quarta-feira, 20 de junho de 2012

Silvestri autoriza mais R$ 1 milhão em obras para Guarapuava



Recursos serão utilizados na abertura e pavimentação da avenida que dará acesso ao campus Guarapuava da UTFPR

O deputado federal e secretário do Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, autorizou mais um lote de obras para o município de Guarapuava. Trata-se da liberação de R$ 1 milhão em recursos, por meio de financiamento do Paranacidade, para a pavimentação e urbanização da avenida que dará acesso ao Campus Guarapuava da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), que está sendo construído no bairro Primavera. A autorização para que seja aberto o processo de licitação foi entregue ao prefeito de Guarapuava, Fernando Carli, pela chefe do escritório regional do Paranacidade, Anna Carolina Silvestri, no final da tarde de ontem, (19).
 “Tenho um enorme prazer em liberar recursos para Guarapuava, mas este é especial, pois vai possibilitar a pavimentação da avenida que dará acesso ao campus de Guarapuava da Universidade Tecnológica, que foi uma grande conquista para toda a região, da qual tive o privilégio de participar ativamente e liderar a grande união de forças que ocorreu para que conseguíssemos tornar esse sonho realidade”, destacou Cezar Silvestri.
O projeto prevê a construção de uma avenida de 33 metros de largura, com um canteiro central de cinco metros, duas pistas de rolamento com nove metros cada uma, ciclovia e calçadas em concreto, com sinalização horizontal e vertical, paisagismo e arborização. “Tenho certeza que o projeto elaborado pela prefeitura sob a orientação dos técnicos do Paranacidade contempla toda a necessidade de tráfego que será criada com a implantação da Universidade, dará melhor infraestrutura ao bairro e se tornará em mais um cartão postal da nossa cidade”, complementou Silvestri.
O diretor do campus Guarapuava da UTFPR, professor João Paulo Aires, comemorou a liberação de recursos. “É uma notícia maravilhosa. Estávamos ansiosos, não só pela construção do campus, mas também pela pavimentação da avenida. Essa rua é de fundamental importância para que a Universidade possa se instalar de forma adequada. De imediato, são os funcionários, alunos e professores da UTFPR que serão beneficiados, mas em médio prazo, esse investimento irá colaborar para o desenvolvimento de toda a região”.  

Infraestrutura urbana
Os recursos liberados pela Sedu se constituem no maior valor liberado pela secretaria nos 18 meses em que Cezar Silvestri está à frente da pasta, para um único município, levando em consideração a sua arrecadação anual. É também a maior liberação da história da secretaria feita para Guarapuava. “Essas liberações e todos os outros investimentos que vêm acontecendo demonstram que o município nunca foi tão prestigiado pelo Governo Estadual e pela Sedu”, comentou Silvestri.
As obras de pavimentação asfáltica liberadas para Guarapuava estão localizadas em pontos estratégicos do município e em ruas e avenidas que há anos precisavam ser revitalizadas. Um exemplo é o recapeamento da Avenida Serafim Ribas, uma reivindicação antiga dos moradores dos bairros da zona Sul e do distrito de Entre Rios, que utilizam a rua como acesso principal para deslocamentos até Guarapuava.
Além da Serafim Ribas, estão sendo pavimentadas com recursos liberados pela Sedu as avenidas Bento de Camargo Ribas, Ivo Carli e Bandeirantes e as ruas Engenheiro Lentsch, Sebastião de Camargo Ribas, Antonio Losso, Mabel Granier, João Keller e João Fortkamp. “Todas ruas de grande fluxo de veículos que precisavam de investimentos”, resumiu Silvestri.

Residencial 2000
Uma antiga reivindicação dos Moradores do Residencial 2000 também está sendo atendida por meio de recursos da Sedu, a pavimentação asfáltica das ruas do bairro. Obra que está em processo de licitação. Para conseguir levar asfalto a todas as ruas do Residencial 2000 são necessários R$ 4,2 milhões. Esse investimento foi dividido entre a prefeitura, a Sedu e a Cohapar. “A Sedu, está financiando, para a prefeitura, por meio do Paranacidade, R$ 1,5 milhões. Outros R$ 600 mil estão sendo destinados , a fundo perdido, pela nossa secretaria. E a Cohapar investirá mais 2,1 milhões”, detalhou o secretário.

Dilma é eleita presidente da Rio+20

Ela vai chefiar as negociações entre chefes de Estado.
Encontro vai até sexta-feira no Riocentro, no Rio de Janeiro.

