segunda-feira, 20 de junho de 2011

Definição da Cargill por município paranaense deve sair em julho



A definição da Cargill pelo município paranaense que irá receber a nova fábrica da empresa deve sair na primeira quinzena do mês de julho. A informação é da assessoria de imprensa da empresa, que destacou ainda que a Unidade de Negócios está avaliando todas as possibilidades que estão sendo oferecidas e que não há definições até o momento.
Porém , depois de comunicar o governo do Paraná que irá investir cerca de R$ 1,2 bilhão em uma nova fábrica, destinada ao processamento de milho, no Estado, a Cargill obteve da América Latina Logística (ALL), na última semana, a confirmação da implantação de uma nova extensão da linha férrea dentro do Pátio Desvio Ribas, em Ponta Grossa, no Paraná. A linha vai permitir a ligação do armazém da Cargill (antiga instalação da empresa Pedro Viana, na BR-376) ao Porto de Paranaguá e o transporte de milho e soja pela malha ferroviária. A extensão da linha férrea faz aumentar os rumores de que a Cargill estaria definindo pela implantação da nova fábrica entre os municípios de Ponta Grossa e Castro.

De acordo com a Cargill, o trecho irá possibilitar que sejam transportados aproximadamente 200 mil toneladas de grãos por ano. A empresa não revelou o valor do contrato, mas a ALL informou que só em obras serão investidos R$ 320 mil. "O objetivo da ampliação é viabilizar o carregamento de grãos da Cargill para o Porto de Paranaguá", informa a nota. A conclusão está prevista para julho.

No mês passado, a Cargill anunciou que escolheu o Paraná para implantar mais uma fábrica. No entanto, continua fazendo sigilo em torno do nome do município que receberá o investimento.

O que se sabe é que Ponta Grossa e Castro estão disputando a indústria, bem como Maringá, Londrina e Guarapuava. A briga para receber a unidade pode ser explicada pelo valor que será investido: R$ 1,2 bilhão. Do total, R$ 350 milhões virão da Cargill e o restante de seis empresas - chamadas satélites. Elas irão receber e enviar subprodutos do processo produtivo da Cargill.

Em nota distribuída para a imprensa, a Cargill explicou que a nova fábrica será destinada para o processamento de milho no Brasil. O material será usado na produção de soluções em amidos e adoçantes. O investimento é necessário "para acompanhar o crescimento da demanda de clientes no País, o que representará um aumento de 30% na capacidade de moagem de milho da empresa para a América do Sul", informou. A empresa anunciou ainda que a planta fabril deve entrar em operação em 2013.

Pelo projeto, a indústria pode contar ainda com uma linha dedicada a novos ingredientes, derivados de milho, alguns totalmente inovadores para o mercado brasileiro.

Em Ponta Grossa, a Cargill analisa uma proposta de compra de uma área de 2,5 milhões de metros quadrados. Trata-se de uma propriedade rural. Já, em Castro, o prefeito Moacir Fadel diz apenas que a direção da empresa visitou vários terrenos, mas não fez indicações. O último contato entre o prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, e os diretores da multinacional aconteceu há cerca de 10 dias.

Guarapuava

Em Guarapuava, apesar da grande mobilização de lideranças em prol da instalação da fábrica da Cargill no município, não há informações por parte da administração municipal sobre um contato entre Município e empresa para verificação de terrenos.

Universidade faz álcool gel com bebidas apreendidas pela Receita



Bebidas apreendidas pela Receita Federal em postos de fiscalização do Paraná estão sendo transformadas em álcool em gel, álcool para limpeza geral e álcool combustível (etanol) no laboratório de produção de biocombustíveis do Campus Cedetec da Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro), em Guarapuava, região Central do Estado. O projeto foi criado para dar um destino ecológico e socialmente correto às bebidas. A produção é de 200 litros de álcool por dia.

O Projeto Físico-químico para Recuperação de Álcool Presente em Bebidas começou em 2009. No ano passado foram embalados 5 mil frascos tipo bisnaga de álcool em gel, o que representa 2 mil quilos.

Parte do álcool em gel e para limpeza é utilizado nos departamentos administrativos das unidades da Unicentro em Guarapuava (Santa Cruz e Cedetec), Irati, Chopinzinho, Laranjeiras do Sul, Pitanga e Prudentópolis. O restante é destinado para os postos da Receita Federal no Estado. Já o álcool combustível abastece cinco veículos da universidade.

O coordenador do projeto, o professor de química da Unicentro Maico Cunha, contou que a iniciativa surgiu de um projeto-piloto que avaliou a viabilidade técnica de produção de álcool a partir das bebidas. “O álcool é separado da bebida por um processo físico-químico de destilação contínua, com o auxílio de um sistema de colunas. Os outros componentes da mistura – água e açúcares – são utilizados pelo Setor de Agronomia do campus, e as embalagens são destinadas para cooperativas de reciclagem do município”, explica.

Segundo ele, o álcool é extraído dos mais variados tipos de bebidas, como cerveja, licores, wisky, vodka, vinho. A quantidade retirada varia conforme o teor alcoólico da matéria prima, que vai de 4% a 70%, conforme a composição da bebida.

“A iniciativa é importante porque reaproveita produtos apreendidos pela Receita Federal que ficariam nos depósitos, ocupando espaço e sem uma destinação correta. A universidade cumpre o seu papel de estar a serviço da criação de novas práticas que atendam aos interesses dos organismos de governo e da sociedade civil organizada”, diz o vice-reitor da Unicentro, Aldo Nelson Bona.

“A destruição deste produto era feita em aterros e o líquido acabava contaminado o lençol freático. A partir da doação para iniciativas ambientalmente corretas como esta, minimizamos este tipo de dano e temos menos material se deteriorando nos depósitos”, disse Wilson de Souza, presidente da comissão de destruição da inspetoria da Superintendência da Receita Federal - 9º Região.