segunda-feira, 25 de junho de 2012

Richa acompanha início da construção de duas plataformas de petróleo



O governador Beto Richa acompanhou nesta sexta-feira (22), em Pontal do Paraná, no Litoral do Estado, o início da construção de duas plataformas de petróleo pela multinacional italiana Techint Engenharia e Construção. A empresa prevê investimento de R$ 1 bilhão no projeto, com a geração de 10 mil empregos diretos e indiretos.

Este é o primeiro empreendimento ligado à exploração de petróleo da camada pré-sal a entrar em funcionamento no Estado. Na cerimônia, Richa fez a primeira solda numa das estruturas. "Esse é um momento histórico para todo o Litoral, que ganha uma grande oportunidade de desenvolvimento e geração de trabalho e renda", afirmou o governador.

De acordo com ele, o Estado também está atento para a demanda por serviços e equipamentos públicos que vai surgir nos municípios litorâneos por conta do grande contingente de trabalhadores que se instalarão na região para atender o projeto da Techint. Richa disse que o governo trabalha com empenho para atrair empresas para todas as regiões do Paraná.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, representou o governo federal na solenidade. Também estiveram no evento o secretário de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho; o presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAP), Luiz Tarcísio Mossato Pinto; os deputados estaduais Mauro Moraes e Cleiton Kielse; o superintendente da Administração dos Portos de Paranaguá e Antonina (Appa), Luiz Henrique Dividino; e o diretor do porto de Antonina, Paulo Scalco.

O prefeito de Pontal do Paraná, Rudisney Gimenes, destacou o esforço conjunto, envolvendo município, Estado e governo federal, para viabilizar o empreendimento da Techint de forma definitiva. “É um sonho que está se realizando. Nossa população, principalmente os jovens, ganha um novo horizonte com as oportunidades de trabalho que vão surgir”, disse ele.

Segundo o diretor-presidente da Techint, Roberto Vidigal, a unidade paranaense da empresa deverá operar por pelo menos 20 anos para atender a área do pré-sal. “É uma oportunidade para todo o povo do Paraná. Teremos aqui atividades contínuas como o treinamento de mão de obra e a atração de pequenas empresas que se somarão a todo o processo", disse.

O secretário de Estado de Indústria Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, afirmou que a partir deste empreendimento surgirão bons resultados econômicos e desenvolvimento tecnológico para o Paraná. Segundo ele, o investimento reforça a importância do projeto do Pontal do Pré-sal.

PROJETO - A multinacional italiana vai construir e montar as plataformas fixas de petróleo WHP-1 e WHP-2. Cada uma delas terá 26 mil toneladas e capacidade para a perfuração de 30 poços. Serão gerados mais de 2,5 mil empregos diretos e 7,5 mil indiretos. As plataformas foram encomendadas pela OSX Brasil S/A, empresa de petróleo do grupo do empresário Eike Batista.

Para a construção das plataformas, a Techint investiu cerca de R$ 300 milhões na modernização da unidade que mantém em Pontal do Paraná desde a década de 80. Houve ampliação da área útil do canteiro, que passa de 140 mil para 200 mil metros quadrados, e a construção de um cais de 300 metros. O espaço recebeu uma nova estação de tratamento de esgoto; escola técnica para capacitação interna de funcionários e melhoria na infraestrutura de acesso.

O diretor-geral da Techint, Ricardo Ourique, explica que a maior parte da mão de obra do empreendimento será local e aposta em treinamento e cursos de qualificação para suprir a demanda. “Queremos utilizar ao máximo possível o trabalhador local. Vamos qualificar aqueles que ainda não possuem os requisitos necessários”. A última operação industrial no local foi entre 2004 e 2006, quando foi produzida uma jaqueta de plataforma da Petrobrás.

Com localização privilegiada, que conta com um canal de acesso ao mar a 1,4 quilômetro do Porto de Paranaguá, o canteiro da Techint recebeu todas as licenças ambientais, de operação e de instalação necessárias, além do Plano de Controle Ambiental (PCA), do Termo de Compromisso de Compensação Ambiental (TCCA) e do Programa de Monitoramento Ambiental e Medidas Mitigadoras, sendo esse último uma iniciativa desenvolvida pela própria empresa.

