quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Brasileiros descobrem droga contra obesidade
São Paulo (AE) - Cientistas brasileiros que trabalham nos EUA descobriram uma nova classe de remédios para emagrecimento. Em vez de inibir o apetite ou diminuir a absorção de gorduras, a nova droga elimina vasos sanguíneos que alimentam o tecido adiposo. O estudo, divulgado na última edição da "Science Translational Medicine", apresentou resultados promissores em testes com primatas. Há mais de uma década, o casal brasileiro Renata Pasqualini e Wadih Arap coordena um laboratório no MD Anderson Cancer Center, ligado à Universidade do Texas em Houston (EUA). Os dois pesquisadores observaram que o sistema circulatório é mais complexo que uma rede uniforme de "encanamentos" para o sangue. A superfície dos vasos sanguíneos é diferente em cada órgão ou tecido.
"Na prática, identificamos um sistema de endereços moleculares no corpo", explica Renata, comparando o organismo humano a uma cidade. Segundo a analogia, bastaria descobrir o "CEP" correto do tecido que necessita de tratamento para desenvolver uma droga capaz de "endereçá-lo" com precisão.
No tecido adiposo, o "CEP" chama-se proibitina, uma proteína presente de forma abundante na membrana das células dos vasos sanguíneos que alimentam as células de gordura. A equipe coordenada pelos brasileiros desenvolveu uma molécula que se liga à proibitina e, ao mesmo tempo, inibe o suprimento de sangue para o tecido adiposo. Estratégia parecida já é usada no tratamento de certos tipos de câncer.
A droga, batizada de adipotídio, foi testada em camundongos em 2004 e mereceu um artigo na revista "Nature Medicine". Os animais perderam cerca de 30% do seu peso com a droga. Agora, os pesquisadores decidiram testar em modelos mais próximos aos seres humanos. Macacos também sofrem naturalmente de obesidade e, como humanos, desenvolvem diabete tipo 2 e doenças cardiovasculares. Por isso, são um ótimo modelo para testar a nova droga. "A maioria dos remédios contra obesidade que funcionam em roedores é abandonada nos testes em primatas", explica Renata. "Os experimentos com camundongos são limitados, pois seu metabolismo e sistema de controle de apetite e saciedade são diferentes dos de primatas, mesmo os humanos."
Os pesquisadores usaram macacos reso no experimento. A veterinária Kirstin Barnhart, coautora do artigo, explica que os animais obesos eram "espontaneamente" gordos. Ou seja, não receberam dieta especial. Simplesmente, como muitos humanos, evitaram exercícios físicos. Durante quatro semanas, eles receberam injeções de adipotídio. Os animais tiveram uma redução de 10% da massa corporal em um tratamento de quatro semanas. A gordura abdominal diminuiu 27%. No grupo controle, os níveis de gordura cresceram um pouco no período.
Um estudo realizado com macacos magros que também receberam a droga mostrou que eles não sofreram diminuição de peso. Ou seja, a droga age de forma seletiva no tecido adiposo, especialmente na gordura visceral. Um dos principais problemas das drogas disponíveis no mercado são os efeitos adversos, que incluem aumento no risco de enfarte ou de depressão. O adipotídio provocou um aumento no volume de urina eliminada e uma leve desidratação, sintomas de um previsível impacto na droga nos rins.
Obesidade atrapalha a respiração
Brasília (Ag. Notisa) - Estar acima do peso altera a qualidade da respiração. Segundo o artigo "Efeitos de um programa de reabilitação pulmonar sobre mecânica respiratória e qualidade de vida de mulheres obesas", publicado este ano na revista Fisioterapia em Movimento, a obesidade contribui "para alterações no fluxo ventilatório, ocasionando, em geral, distúrbios restritivos, o que em consonância a outros fatores determinantes favorece a morbidade e mortalidade".
Tais alterações podem levar aos seguintes problemas, diz o texto escrito pela fisioterapeuta Elisa Sonehara e equipe: "redução do volume de reserva expiratório (VRE), diminuição da complacência pulmonar e torácica levando a quadros de dispneia, em função do acúmulo de gordura na região abdominal, provocando a compressão diafragmática e consequentemente dificultando a movimentação da caixa torácica na inspiração".
O estudo investigou se um programa de reabilitação pulmonar era capaz de melhorar as funções respiratórias e, consequentemente, levar a um aumento da qualidade de vida de pacientes obesas. Para tanto, foi ministrado um programa de 12 semanas para 20 mulheres obesas sedentárias residentes em Natal . Ao fim do trabalho, os autores identificaram uma melhora significativa nas funções respiratórias, como na mobilidade torácica e pressão inspiratória e expiratória máxima.
Cor dos olhos já não é algo que nasce connosco
Os olhos azuis poderão deixar de ser exclusivos das pessoas que nascem com essa característica. Gregg Homer, um médico norte-americano, está a desenvolver um tratamento a laser que poderá transformar olhos castanhos em olhos azuis.
Em testes realizados no México, este médico já conseguiu mudar a cor dos olhos de 17 pessoas. O tratamento, feito à íris do olho, consiste na remoção de um pigmento - a melanina - e demora cerca de 20 segundos.
Nos primeiros tempos, os olhos deverão mesmo ficar mais escuros, mas ao cabo de três semanas o azul começa a distinguir-se.
