segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Gauchinho de Cristo louvou e adorou o Senhor na Igreja "Caminho Verdade e Vida" em Guarapuava


O Ministério Gauchinho de Cristo louvou e adorou o Senhor na Igreja "Caminho Verdade e Vida" em Guarapuava.
O Ministério Gauchinho de Cristo liderado pelo missionário e cantor Jairo Sampaio(foto) conhecido como “gauchinho”, junto com a sua esposa Angela, sua filha Milena, seu filho Juninho,  traz  muito louvor no melhor estilo gaúcho de cantar louvores ao Senhor e uma Palavra direcionada pelo Espirito Santo de Deus a todos que participaram do culto.
Gauchinho de Cristo já está a 12 anos levando o evangelho da salvação na região sul do Brasil, onde tem alcançado muitas vidas para o Senhor Jesus.

http://icvvnet.com.br/videos/view/Lancamento-do-CD-sou-liberto

Igreja Caminho Verdade e Vida  Rua Frei Caneca - nº 1758 - Centro - Guarapuava PR - E-Mail: icvvnet@gmail.com   

Punição a agressores de animais é tratada com ironia na Câmara

O trabalho que o deputado Ricardo Izar (PSD-SP) levou para colher as assinaturas necessárias à criação da Frente Parlamentar em Defesa dos Animais na Câmara demonstra que os direitos dos bichos é tema secundário e motivo de piada entre os parlamentares.
 
