconhecimento do trabalho dos professores, com foco absoluto no aprendizado do aluno”, salientou.

O governador disse que determinou ao secretário da Segurança Pública, ao comandante da Polícia Militar e ao delegado-geral da Polícia Civil a definição de um plano emergencial com metas a serem atingidas ainda em 2011, prevendo a redução dos índices de criminalidade no menor prazo possível. O governo também trabalha na imediata readequação do Instituto Médico Legal, cujo funcionamento ainda causa grande angústia à população.

Richa disse que, em seu governo, a saúde terá os investimentos necessários, como determina a Constituição Federal, e que vai investir na qualificação da gestão dos recursos dessa área, fixar metas e monitorar os resultados. Neste início de gestão, uma das dificuldades é o combate à dengue. A Secretaria de Saúde adotou medidas emergenciais para o combate preventivo à doença, priorizando as regiões com maior número de casos.

Infraestrutura - Richa disse que já adotou medidas para recuperar as condições operacionais do Porto de Paranaguá e que espera para breve a licença ambiental para lançar uma licitação para a dragagem de manutenção dos canais de acesso. O projeto de ampliação e modernização dos portos de Paranaguá e Antonina prevê investimentos de R$ 1 bilhão.

Ele lembrou que a nova postura administrativa do estado já resultou em valorização de mais de 20% nas ações da Copel e da Sanepar, empresas públicas de sentido estratégico para o desenvolvimento estratégico do Paraná.

Desenvolvimento econômico - O governador disse que em breve vai enviar à Assembléia um projeto para criação da Agência Paraná de Desenvolvimento, para atuar na formulação da política industrial, valorização da agricultura e na criação de mecanismos de inovação científica e tecnológica.

Richa lembrou que “apesar do magnífico desempenho de nossa agricultura, cuja produtividade cresceu várias vezes nas últimas décadas, e em que pese o grande potencial do nosso parque industrial, o Paraná perdeu terreno, ficou pra trás”. Ele criticou o desperdício de oportunidades de investimentos e o relaxamento na infraestrutura de transporte. “Faltou diálogo com a iniciativa privada e o capital produtivo foi tratado com arrogância”, disse.

O governador reconheceu o acerto dos programas sociais e os méritos da política de isenção fiscal para pequenas e microempresas, que respondem por mais de 50% dos empregos no Estado, e que por isso irá manter e ampliar a política fiscal e aperfeiçoar os programas sociais. “Vamos aperfeiçoar a política de transferência de renda, com soluções que busquem emancipar as famílias menos favorecidas”, afirmou.

Por fim, evocando palavras do ex-governador José Richa, em discurso de março de 1983, disse que seu desafio é unir a gente paranaense e garantir a unidade do Estado em torno de seus legítimos interesses no contexto da Federação. “Definitivamente, os investimentos federais no Estado precisam ser compatíveis com os impostos recolhidos por empresas e trabalhadores paranaenses”, afirmou.

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