Uma vez que a melanina não pode regenerar-se, a mudança de cor da íris é irreversível.
A empresa de Gregg Homer, Stroma Medical, pretende agora reunir cerca de 344 mil euros em investimentos para financiar mais testes clínicos, os quais a empresa estima estarem concluídos dentro de 18 meses Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/cor-dos-olhos-ja-nao-e-algo-que-nasce-connosco=f686206#ixzz1dJAe7VOQ Especialistas questionam se método é seguro "O pigmento está lá por uma razão. Se este desaparece, podem surgir problemas como demasiada claridade ou visão dupla. Pode não se conseguir controlar a intensidade da luz" refere à BBC o oftalmologista Larry Benjamin, do Hospital Stoke Mandeville, em Londres. Segundo Gregg Homer, a melanina é removida apenas da superfície do olho: "Removemos entre 33% a 50% do pigmento" esclarece, acrescentando que quem se sujeite ao tratamento será menos sensível à luminosidade do que aqueles que nasceram com olhos claros. Afirmando que ainda não registou qualquer tipo de problema com os pacientes submetidos ao tratamento laser, o médico clarifica ainda que o seu trabalho é supervisionado por um painel de oftalmologistas para garantir que tudo é feito de forma correta. A empresa Stroma Medical realizou recentemente um questionário a 2500 pessoas, 17% das quais afirmaram que realizariam o tratamento se soubessem que este era completamente seguro. Outros 35% afirmaram considerar seriamente essa hipótese. Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/cor-dos-olhos-ja-nao-e-algo-que-nasce-connosco=f686206#ixzz1dJAWKq6U
Senado aprova lei seca sem tolerância
Projeto pune quem dirigir após ingerir qualquer dose de álcool. Quem matar no trânsito pode pegar 16 anos
O Senado aprovou um projeto de lei que prevê tolerância zero para o álcool. Se for confirmado pela Câmara dos Deputados e sancionado pela presidente Dilma Rousseff, será crime conduzir veículos após consumir bebidas no Brasil. A medida estabelece punições rigorosas.
Quem provocar morte no trânsito sob efeito de álcool ou drogas psicoativas corre o risco de ser condenado de dez a 16 anos de prisão. A mudança é enorme. A atual legislação indica penas de dois a quatro anos para quem matar no trânsito, o que é considerado um homicídio culposo (sem intenção).
O projeto, de autoria do senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), é duro também com quem causar lesões gravíssimas no trânsito. O responsável deverá ficar preso de oito a 12 anos.
Aprovada nesta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, a medida altera o Código de Trânsito Brasileiro. Aquele que provocar lesões graves poderá cumprir pena de três a oito anos, e o que causar lesões leves, de um a quatro.
Caso a projeto seja sancionado, todos que forem pegos dirigindo sob a influência de bebidas correm o risco de cumprir pena de seis meses a três anos. As penas aumentam para os alcoolizados sem habilitação ou os flagrados perto de escolas, hospitais e lugares com grande concentração de pessoas. Serão punidos com rigor os que estiverem transportando menores, idosos ou gestantes.
Tolerância /A legislação em vigor tolera o consumo de até seis decigramas de álcoool por litro de sangue, o equivalente em média a duas latas de cerveja, uma dose e meia de uísque ou um copo de pinga. Com o projeto, nada será permitido. “É um avanço”, disse nesta quarta Luiz Alberto de Oliveira, coordenador de Políticas sobre Drogas do governo de São Paulo. “Vamos precisar fiscalizar.”
No lugar do teste do bafômetro, testemunha e foto
O projeto, aprovado nesta quarta no Senado, acaba com a obrigatoriedade do bafômetro para comprovar a embriaguez. A medida prevê que a prova pode ser obtida por meio de testemunhos, imagens e vídeo, além de exames clínicos e de sangue.
O senador Ricardo Ferraço não teme abusos por parte de autoridades e policiais, que forçariam falsos testemunhos. “Nós buscamos outras formas de comprovar o consumo de álcool. E o motorista também poderá apresentar pessoas para depor”, afirmou o autor do projeto.
O STF (Supremo Tribunal Federal) já havia decidido, no início do mês, que seis decigramas de álcool por litro de sangue é crime punido com prisão, mesmo que o motorista não provoque riscos a terceiros. A pena em vigor, de seis meses a três anos, também estabelece a suspensão da carteira de habilitação do infrator.
A psiquiatra Ana Cecília Marques, da Unifesp, aprovou o projeto. Ela só teme a forma como será caracterizada a pessoa sob efeito de álcool, sem o bafômetro. “Existem processos infecciosos e febris nos quais a pessoa parece estar alcoolizada”, disse.
Richa e Silvestri assinam protocolo para construção de Ginásio de Esportes
O Governador Beto Richa e o Secretário do Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, assinaram na terça-feira, 08, em Irati, um protocolo de intenções com a Prefeitura para a construção de um Ginásio de Esportes, que poderá chegar até o valor de R$ 6,1 milhões. O valor do financiamento a ser liberado dependerá do projeto que será apresentado pela administração do município.
A assinatura aconteceu durante o lançamento do programa Pró-Rural – Renda e Cidadania no Campo, em Irati. A iniciativa prevê investimentos de R$ 130,8 milhões para estimular a economia de 131 municípios localizados em oito microrregiões paranaenses que apresentam baixo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
Assinar:
Postagens (Atom)