sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Piscinão ou piscininhas




Mario Eugenio Saturno

Em 2008, relatei sobre projetos que poderiam amenizar as consequências das enchentes provocados pelas grandes chuvas, aquelas que não se podem evitar... será? O mais curioso é que a capital de São Paulo tem uma lei que visa aumentar a permeabilidade do solo, reservar água nos prédios, diminuir o risco de enchentes e reservar água para fins não potáveis nos empreendimentos. Porém, nada andou. Essa lei obriga a construção de reservatório de águas pluviais nas edificações novas. Vai dar resultado daqui a cem anos...

A Alemanha instala cerca de 100 mil reservatórios pluviais por ano. Essa deveria ser a meta da Grande São Paulo, e com financiamento estadual e federal e com descontos em impostos. Creio ser possível equipar prédios e casas em prazos razoáveis, de cinco a dez anos. Inicialmente, pode ter um custo relativamente grande, já que equivale ao de uma piscina, mas não se deve esquecer que a economia de água para o consumidor e para a prefeitura é exponencial. A medida seria excelente em postos e lava-jatos. Qualquer casa pode ter também, aproveitam-se calhas e condutores e incluem-se filtros e reservatórios. A ABNT, Associação Brasileira de Normas Técnicas, publicou uma nova norma para projetos de aproveitamento de água de chuva.

Já em 2009, há dois anos, sugeri ao “poder público” que estudasse a instalação de reservatórios para coleta das águas pluviais nas calçadas e com dispositivos para infiltração no solo dessas águas de chuva excedente para a reposição do subsolo. Milhões de piscininhas.

Descobri, agora, que pesquisadores da Universidade de Taubaté (Unitau) fizeram estudos e projeto de captação das águas em telhados e recarga artificial do subsolo. Em parceria com o Instituto Geológico da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo e a Prefeitura Municipal de Taubaté, o projeto tratou da retenção do excedente hídrico, da aplicação de métodos de infiltração das águas das chuvas nos solos ou diretamente nos aqüíferos, a recarga, e que, ainda, diminui o escoamento superficial, responsável por erosão, transporte de sedimentos e assoreamentos, além de causador das enchentes em Taubaté.

O estudo liderado pelo Dr. Hélio Diniz revela que o telhado usado era bastante abaulado, construído em chapas zincadas novas, características que diminuem muito a possibilidade de conter microorganismos ou materiais tóxicos, evitando-se a contaminação dos aqüíferos onde estas águas são injetadas. Construíram o poço de extração/recarga próximo, em posição que possibilitasse o carreamento das águas por gravidade, até uma caixa conectada com o poço diminuindo-se gastos.

A viabilidade recarga artificial dos aqüíferos profundos está sendo demonstrada neste projeto, esperando acabar com o preconceito motivado pelo desconhecimento desta modalidade na preservação dos recursos hídricos subterrâneos.

Mario Eugenio Saturno é Tecnologista Sênior do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), professor universitário e congregado mariano. (mariosaturno@uol.com.br)

Inicia domingo (16) o Vestibular de Verão da Unicentro


Unicentro oferta 1273 vagas para os 36 cursos de graduação.


A Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro) realiza nos dias 16 e 17 de janeiro o Vestibular de Verão, o segundo processo seletivo de acesso aos cursos de graduação para 2011. As provas, para os 5927 candidatos, iniciam às 14h, sendo que os portões abrem às 13h30.

Durante o vestibular, o Campus Santa Cruz, em Guarapuava, receberá 1574 vestibulandos; no Cedeteg, também em Guarapuava, são esperados 980 candidatos; para o Campus de Irati, inscreveram-se 1400 estudantes; o Campus Avançado de Chopinzinho contará com 556 candidatos; Laranjeiras do Sul, 453; Pitanga, 421; e Prudentópolis receberá 543 vestibulandos.

