sábado, 20 de março de 2021

Morre Irmão Lázaro aos 54 anos, após complicações da Covid-19

 


O cantor e vereador de Salvador faleceu por causa de um quadro clínico grave de Covid-19. Ele estava há três semanas internado com a doença. 

 

O cantor e vereador de Salvador, Irmão Lázaro, faleceu aos 54 anos nesta sexta-feira (19), após um quadro clínico grave de Covid-19. Ele estava há mais de três semanas internado com a doença em Feira de Santana, a cerca de 100 km de Salvador.

A informação da morte foi anunciada por sua filha nas redes sociais. "Hoje a pessoa mais importante da minha vida se foi, o homem que eu mais amei e continuarei amando o resto da vida!", disse Marta Silva no Instagram.

 

"Ele era meu tudo e agora meu tudo se foi! Pai, fica juntinho de Deus aí que já já estaremos juntos. Eu te amo mais do posso expressar e imaginar!", acrescentou a filha do Irmão Lázaro.

Segundo os boletins médicos, ele vinha reagindo bem aos cuidados e procedimentos adotados e seguia apresentando melhoras pequenas, em uma curva de melhora na UTI. Nos últimos dias, no entanto, houve uma piora em seu quadro de saúde.

Irmão Lázaro tinha sido diagnosticado com a Covid-19 no dia 15 de fevereiro e desde então fazia o tratamento em casa. Sete dias depois, no dia 22, ele foi internado em um hospital de Feira de Santana com metade dos pulmões comprometidos.

Em 25 de fevereiro, por causa de complicações da doença, Irmão Lázaro precisou ser transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde foi intubado.

Ele seria transferido para o Hospital Aliança, em Salvador, mas os médicos preferiram suspender a transferência devido ao estado de saúde delicado.

O cantor, de 54 anos, iniciou sua carreira na música aos 18 anos de idade, com uma passagem expressiva no Olodum. Após enfrentar problemas com drogas, Lázaro se converteu ao cristianismo e passou a compor e cantar música gospel.

Depois de ingressar na carreira política, Lázaro passou pela Câmara dos Deputados, em 2014, e passou a integrar a Frente Parlamentar Evangélica. Ele foi eleito vereador de Salvador nas eleições de 15 de novembro de 2020.

Guarapuava e você ganham com a declaração de DEFIS

 


Termina no dia 31 de março, o prazo para entrega do DEFIS (Declaração de Informações Socioeconômicas e Fiscais). O DEFIS é um documento obrigatório às empresas optantes pelo regime Simples Nacional, e precisa ser entregue anualmente e é a garantia do empreendedor de estar em dia com o fisco. Na declaração devem conter  todas as informações da empresa, relativas ao ano de 2020.

 O preenchimento da declaração deve ser feito pela plataforma digital através do Portal do Simples Nacional clique aqui

 Quando fizer o acesso, é importante ter em mãos o certificado digital, código de acesso ou procuração eletrônica, no caso do preenchimento ser feito por um contador contratado, por exemplo.

 Importante lembrar que todas as apurações mensais dos períodos, a partir de março de cada ano, só poderão ser geradas a partir da entrega da DEFIS, do ano anterior.

 Para  o preenchimento do DEFIS, é necessário que o outro documento, o DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) tenha sido pago, do contrário o sistema não aceita o preenchimento e a entrega do DEFIS.

Primeiros passos do Vale do Genoma em Guarapuava

 


Na manhã desta quinta-feira(18) foi firmado em Guarapuava um termo de cooperação entre instituições governamentais e não governamentais do Vale do Genoma. O documento estabelece os primeiros passos da implantação desse ecossistema na cidade. 

 “Neste momento dramático que vivemos com a pandemia, percebemos que somente através da ciência, com pesquisas e vacinas, poderemos avançar. Este projeto representa uma esperança para a cidade, tanto na geração de emprego, como na busca pela cura de diversas doenças. É um momento histórico para Guarapuava”, destacou o prefeito Celso Góes. 


