O secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, disse
nesta quinta-feira (29), durante o Fórum Permanente Futuro 10 Paraná,
realizado na Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em
Curitiba, que o Paraná espera maior apoio do governo federal para levar
adiante obras de infraestrutura necessárias para atender as necessidades
do setor privado. O encontro teve a participação do ministro dos
Transportes, Paulo Passos.
Richa Filho afirmou que em 14 meses do governo Beto Richa o Paraná
recebeu mais investimentos privados do que nos oito anos anteriores. São
R$ 16,4 bilhões em investimentos desde janeiro de 2011, contra R$ 16,2
bilhões no período 2003-2010. “O Paraná tem se mostrado um parceiro do
investimento produtivo e a instalação destas novas empresas vai demandar
mais recursos na ampliação e modernização da nossa infraestrutura”,
disse.
Segundo o secretário, empresas como a Klabin, que deve construir uma
nova unidade no estado estimada em R$ R$ 6,8 bilhões, a Renault,
Sumitomo e a Paccar, do setor automotivo, a Castrolanda, Batavo, Cargil,
Cotriguaçu e outras cooperativas paranaenses vão realizar grandes
investimentos no Paraná. “O Estado deve dar suporte a estes novos
negócios e a parceria com a União para a realização de obras e projetos
na área de logística é fundamental”, disse.
O secretário lembrou que a produção industrial paranaense cresceu 7% em
2011 – o melhor desempenho entre as 14 regiões pesquisadas pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Produto
Interno Bruto (PIB) cresceu 4% no ano passado, enquanto a média nacional
ficou em 2,7%. Richa Filho destacou ainda o bom desempenho do interior
do Estado na geração de empregos.
PORTO – O secretário fez um balanço dos avanços da infraestrutura no
Paraná e solicitou ao ministro Paulo Passos apoio no sentido de acelerar
junto ao governo federal os estudos para investimentos nas vias de
acesso ao Porto de Paranaguá. “Essa é hoje uma das maiores prioridades
do porto”, afirmou o secretário. “É uma dívida imensa que temos com os
parnanguaras e com os usuários do porto.”
Richa Filho lembrou que os terminais paranaenses tiveram movimentação
recorde em 2011, com 41 milhões de tonelada, no Porto de Paranaguá e 1,5
milhão de toneladas no Porto de Antonina. Também a importação de
fertilizantes – 9 milhões de toneladas em importação – foi recorde.
FERROESTE – O secretário lembrou também a importância da Ferroeste.
Segundo ele, a produção da região Oeste e Sudoeste do Estado é
sacrificada por não possuir uma malha ferroviária que a atenda. Ele
destacou o projeto de expansão da Ferroeste, entre Cascavel e Maracaju e
Dourados, no Mato Grosso no Sul, passando por Guaíra – por meio da
Valec, empresa da União – e o projeto que prevê uma nova ferrovia entre
Guarapuava e o Porto de Paranaguá.
Segundo o ministro, o Ministério dos Transportes deve publicar em abril o
edital de licitação para a contratação da empresa que fará o Estudo de
Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental do Corredor Ferroviário do
Paraná. Pelo traçado prévio, a ferrovia terá 1.116 quilômetros de
extensão e vai ligar Paranaguá a Maracaju (MS), passando por Guarapuava,
Cascavel e Guaíra.
Em relação ao modal rodoviário, o secretário destacou que o Estado do
Paraná tem desonerado a União de investimentos em rodovias federais.
Segundo ele, é preciso iniciar um debate com o governo federal na busca
de uma forma de compensação. “Não é justo que o cidadão paranaense pague
essa conta sozinho”, afirmou.
Na área aeroviária, Richa Filho lembrou que existem 40 aeroportos no
Estado, sendo que quatro deles estão sob responsabilidade da Infraero.
Ele destacou que a secretaria está em fase de contratação do Plano
Aeroviário do Estado e citou dois investimentos privados que estão em
estudos no Paraná. O chamado Arco Norte, na região de Londrina, e o
aeroporto da região de Ponta Grossa, no município de Tibagi. “Ambos têm
grande enfoque na movimentação de cargas”, disse.
Richa Filho destacou a parceria que o Governo do Estado firmou com o
setor privado como “uma verdadeira política de governo”. Afirmou que os
setores público e privado, “em uníssono”, estão pedindo um maior apoio
do governo federal para a melhora da infraestrutura do Estado do Paraná.
O secretário lembrou que na equipe do atual governo federal há três
ministros paranaenses. “Sem dúvida, eles contribuirão para somar
esforços em nossa empreitada”, disse.
Participaram da reunião do Fórum Futuro 10 - coordenada pelo presidente
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná, Edson Campagnolo - os
presidentes e representantes das principais entidades empresariais do
Estado, como Fecomércio, ACP, Faep, Ocepar, Faciap e IEP, entre outras.
Também estiveram presentes os secretários de Estadodo Planejamento,
Cassio Taniguchi; e da Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul,
Ricardo Barros.