No dia 16 de janeiro, os candidatos prestarão as provas de Língua Portuguesa, Literatura e Língua Estrangeira Moderna, além da tradicional Redação. No dia seguinte, será realizada a etapa que segue o sistema de vestibular vocacionado, com os candidatos respondendo as questões de Física, Matemática, Filosofia, Sociologia, Química, Geografia, História e Biologia, conforme o curso de inscrição.

A Diretoria de Processos Seletivos da Unicentro informa que os vestibulandos tem até 16 de janeiro para retirar o cartão de inscrição, no site: www.unicentro.br/vestibular. Os candidatos devem entregar ao fiscal de sala, no primeiro dia de provas, o requerimento de inscrição assinado, com uma foto 3X4 cm (colorida e recente) e a fotocópia da Cédula de Identidade, coladas nos campos indicados.

O Manual do Candidato, contendo as informações do Vestibular de Verão, está disponível no site www.unicentro.br/vestibular. Mais informações na Diretoria de Processos Seletivos, pelos telefones (42) 3621-1034 (Guarapuava) e (42) 3421-3069 (Irati), ou ainda pelo e-mail: vestibular@unicentro.br.


CONHEÇA O PERFIL DOS VESTIBULANDOS


A Coordenadoria de Tecnologia e Informação (Coorti), da Universidade Estadual do Centro-Oeste do Paraná (Unicentro), divulgou o perfil geral dos inscritos no segundo vestibular de 2011, o Vestibular de Verão.

Entre os dados repassados, destaca-se que os candidatos da Unicentro são, na maioria, jovens com até 20 anos. As mulheres estão inscritas em maior número. Mais de 86% dos candidatos são solteiros. Entre os motivos que levaram o estudante a prestar vestibular na Unicentro, destacam-se as opções: “por ser pública, satisfaz as condições sócio-econômicas da família” e “é a que oferece o melhor curso pretendido”. Vestibulandos oriundos de famílias com renda de até quatro salários mínimos, da área urbana e de escolas públicas, não tendo frequentado nenhum curso preparatório para o vestibular, também são maioria no processo seletivo.

Confira abaixo os principais números dos inscritos no Vestibular de Verão da Unicentro.


DADOS GERAIS

No geral, os números mostram que 1810 candidatos, pouco mais de 30,5%, possuem 17 anos ou menos e 2084 (35,16%) tem idade entre 18 e 20. Os homens somam 2552 (43,06%) inscritos e as mulheres 3375 (56,94%). A maioria, 5111 (mais de 86%) são solteiros e os oriundos da área urbana perfazem 4959 (83,67%).


VESTIBULANDOS DE 15 ESTADOS

Considerando a residência dos candidatos, a Unicentro conta com representantes de 15 estados do país: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, São Paulo e Tocantins. Levando-se em conta o local de nascimento dos inscritos, são vestibulandos de 23 estados da federação.

Os candidatos residentes no Paraná somam 5735 (mais de 96,76%), os outros estados com mais inscritos são São Paulo (65) e Santa Catarina (64).


CANDIDATOS DE ESCOLAS PÚBLICAS

Dos 5927 inscritos, 4699 (79,28%) realizaram todo o ensino médio em escolas públicas e 753 (12,71%) estudaram somente em particulares. Sobre a participação em cursos preparatórios para o vestibular, 4692 (79,16%) não frequentaram nenhum curso.

Entre os vestibulandos, 4939 (83,33%), cursaram Educação Geral no ensino médio; 672 (11,34%) realizaram curso profissionalizante; e 314 (5,3%) passaram pelo supletivo.


CONDIÇÃO ECONÔMICA

Entre os candidatos do Vestibular de Verão da Unicentro, 631 (10,65%) possuem renda familiar mensal de até um salário mínimo; 2131 (35,95%) de um a dois; 2167 (36,56%) de três a quatro salários mínimos; 857 (14,46%) de cinco a dez; 101 (1,7%) de onze a quinze; e 38 (0,64%) possuem renda familiar acima de dezesseis salários mínimos.