 
Foram oito meses de tratativas, onde Izar ouviu risos e ironias, até lançar a frente, em setembro de 2011. Atualmente, a Câmara tem 30 projetos sobre o tema tramitando, mas nenhum que realmente puna os agressores. A intenção é criar um estatuto, a exemplo do que ocorreu com os idosos e adolescentes, para coibir abusos, como a morte recente de um cão da raça yorkshire por espancamento, filmada e noticiada em todo o País no fim do ano passado.
"Para os outros deputados, a questão é tratada em segundo plano, mesmo sendo um assunto de saúde humana e pública. Escutei ironias e piadas diversas vezes... É preciso regulamentar tudo para deixar claro as obrigações, o que não acontece hoje no Brasil", disse Izar. Segundo ele, cada região tem uma realidade diferente. "Estamos levantando os problemas regionais para agir agora e depois criar um estatuto geral baseado neles", explicou.
Entre os projetos que tramitam na Câmara, há temas variados, como fim de circos com animais, abate humanitário, proibição do uso da pele de chinchila, restrição à caça em alguns Estados, médicos veterinários gratuitos para famílias de baixa renda e fracionamento de medicamentos. Sobre o aumento do rigor aos agressores, três projetos aguardam votação.
É preciso denunciar
Uma lei federal, de 1998, deveria garantir a punição a quem pratica ato de maus-tratos a animais. A legislação prevê detenção de três meses a um ano, com pagamento de multa. A prisão, no entanto, é praticamente não utilizada pela Justiça brasileira. A pena a um agressor, quase sempre, é revertida em pagamento de multa ou serviço comunitário. Para a primeira-dama de Porto Alegre (RS), Regina Becker, que criou uma secretaria especial para defender os animais na cidade, a impunidade é reflexo da falta de denúncias.
"A lei não é cumprida porque as pessoas não têm o hábito de fazer denúncias. É uma questão cultural, queremos que os animais sejam tratados como as crianças", defendeu. Segundo ela, a capital gaúcha tem uma média de 30 denúncias de maus tratos por dia. Em São Paulo, este número é mensal. "A primeira coisa que eu faço é procurar a polícia. O agressor normalmente é uma pessoa fria com relação a tudo. Ele justiça o ato com sendo contra 'um animal apenas, não humano'", relata ela.
Regina salienta que Porto Alegre está à frente dos outras cidades, pois dedicou uma secretaria de governo especialmente para resguardar os bichos. "Entendemos que é preciso dar ordem jurídica. Se temos direitos humanos, os direitos dos animais devem ser assegurados. Na secretaria, criada há cinco meses, desenvolvemos projetos de campanhas de castração na periferia, vacinação e posse responsável".
Há municípios, porém, onde ocorre o inverso. Em Laguna (SC), por exemplo, o canil da cidade foi denunciado por negligência em novembro de 2011, pois animais que eram recolhidos pela carrocinha não recebiam os cuidados e tinham a saúde agravada. Em Canoas, na região metropolitana de Porto Alegre, as famílias que foram removidas para construção de diques na BR-448 foram impedidas de transportar seus animais, de acordo com o Movimento Gaúcho de Defesa Animal.
Negligência e falta de informação
Para a gerente de Programas Veterinários da ONG WSPA (que atua em mais de 50 países), Rosângela Ribeiro, o grande problema do País é a negligência no trato com animais, que vem acompanhada da falta de informações. "Existe a violência passiva (negligência) e a ativa (crueldade). No Brasil, temos muito mais casos de negligência. O problema da tortura é que a pessoa que violenta um animal é um violentador em potencial, e em algum momento ele vai acabar agredindo pessoas vulneráveis, como crianças e idosos", acredita.
Segundo estatísticas da Humane Society International (HSI), 88% dos animais que vivem em famílias com violência doméstica, são abusados, violentados ou mortos. "Nos Estados Unidos, toda vez que um caso de abuso de animais é levado a uma delegacia, o nome da pessoa é rastreado para saber se não há outro tipo de violência relacionada a ela", ressalta Rosângela.
Casos recentes
O caso mais polêmico de agressão a um animal foi protagonizado por uma enfermeira de Formosa (GO). Ela espancou um cachorro da raça yorkshire e matou o animal. Algumas cenas da agressão foram divulgadas na internet e a mulher responderá processo por maus tratos e tortura psicológica de incapaz.
Outros registros foram notícias nas últimas semanas e dividiram opiniões pelo país. Em Novo Horizonte (SP), um cão de quatro meses passou mais de 12 horas enterrado. O dono do animal, um aposentado de 59 anos, nega ter enterrado o animal vivo. Em Tanabi (a 477 km de São Paulo), uma cadela mestiça de boxer precisou passar por uma cirurgia para reconstrução da mandíbula. A mãe do dono da cachorra afirma que foi o rapaz quem agrediu o animal, porque ela teria mordido seu celular.
Em São José do Rio Preto, interior de São Paulo, um filhote de cão vira-lata, com idade entre 30 e 45 dias, foi resgatado depois de passar mais de 24 horas agonizando com dois cortes profundos no pescoço em uma casa. Os ferimentos foram provocados pelo desempregado Cristiano da Silva, 31 anos. Ele disse que decidiu matar o filhote porque o choro dele o incomodava à noite.

Por:Mauricio Tonetto

Veranistas aprovam serviço de limpeza das praias do PR


Frequentar as praias ficou muito mais agradável, segundo turistas que escolheram o Litoral do Paraná para aproveitar o verão. Um dos principais motivos é encontrar a areia limpa, sem restos de alimentos, sacos plásticos, latas de bebidas, bitucas de cigarros ou cacos de vidros. O trabalho está sob a responsabilidade da Sanepar, que contratou, por licitação, uma empresa para realizar fazer a limpeza. Por dia, são recolhidas, em média, 4 toneladas de lixo.

Desde o início da operação, em 16 de dezembro, 125 pessoas – todos moradores dos municípios litorâneos –, além de máquinas limpadoras e caçambas motorizadas (dumpers) já percorreram 1.200 quilômetros de praias. Apenas no primeiro fim de semana da operação foram coletadas 12 toneladas de lixo, gerado pelos veranistas nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná.

“No primeiro dia do ano foram retiradas da Praia Brava, em Caiobá, 1,2 mil garrafas de vidro”, informa o presidente da Sanepar, Fernando Ghignone, que ressalta a colaboração dos veranistas para o sucesso da operação. “Vemos muitas pessoas com consciência ambiental e isso ajuda no trabalho que estamos realizando”.