Com o Vale do Genoma, Guarapuava será pioneira no Brasil e no mundo, em criar um polo de pesquisa genômica, que apresenta soluções científicas inovadoras, a partir da união da tecnologia de ponta, inteligência artificial e expertise da comunidade acadêmica e segmentos empresariais. Além da área da saúde, o vale do genoma também vai contemplar a pesquisa nas áreas da agricultura e agropecuária. 

 

O presidente do Cilla Tech Park, Cesar Silvestri Filho, ressaltou a importância das parcerias para o desenvolvimento acelerado do Vale do Genoma. “Ter um espaço especializado e vocacionado em pesquisa genômica é inédito no mundo, e trazendo parceiros importantes com anos e anos de expertise e experiência agregados que vai nos fazer andar mais rápido, com mais segurança e errando muito menos. Tenho certeza que com essa junção teremos muito sucesso”. 

 

Os próximos passos são a criação do Conselho Curador e de toda a estrutura de operacionalização e regulação do Vale do Genoma. Além disso, será constituído um fundo de investimentos para apoiar o desenvolvimento de startups. Duas empresas já irão aportar o capital inicial para esse fundo, os grupos Repinho e Jacto. Também serão criados comitês específicos e um conselho consultivo, integrado por pesquisadores de renome nas áreas de Genômica e Inteligência Artificial na Saúde, Agricultura e Agropecuária.

  

“Vamos criar uma fábrica de startups, que chamamos de venture builder, um tipo de organização que compartilha conhecimento e estrutura para desenvolver novas empresas de forma sistemática”, explicou um dos líderes da primeira empresa do Vale do Genoma, Dennis Nakamura.

 

O Vale do Genoma é coordenado pelo Instituto de Pesquisa do Câncer (Ipec) e tem apoio do Governo do Estado, pela Superintendência geral de ciência, tecnologia e ensino superior (SETI), Fundação Araucária e com forte apoio de investimentos privados.

 

No evento estavam presentes o secretário de Desenvolvimento Econômico e Inovação, Sávio Denardi, o Superintendente geral de ciência, tecnologia e ensino superior, Aldo Bona, da Fundação Araucária de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico, Ramiro Wahrhaftig; o presidente e o conselheiro de inovação do Grupo Jacto Franklim Shunjiro Nishimura e Tsen Chung Kang; o presidente da empresa voltada para a área da saúde Sintegra Surgical do grupo Jacto, Marcos Antônio Ribeiro; representantes do Centro de Inovação no Agronegócio (Ciag), da Associação Cilla Tech Park, além do Ipec. Também estava acompanhando o evento virtualmente a deputada estadual Cristina Silvestri e outras autoridades.


domingo, 14 de março de 2021

QUEM TEM 78 ANOS COMPLETOS PODE RECEBER A VACINA CONTRA A COVID-19 NESTA SEGUNDA (15)

 


A Campanha Guarapuava Imunizada segue com a vacinação nesta segunda-feira (15). Os próximos idosos a receberem a vacina contra a Covid-19 são aqueles que têm 78 anos completos ou mais. Basta ir até a Central de Vacinação levando o aplicativo Fala Saúde com o cadastro atualizado ou um documento de identificação, o CPF e comprovante de residência.

 

O quadro de vacinadores e cadastradores foi reforçado para atender a demanda das novas faixas etárias. São professores e acadêmicos de cursos da área de saúde da Uniguairacá, Campo Real, UNICENTRO, Escola Futura e Colégio Ana Vanda Bassara. Eles assinaram um termo de compromisso e responsabilidade para participar da vacinação. As atividades terão aproveitamento curricular e darão suporte à equipe da Secretaria de Saúde durante a campanha.

 

O atendimento será das 8h às 17h na Central de Vacinação. Idosos acamados e que moram nos distritos também continuam sendo vacinados.