Já no que diz respeito a participação na vida econômica da família, 2507 (42,3%) candidatos não trabalham e possuem gastos financiados pela família ou por outras pessoas; 1546 (26,08%) trabalham, mas também recebem ajuda financeira; 805 (13,58%) trabalham e contribuem parcialmente para o sustento de outros; 844 (14,24%) trabalham e são responsáveis pelo próprio sustento; e 223 (3,76%) trabalham e são responsáveis pela família.

Dos inscritos, 3509 (59,2%) confirmaram no questionário que terão que trabalhar durante o curso superior; 1908 (32,19%) não sabem se precisarão de trabalho durante o estudo; e 508 (8,57%) afirmam que não precisarão trabalhar.


UNICENTRO: PÚBLICA E COM BONS CURSOS

Por ser pública, foi o motivo que levou 2574 (43,43%) estudantes a prestarem vestibular na Unicentro. Pela Universidade ofertar o melhor curso pretendido, motivou 1312 (22,14%) alunos a prestarem o Vestibular de Verão.

Já na escolha do curso, 3395, mais de 57%, foram influenciados pela preparação para uma profissão mais de acordo com as aptidões pessoais e 1328 (22,41%) optaram por um curso que prepara para uma profissão com bom mercado de trabalho.


CONCORRÊNCIA

No segundo vestibular de 2011, no Campus Santa Cruz, em Guarapuava, os cursos mais concorridos são Administração - noite, com 11,65 candidatos por vaga, e Ciências Contábeis - noite, com 9,95 inscritos/vaga. No Campus Cedeteg, também em Guarapuava, o curso mais procurado foi Medicina Veterinária, com 14,88 vestibulandos por vaga, seguido de Agronomia, com 10,28 candidatos/vaga. Em Irati, a maior concorrência é em Psicologia, com 10,47 inscritos/vaga, e a segunda maior procura é em Administração - noite, com 8,95. (Clique aqui para acessar a relação candidato/vaga completa)


INSCRITOS POR LOCAL DE PROVAS

Nos dias 16 e 17 de janeiro, o Campus Santa Cruz, em Guarapuava, receberá 1574 vestibulandos; no Cedeteg, também em Guarapuava, são esperados 980 candidatos; para prestar o vestibular no Campus de Irati, inscreveram-se 1400 estudantes; o Campus Avançado de Chopinzinho contará com 556 candidatos; Laranjeiras do Sul, 453; Pitanga, 421; e Prudentópolis receberá 543 vestibulandos.


ACESSIBILIDADE

O questionário sócio-educacional revelou também que 90 (1,52%) vestibulandos possuem alguma necessidade especial. Deste total, 61 candidatos declararam ser portador de deficiência visual, 21 possuem deficiência física e oito têm algum problema auditivo. A Unicentro já está preparada para prestar amplo atendimento e condições adequadas para estes candidatos durante o Vestibular de Verão e também no decorrer do curso de graduação, caso haja aprovação no processo seletivo.

Advogados se mobilizam para ajudar vítimas das chuvas no Rio de Janeiro

Advogados se mobilizam para ajudar vítimas das chuvas no Rio de Janeiro

A OAB Paraná está promovendo uma campanha de arrecadação de mantimentos para ajudar as vítimas das enchentes do Estado do Rio de Janeiro.

Toda a população pode contribuir com alimentos, água mineral, roupas, materiais de higiene, colchões, travesseiros e os objetos necessários para que as famílias atingidas possam reconstruir suas vidas.

Em Guarapuava, as doações podem ser entregues na sede da subseção, na Rua Coronel Saldanha, 1903, além das salas da OAB localizadas no Fórum, Justiça Federal e Justiça do Trabalho.
O telefone para contato é (42) 3623-3451.



Paraná faz campanha para ajudar vítimas da chuva no Rio de Janeiro



O Governo do Paraná começou nesta sexta-feira (14) a receber doações para as vítimas das chuvas no Rio de Janeiro. Todos os quartéis do Corpo de Bombeiros em 48 municípios, e também os 57 postos dos bombeiros comunitários em todo o Estado vão coletar alimentos, fraldas, colchonetes e materiais de limpeza. Em Curitiba, os oito quartéis receberão as doações nos bairros Portão, Centro, Cic, Santa Felicidade, Boqueirão, Bairro Alto e Bairro Novo.

