terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Paz sem voz é medo


CONVITE
Convidamos à todas as pessoas de bem para a Manifestação em prol da Paz e da Vida que se realizará no dia 15/12/12 às 19:00hs em frente à Escola Leni Marlene Jacob, Rua Heitor Manente, 276 - Primavera. A manifestação ocorrerá por ocasião da morte brutal da aluna Jéssica Borodiak Santos, vitima trágica de bulling. Paz sem voz é medo. Vamos dar voz a Paz em nossa cidade. Vamos nos unir contra a violência e principalmente nas nossas escolas.

Desde já agradecemos sua participação, ontem foi a Jessica amanha pode ser o outro ou o seu!
PARTICIPE E DIVULGUE AOS SEUS CONTATOS

FAMILIA DA JÉSSICA

Comissão vota nesta terça projeto que proíbe pais de bater nos filhos

Texto será aprovado e seguirá para Senado, avalia presidente da comissão. Jair Bolsonaro diz vai recorrer para matéria ser apreciada em plenário.

O projeto de lei que proíbe os pais de baterem nos filhos será votado em caráter conclusivo nesta terça-feira (13), às 14h30, na Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para analisar a matéria. Se aprovada, a chamada "Lei da Palmada" irá direto para votação no Senado, a não ser que seja protocolado recurso com assinatura de 10% dos deputados para que a matéria seja apreciada em plenário.
Após a realização de uma série de audiências públicas com especialistas, a relatora da proposta na Comissão Especial, deputada Teresa Surita (PMDB-RR), apresentou substitutivo ao projeto, com pequenas alterações ao texto original.
Foi incluído artigo que prevê multa de três a 20 salários mínimos a médico, professor ou ocupante de cargo público que deixar de denunciar casos de agressão a crianças ou adolescentes.
"Educar batendo traz transtornos e consequências graves à vítima da violência para o resto da vida. Não se trata de impedir que os pais imponham limites aos filhos, mas sim que esses limites não sejam impostos por meio de agressões", disse a deputada ao G1.
Para a presidente da Comissão Especial, deputada Érika Kokay (PT-DF), a proibição de castigo corporal no âmbito familiar tornará a sociedade como um todo menos violenta. "Com a lei, as famílias vão formar pessoas mais íntegras e honestas, porque você elimina a relação do forte dominar o mais fraco. Quem é agredido aprende a resolver conflitos através da violência e a subjugar o mais fraco", defendeu.
Segundo ela, a expectativa é de que o texto seja aprovado por ampla maioria. "Não conheço ninguém que seja contra a proposta na comissão. A comissão está bem madura para oferecer à sociedade uma lei que assegure os direitos das crianças sem castigos corporais", afirmou.
Pelo projeto, crianças e adolescentes "têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger".
Para os pais ou responsáveis que agredirem as crianças, a "Lei da Palmada" prevê encaminhamento a programa oficial de proteção à família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de advertência. A criança que sofrer a agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado.
A relatora do projeto destacou que não há punições severas aos agressores, como a perda da guarda dos filhos, o que garante que a cultura de evitar "palmadas" no processo de educação da criança seja inserida progressivamente na sociedade. "O projeto não prevê interferência do Estado na família. A mudança dessa cultura vai se dar ao longo dos tempos", disse.
O deputado Bolsonaro durante discurso no plenário da Câmara  (Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara)Contrário, Jair Bolsonaro (PP-RJ) argumenta que lei
representa interferência do Estado na família.
(Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara)
Recurso
Contrário à proposta, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou ao G1 que vai protocolar recurso para que o texto precise passar por votação no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. "Eu vou entrar com recurso. Tem outros deputados contrários, principalmente da bancada evangélica", disse.
Para Bolsonaro, a palmada é instrumento "importante" dos pais na educação dos filhos. "O ser humano só respeita quando teme. Tem que botar ordem no negócio. A palmada é o último argumento, mas a criança precisa saber que pode levar", argumentou.
O deputado afirmou que a lei é uma "interferência do Estado na família". "Na ditadura militar se dizia: 'O país se constrói com homens e livros. Hoje, pelo visto, se constrói com gays, kit anti-homofobia do MEC [Ministério da Educação], e abolindo chinelos," protestou.