 

Nesta sexta-feira (12) Guarapuava alcançou 6.655 pessoas imunizadas, sendo 2792 idosos e 3.863 profissionais da área de saúde.

Como a Igreja lidou com epidemias nos séculos passados? Veja exemplos e lições



 O ano de 2020 trouxe a maior crise epidêmica das últimas décadas: a pandemia da Covid-19. O impacto foi tanto que alterou todas as áreas da vida, estabelecendo um “novo normal”. Se adaptar a esse novo contexto sombrio foi um desafio para todo mundo, inclusive para a Igreja. 

Congregações em todo o mundo tiveram que se habituar aos decretos de prevenção dos governos, investir na programação e cultos online, e dar respostas bíblicas às questões mais difíceis que angustiam o ser humano, como “por que Deus permite o sofrimento?” e “por que o justo sofre?”.

Quando crises batem à porta, temos o costume de olhar para trás em busca de respostas na história das gerações passadas, que também vivenciaram angústias como as nossas. Os cristãos sempre fizeram isto; procuramos nas vidas dos personagens bíblicos o consolo, força e conselho espiritual para nossos próprios desafios.

Em tempo de pandemia, seria sábio o Corpo de Cristo relembrar como a Igreja lidou com outras pandemias nos séculos passados, a fim de tirar lições que nos possam servir hoje.

A igreja protestante na linha de frente das pandemias

Quando olhamos para a história da Igreja durante surtos epidêmicos a vemos atuando na linha de frente, combatendo as pragas através da ajuda social e amparo espiritual.

“As igrejas, de modo geral, têm um histórico de solidariedade e de enfrentamento muito forte das pandemias. As igrejas evangélicas, sejam elas protestantes ou pentecostais, sempre tiveram uma postura muito séria em relação às crises epidêmicas”, analisa o professor de Teologia da Universidade Mackenzie, Gerson Moraes, em entrevista ao Guiame.

O professor afirma que os relatos históricos revelam como muitos pastores e ministros atuaram de forma heroica nas pandemias – muitos até mesmo se sacrificando para cumprir sua missão.

“Durante a Reforma Protestante, vamos encontrar o próprio Martinho Lutero enfrentando uma epidemia de peste negra na Europa. Ele deixa registrado em diversos momentos de sua obra como ele lida com a situação de maneira pastoral; enterra pessoas, cuida de crianças que perderam os pais”, diz Gerson e conclui: “Esse é o perfil histórico de um sacerdote protestante que lidou com esta questão”.

Encontramos relatos de cristãos lidando com crises epidêmicas desde a Igreja Primitiva até a Reforma Protestante; igrejas abrindo suas portas para servir de hospitais, irmãos cuidando de enfermos na própria casa e pastores doando suas vidas como verdadeiros mártires. Acompanhe a linha do tempo e entenda como foi a atuação da Igreja durante as principais pandemias da história.


Imagem ilustrativa de igreja servindo como hospital. (Imagem: Calvin Institute of Christian Worship)

Peste Antonina (166-189 d.C.) – Roma

A primeira grande epidemia enfrentada pela Igreja Primitiva foi a Peste Antonina, de 166 a 189 d.C., levada a Roma pelas tropas que retornavam da campanha contra os persas. A doença, provavelmente varíola, dizimou cerca de 10% da população. Em 189 d.C., a taxa de mortalidade por dia chegou a 2 mil pessoas em Roma, de acordo com o historiador romano Dio Cassio.

Segundo Glenn Sunshine, professor de História na Universidade Estadual do Centro de Connecticut, as pessoas da época já entendiam que a praga era contagiosa e, por isso, expulsavam seus doentes de casa para morrerem na rua e os ricos fugiam para suas propriedades rurais no interior.

O professor disse em artigo para a Mission Frontiers, que os cristãos permaneceram em Roma para cuidar dos vizinhos doentes, mesmo sabendo que não tinham meios de se proteger contra a doença. Os cuidados básicos de enfermagem oferecidos pela Igreja salvaram muitas vidas e contribuíram para o rápido crescimento do cristianismo.