A Defesa Civil do Paraná pede que os alimentos doados sejam não perecíveis e de consumo imediato. Entre os alimentos que podem ser doados estão enlatados, barras de cereais, leite em caixa, água e bolachas.“Deve-se ter em mente alimentos que não estraguem rapidamente e sejam de pronto consumo, porque lá existe dificuldade para as pessoas cozinharem”, explica o major Gilberto Gavlovski, chefe da divisão de Defesa Civil do Paraná.

Se for possível, a Defesa Civil pede que as doações sejam entregues em caixas ou embalagens fechadas, para impedir perdas e agilizar o transporte. Entre os produtos de limpeza que podem ser doados destacam-se pasta de dente, sabão, sabonete, absorventes femininos e água sanitária. Cobertores e colchonetes também serão aceitos. Alguns materiais não podem ser doados, como colchões, por serem de transporte difícil, e roupas, calçados e móveis já que, segundo a Secretaria de Ação Social do Rio de Janeiro, não há necessidade imediata dos mesmos.

Segundo o major Gilberto Gavlovski, o primeiro caminhão para o Rio de Janeiro deve sair neste fim de semana. “Recebemos um pedido da Cruz Vermelha e colocamos um caminhão à disposição deles , que já têm doações. Também estamos entrando em contato com as companhias aéreas e os correios para poder usar a estrutura deles”, conta.

Voluntários - A Defesa Civil também está convocando voluntários para ajudar no recebimento dos materiais. Os interessados podem ligar para o número da Defesa Civil - 413350-2607. Empresas que tenham caminhões para transporte podem ajudar, já que o volume de doações deve ser muito grande e exceder os caminhões disponíveis no Governo do Estado.

Mais 108 bombeiros militares estão prontos para atender a população



O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Teodoro Scheremeta, participou na manhã desta sexta-feira (14) da formatura de 108 bombeiros militares, em Curitiba. Eles fazem parte de um grupo de 1.750 futuros policiais militares que terão suas formaturas realizadas gradativamente a partir de agora. “Gradativamente, as cidades do Paraná terão mais policiais militares garantindo a segurança da população”, afirmou Scheremeta.

A turma concluiu o Curso de Formação de Soldados Bombeiro Militar – 2010/2011, iniciado em julho, e será distribuída no Estado, conforme a necessidade de cada região. “Com mais bombeiros militares treinados e capacitados a população fica mais tranquila, pois sabe que pode contar com um profissional com condições plenas de atendimento, principalmente no socorro público, na defesa civil e no combate ao incêndio”, afirmou o Scheremeta. A cerimônia de formatura foi realizada na sede do Corpo de Bombeiros.

Para o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Geraldo Domaneschi, a inserção destes novos bombeiros na instituição significa melhor atendimento e prestação de serviços. “Teremos um trabalho com ainda mais qualidade, além de contribuir na recuperação do efetivo. Ainda formaremos nos próximos dias mais 292 bombeiros militares que também atuarão em todo o Estado”, revela Domaneschi.

APROVAÇÃO – O primeiro lugar da turma foi a soldado Virgínia Maria Zambrin Turra. “Fiquei bem feliz e até um pouco surpresa porque nesses últimos meses todos nós trabalhamos bastante. Poderei colocar em prática tudo o que apreendi, dando o meu melhor”.

A profissão de bombeiro militar foi escolhida pelo soldado José Edenilson Severino por ser dinâmica. “É um sonho de criança que estou realizando. Agora pretendo ajudar sempre as pessoas, cumprindo meu dever, tentando melhorar minha carreira para ajudar cada vez mais”, garante o soldado.