O gerente da Sanepar no Litoral, Carlos Roberto Pinto, também constatou que a população está colaborando com a limpeza. “Os resíduos estão sendo colocados nas sacolas biodegradáveis e entregues nos equipamentos de coleta ou diretamente aos coletores”.

PERCEPÇÃO – A analista de Recursos Humanos Cristina Muller, diz que não se arrepende por ter escolhido as praias do Paraná para aproveitar as férias. “Sempre achei que não havia conscientização ambiental nas praias do Paraná, pela falta de higiene e sujeira das praias, mas esta temporada está diferente. Tiro o chapéu para essa equipe de coletores”, elogia.

O casal Saulo Silva e Paula Cordeiro também está satisfeito com a limpeza da beira-mar. “É a primeira vez que vejo esse serviço em Caiobá e acho importante essa iniciativa do Governo”, comenta Saulo, que é economista. “Praia limpa é segurança para nós que temos crianças”, concorda a psicóloga Paula.

O zootecnista Reginaldo Rodrigo Trolezzi, de Maringá, classifica como “fantástico” o trabalho da equipe e dos equipamentos que a Sanepar contratou para a limpeza da orla. “É prazeroso chegar à praia pela manhã. Observar o trabalho desse pessoal traz conscientização a quem está curtindo as férias”.

Rosangela Possenti Minikowski e o filho Gustavo defendem a fiscalização como forma de reduzir o volume de lixo jogado nas areias. “Não suporto ver praia suja, mas esse ano está muito bom, devido a esse serviço de limpeza. O Governo do Paraná está de parabéns”, afirma o estudante. A família Minikowski, que é de Cuiabá (MT), percorreu cerca de 2 mil quilômetros para aproveitar o verão paranaense.

COLETORES – Entre as 125 pessoas contratadas para executar as ações previstas pela Sanepar estão coletores, motoristas, supervisores e pessoal administrativo. Toda a mão de obra é local, gerando emprego e renda para moradores do Litoral. Entre empregos diretos e indiretos, foram ofertadas 300 vagas. Todos passaram por cursos de capacitação e orientados a preservar as áreas de restinga, que são extremamente importantes para o ecossistema do Litoral.

Entre os equipamentos, a caçamba de cada uma das seis máquinas limpadoras tem capacidade para 750 quilos. Cada dumper comporta até 2 mil quilos. Quando as caçambas estão cheias, os resíduos são dispostos em locais estratégicos e depois recolhidos pelas equipes contratadas pelo Instituto de Águas do Paraná, que dão o destino adequado. As máquinas limpadoras e os dumpers estão executando o trabalho desde a Barra do Saí, em Guaratuba, até a praia Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná.

Maria Lúcia de Campos - 47 anos e moradora há seis da Vila Nova Tabuleiro, em Matinhos -, Érica Amábila Cardoso - 27 anos, há 14 em Matinhos - e Vanessa dos Santos, 25 anos e há 20 em Matinhos, integram a equipe de coletores. Todas concordam que, nesta temporada, o trabalho de limpeza é o melhor que já presenciaram. “Trabalhei na limpeza em anos anteriores, mas agora o nosso serviço é mais percebido e reconhecido”, diz Maria Lúcia.

EDUCAÇÃO - Além de manter as atividades do saneamento básico no Litoral, fornecendo água tratada e coletando o esgoto sanitário, a Sanepar promove ainda ações de educação ambiental. Os coletores distribuem bituqueiras, sacolas de lixo biodegradáveis e uma cartilha que orienta os veranistas a zelarem pela praia. A empresa também está fornecendo 1.200 tambores para lixo orgânico e reciclável, distribuídos pela orla.