Peste de Cipriano (249-262 d.C.) – Roma


Cristãos orando do lado de fora de uma igreja durante a Gripe Espanhola em São Francisco (EUA), em 1918. (Foto: Hulton Archive/Getty images)

No século seguinte, o mesmo fenômeno ocorreu. A Peste de Cipriano – chamada assim em homenagem a Cipriano, o bispo de Cartago que registrou a epidemia – atingiu o Império Romano drasticamente. No pico da epidemia, a praga matou 5 mil pessoas por dia em Roma. E dois terços da população de Alexandria, a segunda maior cidade do Império Romano, morreu vítima da doença.

A praga – que pode ter sido um novo surto de varíola ou uma febre hemorrágica como o ebola, segundo os especialistas – foi descrita como terrível pelo Bispo Cipriano: “Os intestinos são sacudidos por um vômito contínuo; os olhos estão em chamas com o sangue infectado; em alguns casos, os pés ou algumas partes dos membros são arrancados pelo contágio da putrefação doentia”.

Novamente os cristãos, de maneira corajosa, cuidavam dos doentes e moribundos enquanto cidades inteiras eram abandonadas na Itália. “No início da doença, [os italianos] empurraram os sofredores e fugiram de seus entes queridos, jogando-os nas estradas antes que morressem e tratando os cadáveres não enterrados como sujeira”, relatou Cipriano. 

Assim como no século passado durante a Peste Antonina, o cristianismo teve um crescimento exponencial. O sociólogo religioso Rodney Stark calcula que a população cristã em 251 d.C. era formada por cerca de 1,2 milhão no Império Romano e em 300 d.C. já eram cerca de 6 milhões de crentes, segundo informa Glen Scrivener em artigo para o The Gospel Coalition.

Rodney Stark avalia que ao cuidar dos não crentes infectados, a Igreja criou novas redes sociais, fazendo com que o Evangelho se propagasse rapidamente e convertendo muitos pagãos ao Evangelho. O sociólogo conclui que as pragas foram um importante fator para o crescimento do cristianismo no Império Romano, provando mais uma vez que o Senhor tem o seu caminho na tormenta e na tempestade.

Peste Negra (século 14) – Europa e Ásia

Do século 14 em diante, a Peste Negra assombrou a Europa matando milhões de pessoas. Em apenas cinco anos, metade da população do continente morreu vítima da doença. Nesta pandemia, a Igreja atuava na linha de frente, muitas vezes disponibilizando seus templos para servirem de hospitais improvisados, onde ministros auxiliavam como enfermeiros leigos.

Na era da Reforma Protestante, em agosto de 1527, a Peste Negra atingiu a cidade de Wittenberg na Alemanha, morada de Martinho Lutero. Muitos moradores fugiram da cidade para salvar suas vidas, Lutero foi aconselhado a fazer o mesmo, mas ele e a esposa Katharina, que estava grávida na época, decidiram permanecer para cuidar dos infectados.

Em carta de 19 de agosto de 1527, Martinho Lutero escreveu: “Estamos aqui sozinhos com os diáconos, mas Cristo está presente também, para que não estejamos sós, e Ele triunfará em nós sobre aquela velha serpente, assassina e autora do pecado, por mais que ele machuque o calcanhar de Cristo. Ore por nós e adeus”.

Segundo Michael Whiting, diretor de conteúdo da Universidade Dallas Baptist, em artigo para o site da mesma universidade, embora o reformador tivesse se recusado a fugir da praga para cuidar de doentes em sua própria casa, Lutero recomendava aos fiéis que seguissem as medidas de proteção contra a Peste Negra.