Algumas pessoas optam pela carreira militar motivadas por suas famílias que já pertencem ou integraram a corporação, como é o caso do soldado Luis Henrique Plocharski, que também se formou nesta sexta-feira (14). “Minha família é bem grande no meio militar e me ajudou na opção de carreira. Escolhi ser bombeiro, porque salva vidas, previne e é uma profissão gratificante. Espero ser um excelente profissional”.

Também participaram da formatura comandantes de unidades da capital e região metropolitana, chefes de seções da Policia Militar, outras autoridades civis e militares, além de familiares e convidados dos formandos.

Vinicius Traiano assume a 5.ª Regional de Saúde (Guarapuava)



O secretário da Saúde, Michele Caputo Neto, nomeou nesta semana 17 novos diretores regionais da Saúde. Eles se reuniram com o secretário e com o diretor-geral, René José Moreira dos Santos, que apresentaram as principais necessidades de cada região. Os novos diretores ajudarão o secretário Caputo Neto a cumprir o Contrato de Gestão que está sendo elaborado nos primeiros seis meses de Governo e será assinado com o governador Beto Richa.

Os novos diretores vieram a Curitiba, onde tiveram um dia de trabalho e conheceram a estrutura da Secretaria da Saúde. Eles também foram recebidos individualmente pelo secretário.

Saiba quem são os novos diretores:
Vinicius Traiano, 33 anos, cirurgião-dentista, assume a 5.ª Regional de Saúde (Guarapuava) com a missão de fazer um levantamento real das principais necessidades da região. Isto inclui reuniões com todos os prefeitos da região e com o presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde “Precisamos encontrar uma alternativa para suprir a demanda deixada pelo Hospital Nossa Senhora do Belém, que fechou as portas recentemente. O secretário também se comprometeu em visitar a região nos próximos dias”. Traiano reforçou que irá garantir a aplicação de todos os programas da atenção básica.

Euvaldo Lunardelli Filho, 53 anos, médico e servidor da Secretaria da Saúde há 26 anos, assume o comando da 6.ª Regional de Saúde (União da Vitória). “Minha principal meta é aproximar a Regional de Saúde dos cidadãos e dar mais atenção aos municípios”. O principal gargalo da região é o atendimento de urgência e emergência porque a principal referência ainda é Curitiba. “Vamos fazer um levantamento da demanda para tentar equaciona-la da melhor maneira”.

O médico e servidor da Secretaria da Saúde por 21 anos, Carlos Volpato, 63 anos, assume a 7.ª Regional de Saúde (Pato Branco). A principal ação regional será o apoio aos municípios para a reestruturação da atenção básica, que é uma prioridade do Governo Beto Richa. “Vamos colocar em prática todos os programas de governo e apoiar os pequenos e médios municípios”. Segundo ele os principais gargalos da região são as cirurgias eletivas e a sobrecarga dos leitos de UTI. “Para poder solucionar esta questão primeiramente vamos fazer o diagnóstico da região”.

O professor universitário Alceu Storchi, 38 anos, assume a direção da 8.ª Regional de Saúde (Francisco Beltrão). “Estamos formando uma excelente equipe na regional e em todo o estado. Temos rumos bem definidos e com certeza vamos modificar a saúde da região Sudoeste”. Entre os desafios do novo diretor estão a reestruturação do Hospital Regional de Francisco Beltrão e a implantação do programa Mãe Paranaense.

Quem acaba de assumir a 9.ª Regional de Saúde (Foz do Iguaçu) é o cirurgião-dentista e professor universitário Odair José Silveira, 37 anos. “A dengue é a nossa principal demanda neste momento. Vamos colocar em prática o plano emergencial contra dengue e trabalhá-lo especificamente para a região de Foz do Iguaçu”. Outra dificuldade é a falta de leitos de UTI. “Será feito um novo levantamento da demanda por leitos na região e a partir disto traçaremos um plano de ação”.