Do G1
A presidente Dilma Rousseff foi eleita por consenso na manhã desta quarta-feira (20) como presidente da conferência Rio+20 durante a primeira plenária do segmento de alto nível da cúpula da ONU.
O anúncio foi feito pelo secretario-geral da ONU, Ban Ki-moon, que abriu o encontro.
Em um breve discurso, Dilma disse expressar gratidão pelo mandato, às delegações pela expressiva liderança mundial que “indica compromisso dos estados aqui representados com a complexa agenda do desenvolvimento sustentável”.
“Nós estaremos à altura dos desafios”, disse a presidente.
Dilma informou que às 16h irá discursar em uma nova plenária no Riocentro, onde vai apresentar a posição do Brasil na cúpula da ONU.
A plenária
O secretário-geral da ONU, o sul-coreano Ban Ki-moon, foi o primeiro a falar na plenária. Em seguida, ele chamou a neozelandesa Brittany Trifford, de 17 anos, para discursar aos chefes de Estado (veja no vídeo ao lado).
"Suas promessas não foram quebradas, mas foram esvaziadas", disse Brittany. "Você estão aqui para salvar as suas peles ou para nos salvar?", questionou.
Após a eleição de Dilma, a presidente chamou o ministro das Relações Exteriores, para anunciar os procedimentos formais das negociações, como a eleição de estados observadores e vice-presidentes.
Depois, representantes dos principais grupos envolvidos nas negociações puderam discursar. A representante do grupo dos jovens foi crítica ao texto que será negociado. "Este não é o futuro que queremos", disse.
Os líderes vão debater as propostas das delegações internacionais até sexta-feira. Se entrarem em acordo, assinarão um documento se compromentendo com o  desenvolvimento sustentável.
Eles irão discursar na plenária da Conferência da ONU sobre Desenvolvimento Sustentável, e também discutir com os ministros sobre o rascunho do documento aprovado nesta terça pelos diplomatas dos países. Uma programação provisória prevê falas de 58 ministros, presidentes e vice-presidentes nesta quarta.
Na terça-feira, as delegações receberam e aprovaram um texto com 49 páginas (veja abaixo a tabela que explica algumas das principais medidas discutidas e aprovadas).
Instantes antes do início da plenária, o porta-voz do secretariado da Rio+20, Nikhil Chandavarkar, disse ao G1 que o texto aprovado pelos delegados nesta terça-feira (19) não será modificado pelos chefes de Estado.
“Não será como Copenhague”, disse em referência à cúpula de mudança do clima realizada na Dinamarca em 2009, que contou com grande presença de presidentes e foi considerada um fracasso por muitos governos.
Chandavarkar afirmou que o rascunho do texto final foi fechado “ad referendum”, termo em latim que significa “sujeito a aprovação”, de acordo com o porta-voz da ONU. “Já houve acordo, mas falta a aprovação dos chefes de Estado. Não haverá modificações substanciais, mas talvez alguns ajustes na ortografia do texto”, afirmou.

Meta do Paraná é recuperar até um milhão de hectares de florestas nativas


O secretário estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Jonel Iurk, afirmou nesta terça-feira (19/06), no Rio de Janeiro, que o governo paranaense tem como meta recuperar até um milhão de hectares de florestas nativas nos próximos 20 anos. Ele destacou que o Estado vem adotando medidas inovadoras para a conservação das riquezas naturais e que o trabalho foi reforçado com o lançamento do programa Bioclima Paraná.

Iurk participou do painel “Casos de Sucesso na Economia Verde - Ecossistemas, Florestas e Água”, apontando iniciativa do Paraná como a resposta do Estado para a conservação da biodiversidade em seu território. O painel fez parte da programação da Cúpula Mundial dos Estados e Regiões, um dos eventos da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Durante sua explanação, Iurk explicou que Paraná possui apenas 2% do território nacional, mas é responsável por cerca de 20% da produção agropecuária do Brasil e produz cerca de 30% da energia elétrica de todo o país. Iurk afirmou que o modelo de desenvolvimento construído a partir da segunda metade do século XX teve como consequência uma perda de 90% da cobertura florestal no Bioma Mata Atlântica.

O secretário afirmou que o programa Bioclima foi elaborado para ajudar na reversão deste quadro. “O Governo do Paraná quer incrementar de forma determinada ações voltadas à conservação da biodiversidade no território estadual e procedimentos de adaptação e mitigação às mudanças climáticas”, disse Iurk.

COMPROMISSOS - O secretário Iurk reafirmou os compromissos para fazer frente aos desafios do desenvolvimento sustentável, estabelecidos pelo governador Beto Richa na área ambiental com o Programa Bioclima. “Nossa intenção é promover incentivos econômicos inovadores, com especial ênfase ao Pagamento por Serviços Ambientais, de forma a contribuir para a conservação e uso sustentável da biodiversidade e a repartição justa de seus benefícios para os proprietários rurais, promovendo a obtenção de renda com a conservação dos ambientes naturais”, disse Iurk.

Outra meta a ser atingida, segundo o secretário, é a de aportar recursos financeiros de fontes nacionais e internacionais para a execução do Programa Bioclima Paraná, dando prioridade ao estabelecimento de processos de gestão integrada em áreas prioritárias para conservação do Bioma Mata Atlântica. Como exemplo concreto, ele citou os valores de outorgas dos serviços de inspeção veicular destinados ao monitoramento dos gases de efeito estufa, que serão integralmente destinados ao programa.

“Também vamos fortalecer a Política Estadual de Recursos Hídricos, fomentando a implantação dos Comitês de Bacias Hidrográficas. Atualmente já temos oito comitês em funcionamento num universo de 12 possíveis”, disse. De acordo com Iurk, em 2012 será concluída a elaboração de sete Planos de Bacias Hidrográficas. “É um instrumento de planejamento para ações futuras de preservação dos recursos hídricos paranaenses e será criado de forma descentralizada, participativa e integrada, permitindo ampla participação social”, disse o secretário.

Em relação ao papel dos governos regionais nas questões de desenvolvimento sustentável, o secretário disse acreditar que é importante que os Estados possam realizar iniciativas que sirvam de exemplo para as nações. “Temos o compromisso de promover capacitação técnica, pesquisa, geração e intercâmbio de conhecimento, com outros estados do Brasil e do mundo”, destacou. Para ele, é fundamental a participação paranaense na Rede Mundial de Governos Subnacionais para o Desenvolvimento Sustentável.