Martinho dizia que as orações de fé deveriam ser oferecidas pela misericórdia de Deus junto com as práticas responsáveis de saneamento, medicação e isolamento social para “não ser responsável pela própria morte ou de qualquer outra pessoa”. E, embora ele seguisse os conselhos médicos tanto quanto possível, dizia que “não negligenciaria seus deveres como cristão e pastor”, caso seu  vizinho precisasse dele ou alguém necessitasse de conforto quando estava doente ou morrendo, era seu dever estar presente.

E afirmava contundente: "Se fosse sua hora de morrer, Deus saberia onde encontrá-lo”.  Martinho Lutero e Katharina sobreviveram à epidemia. 


Lutero e sua esposa Katharina cuidaram de enfermos durante a Peste Negra em 1527. (Foto: Wikimedia Communs)

Cólera (1817 – até hoje)

Existente desde a Antiguidade, a primeira epidemia global de cólera aconteceu em 1817 e desde lá o vírus sofreu mutações, ocasionando novos ciclos epidêmicos de tempos em tempos.

Em 1854, um surto de cólera assombrou Londres, na época a capital mais rica do mundo com mais de 2 milhões de habitantes. Neste tempo, Charles Spurgeon, com apenas 20 anos, pastoreava a capela da New Park Street.

O príncipe dos pregadores notou que a recepção dos londrinos ao Evangelho estava maior durante a epidemia. Aqueles que antes zombavam de sua pregação, agora estavam buscando esperança em Deus.

“Se existe um momento em que a mente é sensível, é quando a morte está em alta. Lembro-me, quando vim a Londres pela primeira vez, de como as pessoas ouviam o Evangelho com ansiedade, pois a cólera estava se alastrando terrivelmente. Houve pouca zombaria então”, relatou Spurgeon.

O pregador contou a história de um homem moribundo de Londres que antes o criticava: “Aquele homem, em sua vida, costumava zombar de mim. Em linguagem forte, ele sempre me denunciou como hipócrita. No entanto, ele mal foi atingido pelos dardos da morte e buscou minha presença e conselho, sem dúvida sentindo em seu coração que eu era um servo de Deus, embora ele não se importasse em admitir isso com seus lábios”.

Glen Scrivener, evangelista da Igreja da Inglaterra, em artigo para o The Gospel Coalition, avalia que “Spurgeon viu as pragas de seus dias como uma tempestade que levou muitos a buscar refúgio em Cristo, a Rocha”.

Gripe Espanhola – (1918 a 1919)


Igreja Episcopal do Calvário em Pittsburgh servindo como hospital durante a Gripe Espanhola. (Foto: Reprodução/ Pittsburgh Post-Gazette)

No início do século 20, a Gripe Espanhola se espalhou pelo mundo todo, dizimando cerca de 50 milhões de pessoas. No Brasil, a doença matou o presidente Rodrigues Alves. A pandemia desafiou países, governos, igrejas e profissionais da saúde a lidar com uma crise generalizada em um mundo que ainda se recuperava da destruição da Primeira Guerra Mundial.

Segundo o Dr. Michael Whiting, diretor de Comunicação da Universidade Batista Dallas, nos EUA, os templos das igrejas foram fechados e os cristãos continuaram adorando a Deus em suas casas. Há relatos também de cultos ao ar livre, como registrado na cidade de São Francisco.

Muitas igrejas abriram suas portas para servir como clínicas de saúde improvisadas já que os hospitais estavam lotados. Médicos e enfermeiros cristãos se doavam para cuidar dos infectados, junto com irmãos leigos, muitos deles sacrificando a própria vida, de acordo com Whiting em artigo para o site da mesma universidade.

Conforme registros da Biblioteca Mary Baker Eddy, durante a pandemia da Gripe Espanhola, líderes protestantes, católicos e judeus discutiam sobre os decretos do governo de fechar as igrejas. Alguns acreditavam que o serviço da igreja era mais do que necessário naquele momento, defendendo que os templos ficassem abertos. Cientistas cristãos também participavam da discussão, alguns deles eram favoráveis a obedecer à ordem de contenção.