A 10.ª Regional de Saúde (Cascavel) será comandada pelo médico e professor universitário Miroslau Bailak, 58 anos. Para ele os principais gargalos da região são a sobrecarga do atendimento de urgência e emergência e a demanda por leitos hospitalares. “Também vamos levantar junto aos municípios e ao Consórcio Intermunicipal de Saúde as principais demandas. Além disso, vamos implantar todos os programas da atenção primária, como, por exemplo, o Mãe Paranaense, e dar atenção especial aos servidores da Saúde”.

A enfermeira Nilma Ladeia Dias assume pela segunda vez a 11.ª Regional de Saúde (Campo Mourão), com sede em Campo Mourão. Para ela a principal demanda é o credenciamento de alguns serviços de alta complexidade que não existem na região e o fortalecimento da atenção primária com a ampliação da cobertura dos programas Saúde da Família e Saúde Bucal. “Vamos capacitar mais equipes, visando a melhoria da assistência à saúde. Também vamos trabalhar para o fortalecimento dos 25 municípios que pertencem a nossa regional e dar atenção especial aos servidores que trabalham na regional de saúde”.

O novo diretor da 12.ª Regional de Saúde (Umuarama) é Arecídio Cassiano Júnior, 60 anos, empresário e fundador do Hospital do Câncer de Umuarama. “Temos uma preocupação específica com a dengue pela condição climática da região. Por isso vamos aplicar o plano de enfrentamento contra a dengue em todos os municípios”. O novo diretor enfatizou que a falta de leitos de UTI na região implica na transferência de pacientes para a região de Londrina e Cascavel. “Vamos fazer diagnóstico completo da região para encontrar a melhor maneira de resolver este impasse”.

Será a segunda vez que a médica e servidora da Sesa há 28 anos, Djamedes Maria Garrido, comandará a 17.ª Regional de Saúde (Londrina). Ela aponta como prioridade zero a questão da dengue na região. “Vamos trabalhar em conjunto com os 21 municípios”. Outra demanda é a reestruturação da central de regulação de leitos e das portas de entrada de urgência e emergência. “Também vamos reestruturar a atenção básica com a ampliação da cobertura do programa Saúde da Família”.

O cardiologista e ex-secretário de Saúde de Cornélio Procópio, Reinaldo Lavorato assume a 18.ª Regional de Saúde (Cornélio Procópio). A grande expectativa para a região, segundo o novo diretor, é a construção do Hospital Regional de Cornélio Procópio, que solucionaria o problema da falta de leitos na região “A verba para a construção deste hospital já está garantida”. A regional também irá auxiliar na melhoria do sistema de saúde dos pequenos municípios para a realização de cirurgias eletivas e irá trabalhar para a implantação dos programas de Governo em todos os municípios.

Antonio Carlos Setti assume a 19.ª Regional de Saúde (Jacarezinho) pela quinta vez. Ele é dentista e especialista em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e funcionário da Secretaria da Saúde há 30 anos. Para ele a principal dificuldade da região é a contratação de médicos especialistas nas áreas de ortopedia e cirurgia cardiovascular. O aparecimento de casos de dengue na cidade de Jacarezinho é outra preocupação do novo diretor. “Todas as medidas estão sendo tomadas. Desde a eliminação dos criadouros através dos mutirões de limpeza e a aplicação do “Fumacê” nos bairros mais críticos até o repasse de informações para a classe médica quanto ao aparecimento de casos de dengue com complicação hemorrágica e envolvimento das equipes do programa Saúde da Família”.

Dieter Leonhard Seyboth, 63 anos, engenheiro químico com pós-graduação em administração hospitalar, assumiu a 20.ª Regional de Saúde (Toledo). Segundo ele, o atendimento de Urgência e Emergência da região deverá passar por uma reestruturação, a partir de um diagnóstico que será realizado nas próximas semanas. Além disso, a regional promoverá a integração dos municípios com o Consórcio Intermunicipal de Saúde. “Em relação a dengue a nossa primeira ação foi reunir os técnicos dos municípios em situação mais preocupante. Em breve, os profissionais da Saúde da região receberão capacitação sobre a assistência aos doentes com dengue”.

