quinta-feira, 1 de março de 2012

Cesar Silvestri Filho fala sobre mudanças no Regimento Interno da Assembleia Legislativa‏


Durante a gravação do Programa Tudo é Política, da TV Sinal, que vai ao ar nesta quinta-feira, às 18h30, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho (PPS) falou sobre as mudanças que devem acontecer no Regimento Interno da Assembleia Legislativa ainda no primeiro trimestre de 2012.

Vários setores da Casa estão envolvidos nesse trabalho, principalmente a Diretoria Legislativa, que já listou alguns temas carentes de definições mais precisas, como é o caso da avaliação proposta pelo deputado estadual Cesar Silvestri Filho, sobre os recursos dos parlamentares contra parecer contrário da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a projetos de lei.

Segundo o deputado é necessário que seja adotado uma disciplina mais rígida para a admissão destes recursos já que não existe muita lógica numa segunda análise de matéria pelo mesmo colegiado que a rejeitou. “Nós fazemos um trabalho técnico na CCJ avaliando a constitucionalidade dos projetos, ou seja, uma análise para saber se esses projetos podem ou não tornarem-se Leis, mas uma vez que a Comissão perde o poder de fazer esse filtro, nós podemos criar na sociedade a expectativa sobre vários projetos que aparentemente parecem positivos, mas que assim que aprovados podem ser derrubados a qualquer momento, já que qualquer cidadão pode questionar a constitucionalidade do projeto”, avalia Cesar Filho.

Outros membros da comissão também sugeriram mudanças na sistemática. Alguns defendem que só as proposições derrubadas por margem estreita de votos mereceriam uma segunda análise. O deputado Cesar Silvestri Filho adiantou que uma das propostas em exame, em relação à apresentação de recursos, é que isso só se dê quando a matéria provocar manifestações contraditórias e seu autor obtiver o apoio formal de 28 parlamentares em Plenário, o que representa a maioria absoluta.

Nas mudanças do Regimento Interno ainda serão debatidos o quórum mínimo para a abertura das sessões, a tramitação dos vetos, a contagem de prazo e as hipóteses de promulgação de leis, o protocolo de proposições dentro da sessão plenária, o número de sessões extraordinárias que podem ser realizadas num único dia, fixação de prazo para encaminhamento de votações, regulamentação da Tribuna Livre, entre vários outros itens.

Na forma de projeto de resolução, as propostas dos deputados serão depois submetidas a discussões em Plenário. O atual Regimento tomou forma através da Resolução nº1, de 1º de março de 2005, que revogou a Resolução nº 159, de 28 de dezembro de 1990.

Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri Filho

Cezar Silvestri pede ao Tesouro Nacional rapidez na análise de processos de municípios

O secretário de Estado do Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, protocolou nesta quarta-feira (29) na Secretaria do Tesouro Nacional (STN), em Brasília, um documento que pede agilidade na análise de processos relacionados à capacidade de endividamento de municípios paranaenses. Silvestri também participou de uma reunião com representantes da STN, mas saiu preocupado com a indefinição sobre prazos para resolver a questão.

“Gostaria de ter saído da reunião com pelo menos uma data limite estipulada”, disse. A razão da preocupação é que os municípios dependem da aprovação da STN para contrair novos financiamentos. No caso do Paraná, são mais de 100 municípios com processos pendentes na secretaria, que é ligada ao Ministério da Fazenda. Existem processos aguardando aprovação na STN desde o mês de junho de 2011.

“Se não houver agilidade na tramitação desses projetos, investimentos de mais de R$ 160 milhões em infraestrutura urbana dos municípios podem ser comprometidos”, afirmou o superintendente executivo do Paranacidade, Wellington Dalmaz, que participou da reunião, assim como dez deputados federais da bancada paranaense. Segundo ele, a demora da STN em analisar a capacidade de endividamento dos municípios está fazendo com que pelo menos 107 municípios do Estado deixem de receber mais de R$ 162 milhões em investimentos por meio de financiamento no Paranacidade.

São recursos já disponíveis que, em razão da legislação eleitoral, podem deixar de ser liberados. “Como 2012 é um ano eleitoral, temos um prazo máximo para concluir todos os procedimentos, pois as obras precisam ser iniciadas e ter sua primeira medição até o início de julho. Se não conseguirmos cumprir os prazos, todo nosso trabalho será prejudicado”, disse o secretário Cezar Silvestri.

A maioria dos projetos é de obras de infraestrutura, como pavimentação asfáltica, hospitais, escolas, postos de saúde e ginásio de esportes.

Participaram da reunião, além do secretário e do superintendente da Paranacidade, os deputados federais Osmar Serraglio, André Vargas, Fernando Giacobo, Reinhold Stephanes, Eduardo Schiarra, Rubens Bueno, Alex Canziani, Dilceu Sperafico, Luiz Carlos Setim, Cida Borghetti, e, representando o senador Sergio Souza, o ex-secretário do Desenvolvimento Urbano do Paraná, Wilson Lipski.

(AEN)