Também há relatos de igrejas brasileiras na luta contra a Gripe Espanhola, como a Igreja Presbiteriana de Curitiba. Segundo reportagem da Gazeta do Povo, durante a epidemia que atingiu a capital do Paraná entre 1918 e 1919, a igreja recebeu doentes, quando os postos de saúde se encontravam superlotados.

Juarez Marcondes Filho, pastor titular desta igreja e secretário-geral da Igreja Presbiteriana do Brasil, afirmou à Gazeta do Povo que a casa pastoral serviu de ambulatório emergencial. “Provavelmente fiéis médicos ajudaram no acolhimento. Foi algo emergencial, não oficial. Estávamos próximos ao Centro e houve um apelo”, explicou.

Pastores na linha de frente em pandemias: verdadeiros mártires 


Pastor Eduardo Lane e sua esposa Mary. O pastor presbiteriano cuidou de enfermos durante um surto de Varíola em Campinas (SP). (Foto: Reprodução/IBEL/TV Mackenzie)

Na história da Igreja, encontramos relatos de pastores batalhando na linha de frente nas pandemias. Homens corajosos que não tiveram sua vida como preciosa e cumpriram seu pastorado até o fim, muitos sacrificando a própria vida para salvar outras.

Durante a pandemia da Covid-19, a história se repete. Ministros servindo sua igreja, consolando famílias enlutadas, enterrando vítimas do coronavírus, pregando a esperança vindoura para um mundo em desespero. Infelizmente, muitos desses pastores foram promovidos aos Céus por serem infectados da Covid, morrendo como verdadeiros mártires pelo Evangelho.

Gerson Moraes, professor de Teologia da Universidade Mackenzie, lembra ao Guiame que a situação do pastor é muito delicada: “O pastorado significa se alegrar com os que se alegram e chorar com os que choram. Você tem que estar preparado espiritualmente para fazer um enterro de manhã e um casamento ao final da tarde”.

O professor cita como exemplo o testemunho do pastor presbiteriano Eduardo Lane que atuou na epidemia de Febre Amarela em Campinas, no final dos anos 1880. Na época, a cidade tinha entre 15 mil a 18 mil habitantes e a doença reduziu drasticamente a população para 5 mil moradores.

O pastor Lane, que também era médico, cuidava dos enfermos. E recusando-se a abandonar os pacientes, acabou morrendo vítima de Febre Amarela.

O papel da Igreja em tempos de pandemia


Jornal anunciando o cancelamento de cultos em São Francisco durante a Gripe Espanhola. (Foto: Reprodução/Newspapers.com)

Glenn Shunsine, professor de História na Universidade Estadual do Centro de Connecticut, em artigo para a Mission Frontiers, lembra que a maneira de amar o próximo pode ser diferente para cada período da história, visto que nas pandemias anteriores a ciência não era tão avançada e não haviam hospitais modernos e tantos profissionais qualificados.

“Amar o nosso próximo pode significar coisas diferentes em momentos diferentes”, ponderou Shunsine. “Pode significar distanciamento social para que não corramos o risco de infectá-los como Lutero sugeriu, mas também pode significar ir a áreas onde corremos o risco de contrair a doença. Se formos para essas áreas, devemos tomar todas as precauções possíveis contra a infecção, mas reconhecer com Paulo que ‘para mim, viver é Cristo e morrer é ganho’", afirmou Glenn.

O professor também destacou a importância da oração em tempos de pandemia, junto com o tratamento médico formal. Ele disse que muitos milagres foram registrados nas crises epidêmicas ao longo da história: “Não é incomum encontrar relatos de curas milagrosas em resposta à oração em epidemias em várias partes do mundo nos últimos 200 anos”.

Para o historiador, Deus continua ouvindo nossas orações em favor dos enfermos: “Deus continua a curar em resposta à oração, e seríamos tolos se não nos voltássemos para Ele em todos os nossos esforços para lidar com doenças e seu impacto em vidas e comunidades. Não devemos negligenciar a oração”.

