Foram assinados nesta quinta-feira (dia 10), em Brasília, os contratos
de concessão dos seis novos empreendimentos de transmissão – construção
de linhas e subestações – arrematados pela Copel, em parceria com outras
empresas, nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
realizados em dezembro de 2011 e março de 2012.
As obras significam aumentar em uma vez e meia as dimensões do atual
sistema de transmissão próprio da empresa, formado por quase 2 mil
quilômetros de linhas de transmissão. Com investimentos estimados pela
Aneel em R$ 3,9 bilhões, os seis projetos compreendem a construção de
2.932 quilômetros de linhas e oito subestações transformadoras nos
estados do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Maranhão, Mato
Grosso, Goiás e Minas Gerais.
A solenidade de assinatura dos contratos, válidos por 30 anos, foi
presidida pelo diretor-geral da Aneel, Nélson Hubner. A Copel foi
representada pelos diretores de Engenharia, Jorge Andriguetto Jr, e de
Geração e Transmsissão de Energia, Jaime de Oliveira Kuhn.
“Essas obras são essenciais para garantir nível adequado de
confiabilidade no suprimento futuro de eletricidade ao país e irão
conferir uma posição de extrema relevância à Copel no setor, já que ela
será responsável por operar o sistema que transportará a energia
produzida nas hidrelétricas projetadas no rio Teles Pires, entre os
estados do Mato Grosso e Pará, até os grandes centros de consumo”,
afirma o diretor de Engenharia, Jorge Andriguetto Jr. “A Copel está
seguindo exatamente no ritmo de crescimento projetado para os próximos
anos no seu Planejamento Estratégico, tanto na área de geração quanto na
de transmissão de energia”, complementa.
Para Jaime de Oliveira Kuhn, diretor de Geração e Transmissão de Energia
e de Telecomunicações, a Copel está seguindo uma trajetória de expansão
que a valoriza e fortalece como empresa e, adicionalmente, motiva todos
os seus profissionais. “A dinâmica do processo, com novos investimentos
e, agora, em escala nacional, resultará no aumento da participação
relativa da Copel no mercado brasileiro de energia elétrica, o que é
bastante relevante para o Estado do Paraná”.
MAIOR EMPREENDIMENTO - Arrematados em consórcio com a chinesa State
Grid, a maior empresa de transmissão de energia elétrica do mundo, dois
dos projetos cujos contratos de concessão foram assinados na
quinta-feira representarão, juntos, o maior empreendimento de
transmissão já realizado pela Copel: a construção dos 1.605 km de linhas
e das quatro subestações por onde passará a eletricidade produzida nas
cinco usinas a serem instaladas no rio Teles Pires até chegar à Região
Sudeste.
O sistema de transmissão irá operar na tensão de 500 mil volts e passará
por áreas dos estados do Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais. Para
executar o projeto, foram criadas duas SPEs (sociedades de propósito
específico): a Matrinchã Transmissora de Energia e a Guaraciaba
Transmissora de Energia, cada qual responsável por um lote específico de
obras, mas ambas com participação de 49% da Copel e 51% da State Grid.
Os investimentos foram estimados pela Aneel no edital de leilão em R$
2,7 bilhões, com previsão de gerar cerca de 10 mil empregos diretos. O
prazo para entrada em operação das novas instalações é de 32 meses a
contar de agora.
A Copel já é responsável pela construção da Hidrelétrica Colíder, com
300 megawatts de potência instalada, que está sendo construída no rio
Teles Pires e cujas obras se desenvolvem com pontualidade.
MAIS OBRAS - Os demais empreendimentos que tiveram contratos de
concessão assinados totalizam 1.327 km de novas linhas e quatro
subestações no Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão. O
direito de construir e operar essas instalações foi colocado em leilão
pela Aneel em dezembro de 2011, que estimou os investimentos necessários
em cerca de R$ 1,18 bilhão.
Um dos empreendimentos é composto por quatro linhas de transmissão com
798 km de extensão total, que percorrerão áreas do Rio Grande do Sul,
Santa Catarina e Paraná, mais uma subestação na cidade gaúcha de
Camaquã. A empresa que irá implantá-lo é a Transmissora Sul-Brasileira
de Energia, formada pela Eletrosul (80% de participação) e Copel (20%).
As obras devem gerar em torno de 2,6 mil empregos, conforme estimativa
da Aneel, e aumentarão a confiabilidade no atendimento ao mercado
consumidor da região metropolitana de Porto Alegre.
Outro empreendimento prevê a construção de duas linhas na tensão de 230
mil volts com 136 km de extensão total, uma entre Umuarama e Guaíra e
outra entre as subestações Cascavel Oeste e Cascavel Norte. Também está
incluída a construção de duas novas subestações: Cascavel Norte, com 300
MVA (megavolts-ampères) de potência de transformação, e Santa Quitéria,
em Curitiba, com 400 MVA. Responderá pela execução a empresa Caiuá
Transmissora de Energia, que tem como integrantes a Elecnor (com 51%) e a
Copel (49%). Tais obras virão reforçar o atendimento à região central
de Curitiba e sua Cidade Industrial, além de incrementar a capacidade de
suprimento ao Oeste paranaense. Conforme a Aneel, essas obras deverão
proporcionar a geração de 1,2 mil empregos diretos.
CAPITAL - O terceiro conjunto de novas instalações destina-se ao reforço
no sistema de transmissão de Curitiba e será executado pela empresa
Marumbi Transmissora de Energia, que reúne em parceria a Copel (com
participação de 80%) e a Eletrosul (20%). Será construída uma nova
subestação com 896 MVA de potência de transformação (que irá se chamar
Curitiba Leste) e instalada uma linha de transmissão na tensão de 525
mil volts, com 28 km de extensão, conectando-a à subestação Curitiba, de
propriedade da Eletrosul. Na previsão da Aneel, 528 novos empregos
deverão ser criados.
Por fim, a Copel passará a marcar presença agora também no Maranhão,
onde irá construir uma linha de transmissão em 500 mil volts e 365 km de
extensão, ligando as subestações de Açailândia e Miranda. Para executar
o empreendimento foi constituída a Integração Maranhense Transmissora
de Energia, empresa formada pela Copel (com 49%) e Elecnor (51%).
A linha deverá aumentar a capacidade de transmissão de energia elétrica
entre as regiões Norte e Nordeste do país, além de aumentar a
confiabilidade no suprimento à capital maranhense, São Luís. Conforme
cálculos da Aneel, 1,8 mil empregos diretos deverão ser criados para a
instalação do empreendimento.