Sugestões ou reclamações sobre o serviço de limpeza da areia nas praias de Guaratuba, Matinhos e Pontal do Paraná podem ser feitas pelos telefones 115, da Sanepar

Postos do país adulteram quantidade de combustível em abastecimento


Fraudes foram detectadas pelo Fantástico no Paraná, Rio de Janeiro e SP.
Estabelecimentos chegam a abastecer até 1,4 litro a menos a cada 20 litros.
Do G1, com informações do Fantástico
 





Os motoristas estão sendo roubados quando abastecem o carro em postos de combustível do país. E o pior: se desconfiar de alguma coisa, não adianta reclamar. A fraude não deixa pistas. Com um controle remoto, o golpista faz a bomba voltar ao normal. O Fantástico comprovou que a fraude existe. E encontrou um dos homens que vendem e instalam nos postos o novo golpe contra o consumidor em São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná.
Você compra a gasolina e não leva tudo o que paga. Ainda faz papel de bobo porque nem percebe que está sendo roubado. E não adianta conferir o marcador da bomba. Como isso acontece? O Fantástico preparou o teste com todo o rigor. Tivemos a auditoria permanente da Associação Brasileira de Combate à Fraude. E os exames foram feitos pela empresa Falcão-Bauer, a maior do Brasil no setor de controle de qualidade, e credenciada pelo Inmetro.
Os técnicos criaram um equipamento especial para o carro da reportagem. É um tanque de combustível de 20 litros, o volume padrão regulamentado para testes. Ele é todo transparente, para que você possa acompanhar em tempo real o roubo no posto de gasolina.
São Paulo
Começamos por São Paulo, que tem a maior frota de carros no país: mais de sete milhões de veículos. Postos denunciados por consumidores foram visitados pelas equipes do Fantástico. São de todas as marcas e de todas as regiões da cidade.
O carro da reportagem chega já abastecido. Na verdade, o combustível comprado cai diretamente no equipamento que está na mala do carro. Em todos os postos, pedimos 20 litros de gasolina, o volume padrão. Depois, levamos cada amostragem para o laboratório. A aferição é feita em um recipiente aprovado pelo Inmetro. Quando a quantidade está correta, o combustível completa o aferidor até a marca do zero.
A margem de erro é de 100 mililitros. A tolerância prevista na lei é de 100 mililitros abaixo ou acima dos 20 litros. Ou seja, 0,5% do total.
Um posto botou a menos 1.350 ml de gasolina. E encontramos resultados piores do que esse. A localização é boa, o preço atrai, o consumidor faz fila. Mas ele está sendo iludido. Este é o posto campeão do roubo de combustível na cidade de São Paulo. Na amostragem comprada, a bomba marcou 20 litros, mas foi roubado 1.400 ml.
O prejuízo na verdade é ainda maior, porque um teste de qualidade nesse combustível mostrou que o que foi comprado como gasolina era quase totalmente, álcool, etanol. “Foi constatado 64% de teor de etanol na gasolina. Isso é irregular. O máximo é 21%”, diz o coordenador técnico Evair Missiaggia.
O gerente não apareceu. Mas nós encontramos um motoboy que sempre abastece ali. Ele diz conhecer o golpe e como faz pra se defender.
Na mostra padrão oficial de 20 litros, 1,4 litros de diferença. Isso significa que em um carro popular, por exemplo, para abastecer um tanque de 50 litros, você é roubado em 3,5 litros.
Rio de Janeiro
Em um dos postos testados pelo Fantástico, no Rio de Janeiro, a situação é pior ainda. A fraude chegou a 12%. Significa que para encher um tanque de 50 litros, o consumidor é roubado em seis litros.
Os testes feitos no Rio foram idênticos aos de São Paulo. As amostras compradas em postos denunciados pelo consumidor seguiram para o laboratório. Em um posto, foram 2,41 litros a menos. Isso corresponde a 6 litros em um tanque de carro popular.
Paraná