O novo diretor da 21.ª Regional de Saúde (Telêmaco Borba), Roberto Amatuzzi Franco, é farmacêutico e já foi secretário municipal de Imbaú e Ortigueira. Também foi conselheiro do Conselho Regional de Farmácia – (CRF-PR). “Primeiramente vamos criar um perfil para o Hospital Regional de Telêmaco Borba, que é um hospital novo e vai atender a demanda de mais 150 mil habitantes”. Para ele outro desafio é a consolidação da atenção básica nos municípios. “Para que o hospital cumpra o seu papel, precisamos reestruturar o fluxo de atendimentos nas unidades de saúde”. A regional também passará por uma readequação, com a reorganização da farmácia especial e do banco de sangue para que volte a realizar coletas.

A 22.ª Regional de Saúde (Ivaiporã) será comandada pela empresária e técnica em Higiene Dental (THD) e em prótese dentária, Cristiane Mendonça Papin Ferreira, 36 anos. “Vamos colocar em prática o plano diretor, além de promover um choque de gestão na regional de saúde. Também vamos fazer um levantamento das principais demandas da região”.
1.ª Regional de Saúde (Paranaguá) é comandada pela segunda vez pelo cirurgião dentista e ex-secretário municipal de saúde de Paranaguá, José Renato Pinheiro. “O trabalho na Regional de Saúde é intenso nesta época do ano em razão da temporada de verão. Já nomeamos os novos diretores dos hospitais do Litoral e de Guaraqueçaba e revimos os compromissos assumidos para reforçar a estrutura de saúde na região”. O novo diretor destaca como desafios o controle de doenças como tuberculose e Aids no litoral. “Vamos trabalhar junto aos municípios no combate a estas doenças”.

Matheos Chomatas, 50 anos, é o novo diretor da 2.ª Regional de Saúde (Metropolitana). É médico e servidor da Secretaria da Saúde há 19 anos. “Nós vamos implementar o plano de governo do Beto Richa na região que nos compete. Queremos ter uma rede de atenção a saúde organizada e eficiente, para que todos os pacientes recebam tratamento adequado de maneira rápida”. Outro compromisso é ter uma gestão mais eficiente da dispensação de remédios para a população.

Giovatan de Souza Bueno, 43 anos, é o novo diretor da 3.ª Regional de Saúde (Ponta Grossa). Ele é cirurgião dentista e ministra palestras sobre liderança e trabalho em equipe. É especialista em gestão pública municipal. “Minha primeira tarefa é estabelecer uma parceria da regional com a diretoria do Hospital Regional e com a reitoria da Universidade Estadual de Ponta Grossa para que o hospital realmente funcione”. Outra demanda do novo diretor é reestruturar a Regional de Saúde e se reunir com prefeitos e secretários municipais de saúde para ouvir as principais demanda deles.

Quem assume a 4.ª Regional de Saúde (Irati) é o cirurgião dentista João Antonio Almeida Júnior, 34 anos. Ele é especialista em gestão de saúde pública e mestrando em governo e administração pública. “A expectativa é a melhor possível”. Para ele o retorno do município de Irati ao Consórcio Intermunicipal de Saúde irá fortalecer toda a região. “Os municípios da região apresentam baixo índice de desenvolvimento humano, por isso vamos aplicar todos os programas de governo”. Almeida também vai readequar a estrutura da regional de saúde.

Os diretores da 13.ª, 14.ª, 15.ª e 16.ª regionais ainda não estão definidos.

Falta de planejamento fez chuva no Brasil matar mais que na Austrália, diz especialista da ONU


Subsecretária para Redução de Desastres aponta para falta de planos de emergência eficazes para lidar com enchentes no Brasil.


A falta de "comunicação" e de um plano de emergência fez com que as fortes chuvas na Região Serrana do Rio resultassem em uma tragédia maior do que a ocorrida no estado de Queensland, na Austrália, também submersa recentemente pelas águas. A opinião é de Margareta Wahlström, subsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

"Por causa da ocorrência de ciclones, a Austrália já tinha começado a se preparar para o imprevisível. As autoridades sabem como evacuar as áreas, e a população escuta as orientações pelo rádio", explicou à BBC Brasil.