A multinacional também terá uma extensão das atividades da construção das plataformas em Antonina. Em uma área de 100.000 metros quadradas, localizada no Porto de Antonina, serão montadas estruturas metálicas. No município serão gerados mais 2 mil empregos.

PONTAL DO PRÉ-SAL – Na visita ao canteiro da Techint, Richa destacou que outras empresas do setor de construção pesada já solicitaram ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a emissão de licença ambiental de instalação para unidades no Litoral paranaense, o que reforça a necessidade de implementação do Pontal do Pré-sal.

Entre as empresas que já apresentaram solicitações de licenças ao Governo do Estado estão as brasileiras Odebrecht (montagem de navios) e a Queiroz Galvão Óleo e Gás (construção de plataformas), e a norueguesa Subsea 7 (produção de cabos de transporte), que já possui área no Litoral.

O Pontal do Pré-sal é uma ação de articulação do Governo do Estado com os setores público e privado para colocar o Paraná como um dos principais fornecedores de materiais e serviços de suporte à exploração do pré-sal.

Richa disse que o início da construção das plataformas vai viabilizar o investimento de outras empresas do setor petrolífero na região. "O Estado do Paraná não poderia ficar de fora deste grande projeto de desenvolvimento para todo o País", destacou Richa.

O objetivo é aliar o interesse do governo em atrair empreendimentos à demanda de fornecedores nacionais de bens e serviços da Petrobras para os próximos anos. O governo trabalha pela união de esforços de entidades públicas, privadas, associações, federações, prefeituras e sindicatos para atrair investimentos de diferentes portes e perfis. 

Copel é homenageada por 15 anos de presença na Bolsa de Nova York



O governador Beto Richa, o secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, e o presidente da Companhia Paranaense de Energia (Copel), Lindolfo Zimmer, participam na próxima quarta-feira (27/06) de uma homenagem da Bolsa de Nova York (NYSE) para a estatal do Paraná. Na data, serão comemorados os 15 anos do lançamento das ações da empresa no principal centro de negócios do mercado financeiro mundial. 

O Dia da Copel (“Copel Day”) incluirá o “Closing Bell”, cerimônia na qual o governador acionará o sino que fecha as negociações na sala de pregões. Na viagem aos Estados Unidos, Richa terá encontros com representantes dos principais bancos e fundos de investimentos norte-americanos para apresentar os projetos e programas da companhia de energia e do Governo do Estado. 

“Vamos cumprir uma agenda importante para o Paraná e para a Copel, que voltou a ter um papel de destaque no mercado de energia do Brasil”, disse Richa. “Será uma oportunidade para mostrarmos nossos programas de estímulo ao setor produtivo e reforçar o reconhecimento que temos pela companhia, que tanto contribui para o desenvolvimento econômico do Estado”, afirmou o governador Beto Richa. 

As ações da Copel começaram a ser negociadas em Wall Street no dia 30 de julho de 1997. Na data, a empresa paranaense efetuou uma emissão primária de ações preferenciais (IPO – Initial Public Offer) no valor equivalente a US$ 580 milhões, a maior emissão feita até então por uma empresa latino-americana naquela casa. 

ADRs - A Copel foi a sexta companhia brasileira – e a primeira do setor de energia elétrica do País – a ter ações negociadas na Bolsa de Nova York. Ao longo dos 15 anos, as ações da empresa (ADRs de nível 3) tiveram negociações em todos os pregões, comprovando a sua grande liquidez e também o elevado interesse dos investidores norte-americanos pelos papéis da Companhia. As transações envolvendo as ADRs da Copel movimentam a cada pregão, em média, US$ 12 milhões. 

Existem 2.308 empresas listadas na Bolsa de Nova York. Deste total, 526 não são norte-americanas e 29 são brasileiras. Juntas todas as companhias com papéis na NYSE têm valor de mercado de US$ 7,5 trilhões. 

Segundo dados da Federação Mundial de Bolsas de Valores (World Federation of Exchange), os pregões na bolsa nova-iorquina movimentaram, em média, US$ 71,5 bilhões por dia em operações de compra e venda de títulos e ações em 2011.