Para investigar o submundo do mercado de combustíveis no Brasil, o Fantástico precisou fingir que entrava nesse ramo de negócios. Durante dois meses, o repórter Eduardo Faustini assumiu o comando de um posto que fica em uma das principais ruas de Curitiba, no Paraná. O posto ficou fechado nesse período, não recebeu nenhum consumidor. Portanto ninguém foi prejudicado. Mas foi aqui que nós ouvimos as propostas de golpes, fraudes, todo tipo de negócio sinistro, sempre para roubar, e muito, o bolso consumidor.
Primeira descoberta: é fácil comprar combustível clandestino. Sem nota, sem fiscalização. Nosso repórter liga para o fornecedor de etanol. R$ 1,67 é um preço muito abaixo do valor no atacado quando os impostos são pagos. Não é só o país que perde com a sonegação. Com essas remessas clandestinas donos de postos adulteram o combustível. O truque é simples: o álcool é despejado no tanque da gasolina. Todo o etanol comprado pelo Fantástico está agora sob a guarda da Associação Brasileira de Combate à Fraude para ser encaminhado às autoridades.
Em Curitiba, nós também testamos postos suspeitos de roubar na quantidade vendida ao consumidor. E voltamos aos dois onde a diferença foi maior. Os gerentes ficam nervosos, falam ao celular. Mas a situação mais comum é aquela mesma: na frente da câmera, tudo certo. As bombas que roubam o consumidor apresentam a medida correta: 20 litros.
No posto em que o teste demonstrou que é feito o maior roubo. Em uma avaliação de 20 litros, o roubo foi de 1,46 litros.
Controle na mão do frentista
Como uma bomba que roubava para de roubar de uma hora pra outra? É o que vamos revelar agora. Em vários postos flagrados roubando o motorista, ouvimos o mesmo nome de um técnico em manutenção. Ele é quem aparece mexendo na bomba de outro posto que visitamos em Curitiba.
Seguimos a pista. O repórter Eduardo Faustini, no papel de dono de uma rede de postos interessada na fraude, faz contato com Cléber. E, sem saber que estava sendo gravado, Cléber Salazar vai ao posto fechado.
Como funciona o golpe
Cléber entrega como o esquema funciona. A fraude eletrônica é instalada separadamente, em cada saída de combustível, que ele chama de bico.
Repórter: Gastaria quanto por todas?
Cléber: É por bico, que lá a gente pega por bico.
Repórter: Faz o cálculo aí mais ou menos.
Ele faz o cálculo. Cada bico fraudado custa R$ 5 mil.
Cléber: R$ 90 mil! R$ 90 mil para instalar uma fraude acionada por controle remoto. A placa é o circuito eletrônico que controla a bomba de combustível.
Repórter: Mas você está usando a minha placa ou a sua placa?
Cléber: Não, eu não uso a sua placa. A gente tira aquela placa e põe outra.
Daqui a pouco você vai ver como ela é adulterada.
Repórter: Você faz a manutenção disso?
Cléber: Isso. Aí nós vamos acertar um mínimo por mês. Um xis lá por mês. Para eu cuidar pra você, te avisar. Cuidado, vai lá, vem cá, entendeu?
Na despedida, Cléber já está à vontade.
Golpe de ‘alto escalão’
Cléber: Você está em Curitiba, no Centro de Curitiba, olha o tamanho do posto. Agora você coloca o "bororó" para rodar. Em três meses, está pago. O resto da sua vida, você vai ganhar dinheiro.
Repórter: Qual a chance de dar errado?
Cléber: Nenhuma. Nenhuma. Zero. Pode mandar matar eu!
Cléber afirma que tem acesso a informações sobre a fiscalização em Curitiba.
Repórter: A sua assessoria vai até aonde?
Cléber: Até no alto escalão. Que avisa a gente quando está passando, quando não tá passando. Entendeu?
Repórter: Não tem chance de dar errado. O cara tirar umas férias.
Cléber: Sempre tem de estar um com o "negócio".
O "negócio" a que ele se refere é o controle remoto, que pode ficar num bolso. Com um toque, o fraudador arma e desarma o esquema, na hora que quiser.
Cléber: O cara tem de estar plantado aqui. Se chega o "tiozinho" que fala "ah, não deu...", vamos lá aferir. Vai dar certo.
"Tiozinho" é como o consumidor, que fica de bobo na história, é tratado por Cléber Salazar.