Editora doa 25 mil livros didáticos para o sistema penitenciário do Paraná


A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos recebeu nesta segunda-feira (12) 25 mil livros didáticos doados pela editora Base Editorial. O material será destinado à educação formal (ensinos fundamental e médio) nas 24 unidades penais do Estado, que atualmente contam com cerca de 15 mil apenados.

Durante a solenidade de doação, realizada no Departamento Penitenciário do Estado, em Curitiba, a secretária Maria Tereza Uille Gomes destacou a “simbologia histórica” da iniciativa do empresário Renato Adur, sócio-proprietário da Base. “Foi um ato de grande importância, que vai possibilitar e aprimorar conhecimentos, estimulando a cultura da paz e dizendo não à violência”, afirmou.

“Educação é uma ferramenta fundamental para mudar o quadro de analfabetismo nas prisões e pode ser a mola propulsora para que não exista reincidência, reduzindo também a desigualdade social. Temos hoje mais de 800 analfabetos nas prisões do Paraná. Mas a meta é que, até o fim da nossa gestão, tenhamos 100% dos presos estudando e trabalhando”, disse Maria Tereza.

A Secretaria da Educação coloca à disposição do sistema penal 270 professores, mas a secretária está pleiteando que mais 100 sejam cedidos para atender a população carcerária. “Não basta apenas construir novos presídios ou reformar os já existentes. Não adianta ter cárcere com ociosidade”, disse.

Renato Adur frisou que para a editora, fundada há 16 anos em Curitiba, esta é uma ação de responsabilidade social. Segundo ele, o responsável pela ideia da doação foi o presidente do Conselho Penitenciário do Paraná, Dálio Zippin, durante uma conversa informal entre ambos.

O corregedor das penitenciárias do Paraná, Joran Pinto Ribeiro, lembrou de um acontecimento que, segundo ele, ilustra a importância da educação para uma vida mais digna: “’Nunca mais vou pegar ônibus errado’, me disse um preso de mais de 65 anos, que recentemente concluiu a primeira fase do ensino fundamental numa unidade penitenciária do Estado”.

Os livros doados serão distribuídos ao Sistema Penitenciário do Estado pela Escola de Educação em Direitos Humanos da Secretaria da Justiça. A escola é responsável pelo desenvolvimento do Programa de Escolarização de Presos, executado pelos Centros Estaduais de Educação Básica de Jovens e Adultos, da Secretaria da Educação

.Mais 51 municípios terão apoio financeiro para combate à dengue


A Secretaria da Saúde incluiu mais 51 municípios do Estado na relação dos que receberão apoio financeiro do Ministério da Saúde para fortalecer o enfrentamento da dengue. Eles receberão os recursos até o fim de dezembro e vão se somar a outros 88 municípios já contemplados. A soma destinada às 139 cidades é de R$ 2,6 milhões.

O recurso poderá ser utilizado na contratação de agentes de endemias e aquisição de insumos estratégicos, veículos e equipamentos, conforme prioridade definida pelo gestor municipal. “Esses 139 municípios são os que têm risco de epidemia de dengue. Por isso, é importante que tenhamos conseguido incluir todos na lista dos que receberão essa ajuda de custo”, disse o superintendente de vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

Caberá ao Estado fiscalizar a aplicação dos recursos e garantir que a população seja beneficiada com esse aporte financeiro. “As ações prioritárias de controle da dengue devem estar focadas na eliminação dos criadouros do mosquito transmissor, porque é a forma mais eficaz de combate à doença”, alerta Sezifredo.

A secretaria estadual tem recomendado que os gestores municipais não desativem suas equipes de agentes de endemias, porque o período de férias coincide com a fase de maior proliferação do mosquito.

INSETICIDAS – A aplicação de inseticidas para controle do mosquito transmissor da dengue só é recomendada quando o trabalho de eliminação mecânica dos criadouros é insuficiente. “Essa aplicação é feita por agentes treinados, através de pulverizadores costais ou pulverizadores equipados em camionetes (UBVs pesadas ou fumacês). Tudo é feito com equipamentos de proteção individual e mediante critérios epidemiológicos, para evitar que o mosquito adquira resistência à fórmula do inseticida”, alerta o técnico Ronaldo Trevisan, do programa de combate à dengue.

Periodicamente, a Secretaria da Saúde faz testes de colinesterase para os agentes de controle de endemias. São coletadas amostras de sangue dos agentes para verificar possíveis contaminações pelos produtos utilizados no controle da dengue.

Anexa a tabela com a relação dos municípios contemplados