terça-feira, 12 de março de 2019

Mãe de El Chapo ora para seu filho se entregar a Jesus “antes que seja tarde”


Enquanto o narcotraficante mexicano “El Chapo” aguarda, nos Estados Unidos, a sentença que pode levá-lo à prisão perpétua, sua mãe está no México orando continuamente para que o filho se renda a Jesus Cristo.
“Que ele, antes que seja tarde demais, se entregue ao Senhor porque já provou o mundo”, disse María Consuelo Loera Pérez, hoje com 90 anos, do alto nas montanhas de Badiraguato, um pequeno povoado rural no estado mexicano de Sinaloa, através das câmeras da Univision em 2014.
Em fevereiro, Joaquín Archivaldo Guzmán Loera, 61 anos, foi declarado culpado de todas as dez acusações que havia contra ele por um júri em Nova York. A sentença, que será lida em 25 de junho, deve levá-lo à prisão perpétua no Supermax, presídio federal de segurança máxima no estado do Colorado (EUA).
Dona Consuelo, como é conhecida pelos vizinhos, tem uma vida simples, longe dos luxos que cercavam seu filho. Sua casa é cercada por lembranças e uma televisão antiga, que ela nunca assiste. “Em vez de perder tempo assistindo TV, me dedico a estudar a Bíblia”, disse a mãe de El Chapo, que lê entre quatro e cinco capítulos diariamente.
Depois de ser batizada na Igreja Apostólica na Fé em Jesus Cristo, Dona Consuelo conta que nunca desistiu de orar pela mudança do filho. “Como mãe, estou sempre pedindo pelo bem-estar dele e, como mãe, estou sentindo o que está acontecendo com ele. Eu tenho um Deus que me ajuda e me fortalece”, destacou.
Histórico
El Chapo (apelido que significa “o baixinho” em português) foi criado com mais dez irmãos em Badiraguato. Ele foi recrutado na adolescência pelo chefe do cartel de Guadalajara, Miguel Angel Félix Gallardo, que foi preso em 1989. Em seguida, ele fundou com três sócios o cartel de Sinaloa, que cresceu de forma meteórica até se tornar o maior do mundo.
Questionada sobre uma mensagem que gostaria de deixar ao filho, Consuelo disse: “Que ele, antes que seja tarde demais, se entregue ao Senhor porque já provou o mundo, já soube o que havia no mundo. Que agora ele busque a Deus para que saiba que Deus é o único que pode protegê-lo e ajudar em todos os problemas”.
A mãe de El Chapo disse ainda que está cercada de irmãos na fé. “Eles estão orando por ele, em todas as igrejas, e sei que o Senhor move todos os corações. Deus moverá os corações para que o ajudem e logo ele seja libertado. O que é impossível para o homem, para Deus é possível”, ressaltou Consuelo.

China acusa Ocidente de utilizar cristianismo para desestabilizar governo


Uma autoridade chinesa acusou as “forças ocidentais” de utilizar o cristianismo para provocar instabilidade no país e, inclusive, “derrubar” o regime.
“As forças ocidentais antichinesas tentam perturbar a estabilidade social de nosso país e, inclusive, derrubar o poder político por meio do cristianismo”, declarou Xu Xiaohng, presidente do Movimento Patriótico protestante, que é controlado pelo Partido Comunista Chinês .
Esta associação é um dos cinco organismos estatais aos quais devem ser filiados obrigatoriamente as religiões reconhecidas na China (protestantismo, catolicismo, budismo, taoismo e islamismo), para evitar qualquer influência estrangeira.
O Partido Comunista da China (PCC) desconfia tradicionalmente de qualquer organização rival suscetível de ameaçar sua autoridade.
As religiões fazem parte destas organizações e são muito vigiadas.
“Apoiamos fortemente o país para que leve à justiça as poucas ovelhas negras que utilizam a bandeira do protestantismo para participar na subversão da segurança nacional”, declarou Xu na câmara consultiva do Parlamento chinês, que celebra sua sessão anual em Pequim.
As pequenas igrejas protestantes não declaradas, cujos integrantes se reúnem em apartamentos ou locais públicos, floresceram nos últimos anos na China. Mas, assim como o conjunto das religiões, sofrem uma crescente repressão desde a chegada à presidência de Xi Jinping em 2012.
Desde então, as forças de segurança fecharam locais de culto, detiveram líderes religiosos ou desmontaram cruzes que consideravam muito ostentosas.
O PCC acentuou desde o ano passado uma campanha para dar um tom chinês às religiões com o objetivo de erradicar qualquer influência estrangeira.
“Seguir na via de ‘chinificação’ do protestantismo é a ardente esperança do Partido e do governo. É uma decisão inevitável para o desenvolvimento saudável da igreja chinesa”, afirmou Xu Xiaohong.
“É necessário eliminar sem cessar a marca da ‘religião estrangeira” associada ao cristianismo chinês”, insistiu.
Guerra religiosa
Na semana passada, em Hong Kong, o embaixador dos Estados Unidos para a liberdade religiosa, Sam Brownback, acusou a China de desenvolver uma “guerra religiosa (…) que não pode vencer”.
“Parece que o governo chinês está em guerra com a fé. É uma guerra que eles não vão ganhar”, disse Brownback em discurso no Clube dos Correspondentes Estrangeiros em Hong Kong na última sexta-feira (8). “O Partido Comunista Chinês deve ouvir o clamor de seu povo pela liberdade religiosa”.