Cléber: Negoção da China, parabéns.
Outro lado
Depois dessa gravação, procuramos Cléber para uma entrevista.
André Luiz Azevedo: O senhor desconhece que os postos que o senhor atende fornecem menos combustível do que o que marca na bomba?
Cléber: Com certeza. Absurdo. Nunca vi isso aí.
André Luiz Azevedo: É porque é uma denúncia e eu estou querendo conversar com o senhor. O senhor me retorna em quanto tempo?
Cléber: Daqui a uns dez minutos eu já falo contigo aí.
O prazo não foi cumprido. Até que Cléber finalmente marca o encontro. Ele não sabe que toda a oferta da placa fraudadora foi filmada, nem que comprovamos o golpe em postos onde ele trabalha.
André Luiz Azevedo: O senhor é credenciado no Inmetro, no Ipem? O senhor pode mexer nas bombas livremente?
Cléber: Eu tenho o certificado do Inmetro, que está aqui, válido até abril de 2012. Eu tenho autorização pra mexer nas bombas, qualquer tipo de bomba.
André Luiz Azevedo: Nós viemos a Curitiba, porque nós recebemos uma denúncia que o senhor vende uma placa que é colocada na bomba e, com essa placa, há uma fraude na hora de abastecer o carro do consumidor. O senhor não vende essa placa fraudadora?
Cléber: Absurdo isso aí, absurdo.
André Luiz Azevedo: Essa denúncia de que o senhor vende uma placa que frauda a bomba de combustível, o senhor nega isso?
Cléber: Eu nego, é um absurdo.
André Luiz Azevedo: o senhor fornece atendimento pra quantos postos aqui na região.
Cléber: São vários postos.
André Luiz Azevedo: Quantos?
Cléber: Em torno de uns 30, 40 postos aí.
A descoberta da fraude
"A fraude na bomba funciona normalmente até que o proprietário do posto, ou o gerente, aciona o controle remoto. Quando a fiscalização chega, ele ativa a fraude. Quando a fiscalização sai e o consumidor chega, o sistema fraudado volta ao normal. É um controle normal, como aqueles que se usa para abrir portão de casa ", disse José Tadeu Penteado, superintendente do Ipem/SP.
A primeira placa eletrônica da fraude foi descoberta há dois anos. Em São Paulo, que tem a maior rede do país, com 8, 5 mil postos, poucas foram apreendidas até agora.
Um fiscal, que prefere não ser identificado, diz que falta tecnologia à fiscalização para acompanhar a evolução dos golpes. "Em vários estados que nós temos conversado, os fiscais estão totalmente despreparados. Eles não têm conhecimento suficiente pra afirmar se aquela placa está fraudada ou não.
O sindicato dos postos de combustíveis de São Paulo pede providências.
O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis também defende uma fiscalização mais enérgica: “Eu tenho certeza que situações como as que foram detectadas nessas cidades estão acontecendo e estão sendo ofertadas para o mercado em diversas outras cidades. É um alerta pras autoridades da necessidade de ter uma atuação permanente, no dia a dia, inteligente e com penalidade rigorosa”, disse Alizio Vaz, presidente do sindicato.
A Agência Nacional de Petróleo propõe uma ação conjunta: “Nós vamos ter que aprimorar nosso sistema de fiscalização, logicamente buscando parceria com órgãos de inteligência, não só nossos, como também da polícia, do Inmetro, porque é uma fraude nova no mercado e é difícil de ser detectada”, diz Paulo Iunes, fiscal da ANP.
O Inmetro disse que contratou especialistas em informática para achar a forma de combater a fraude. "O Inmetro já tomou conhecimento desse assunto, há algum tempo, e vem desenvolvendo tecnologia nova com nossos pesquisadores pra desenvolver uma espécie de lacre eletrônico. Um mecanismo tal que quando a bomba for mexida, for alterada, for fraudada, por um mecanismo de software, um controle remoto, algo desse tipo, fique um rastro. Não adianta que o fraudador coloque a fraude e retire a fraude, o rastro vai ficar lá registrado", diz Luiz carlos dos Santos, diretor do instituto