No país da Oceania, inundações em três quartos do estado de Queensland haviam provocado pelo menos 13 mortes até a última quarta-feira. Na serra fluminense, o saldo de mortos já passa de 500.

Para Wahlström, o Brasil poderia ter evitado mortes se tivesse planos de emergência eficazes. Ela cita como exemplo iniciativas de outros países em desenvolvimento, como a Indonésia, que, "apesar de ser uma nação pobre, tem planos de evacuação diante de ameaças de terremoto e de erupção de vulcão, por exemplo".

"São iniciativas que salvam vidas", diz ela.

Monitorar as áreas de risco e montar um sistema de alerta - com a designação de um líder para orientar a população e a criação de abrigos pré-definidos para receber moradores - são medidas consideradas básicas por Wahlström para evitar mortes como as ocorridas em Teresópolis, Petrópolis e Nova Friburgo.

"As pessoas precisam saber para onde ir e como ir, qual seria o caminho mais seguro. Uma solução comum são centros comunitários preparados para receber a população", afirmou à BBC Brasil.

Wahlström tem mais de 25 anos de experiência em gestão de catástrofes e coordenou, pelas Nações Unidas, a assistência às comunidades atingidas pelo tsunami de 2004 na Ásia. Em 2010, viu de perto no Rio de Janeiro as consequências da chuva no início do ano. No mês passado, esteve em Queensland, no local que está sendo assolado pelas enchentes.

"No Brasil, ainda há muito a ser feito em termos de planejamento urbano. Os governos têm que trabalhar com a população e realmente proibir construções em áreas de risco. Muitas regulamentações existem, o problema é que nem sempre são cumpridas", disse a subsubsecretária-geral da ONU para a Redução de Riscos de Desastres.

Segundo Wahlström, os desastres naturais nos últimos dez anos provocaram prejuízos de quase US$ 1 trilhão na economia global. São perdas que poderiam ser em grande parte evitadas. Um estudo citado pela representante da ONU aponta que, para cada US$ 1 investido em prevenção, é possível economizar pelo menos US$ 7 em resgates e reconstrução.

"Não é necessário sofrer assim. Há uma escolha (a ser feita), e a escolha é planejar. O número de desastres vai continuar crescendo, e todo investimento em planejamento é um bom investimento", opinou.

Richa destaca transparência e ação fiscalizadora do Tribunal de Contas



O governador Beto Richa participou nesta quinta-feira (13) da posse do novo presidente do Tribunal de Contas, Fernando Guimarães, que ocupou o lugar deixado pelo conselheiro Hermas Brandão. Beto destacou a importância do papel fiscalizador do TC e do bom relacionamento entre Executivo e os demais poderes. “Nosso estilo é governar com transparência, portanto queremos ter a fiscalização de órgãos competentes como o Tribunal de Contas do Paraná”, afirmou.

Fernando Guimarães ressaltou seu compromisso em desenvolver uma administração voltada para o amadurecimento da consciência cidadã. “Vamos dar continuidade ao que vem sendo realizado pelas administrações anteriores, reforçando as medidas para incentivar o controle social. Para isso, iremos investir na capacitação profissional dos funcionários e nas medidas para dar total transparência às contas públicas”, assegurou.

O bom relacionamento entre governo do Estado e Tribunal de Contas foi valorizado pelo auditor fiscal Sérgio Ricardo Valadares Fonseca, em sua homenagem ao novo presidente da casa. “O governador Beto Richa terá no Tribunal de Contas do Paraná um aliado no combate à corrupção. Queremos ser parceiros no aperfeiçoamento da gestão pública”, reforçou.

A solenidade teve a presença do novo presidente do Tribunal de Contas da União, Benjamin Zymler, do presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia; do prefeito Luciano Ducci, do vice-governador Flávio Arns e de outras autoridades.