“Se existe um momento em que a mente é sensível,
é quando a morte está em alta".
 Charles Spurgeon

Shunsine também enfatizou que a Igreja, desde o seu início, considerou a ciência como uma graça de Deus dado aos homens, incentivando que Igreja atual faça o mesmo. “Desde os primeiros séculos, os cristãos reconheceram a medicina como um bom presente de Deus e utilizaram os melhores conhecimentos médicos e tecnologias disponíveis; eles também defenderam seguir os conselhos médicos. Ao lidarmos com a Covid-19 e outras doenças, devemos seguir seu exemplo”, observou Gleen.

Segundo o teólogo Gutierres Fernandes, a Igreja tem um papel social importante em pandemias porque exerce influência sobre a vida de muitas pessoas: “Quando a Igreja segue os protocolos de segurança recomendado pelos agentes de saúde e quando promove campanhas de conscientização, a Igreja está agindo de maneira sábia”, disse ao Guiame.

Já Gerson Moraes, professor de Teologia da Universidade Mackenzie, recorda que a Igreja deve estar na linha de frente durante as calamidades, ajudando o próximo e anunciando as boas novas de salvação.

E Gerson vai além: “A Igreja deve ser a linha de frente não apenas no serviço, mas em relação ao discurso. Ela deve andar de mãos dadas com a ciência, lutando contra o engano. Não ser negacionista, não ser obscurantista, não se vender para políticos de ocasião. E manter sua mensagem eterna e eficaz, que não deve mudar ou ser vendida em hipótese nenhuma”.

terça-feira, 2 de março de 2021

Musical cristão “A Semana da Minha Vida” será lançado pela Netflix ainda esse mês

 


A disponibilidade de conteúdos cristãos em plataformas como a Netflix ainda é motivo de carência para muitos seguidores de Jesus. Em fez disso, materiais que zombam da fé já foram alvos até de ações na Justiça, como os especiais de Natal do grupo de humor esquerdista Porta dos Fundos.

Mas, aparentemente, a Netflix estaria disposta a ceder mais espaço para conteúdos cristãos. Exemplo disso é o lançamento previsto para o dia 26 desse mês do musical “A Semana da Minha Vida”, que já teve o trailer divulgado no mês passado.

Na sinopse da produção, a Netflix conta que o musical vai abordar a história de um “adolescente problemático” chamado Will Hawkins (Quinn) que tem problemas com a Justiça. Como resultado, ele terá que escolher cumprir pena em um centro de detenção ou ir a um acampamento cristão.

A partir daí, o jovem se apaixona por uma garota e a trama se desenvolve entre romance e mensagem de fé. O conteúdo, por ser musical, deverá ser repleto de músicas cristãs ao estilo jovem. A linguagem apelativa é para o público adolescente, uma demanda assídua na plataforma de streaming.

O musical cristão terá atores como Sherri Shepherd, David Koechner, Jahbril Cook, Kat Conner Sterling e Iain Tucker. O produtor Alan Powell ressaltou que a ideia foi tentar suprir a necessidade de bons conteúdos cristãos na Netflix.

“Musicais são os meus favoritos, e eu só me lembro de pensar: ‘Não sei por que não há nada na categoria gospel. Não faz nenhum sentido para mim, vendo como a música é, provavelmente e indiscutivelmente, o maior negócio dentro da cultura cristã”, disse Powell, segundo informações do Christian Post.

Para Powell, ter o seu material aprovado na maior plataforma de streaming do mundo foi motivo de muita alegria. “Este sempre foi o sonho. Fiquei muito animado quando a Netflix respondeu e disse: ‘Gostaríamos de distribuir este filme.’ Eles estão entusiasmados com isso”, disse ele.

 

Quarto lote de vacinas começa a ser aplicado em Guarapuava

 


A Campanha Guarapuava Imunizada, iniciou nesta segunda-feira (01), a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19, em idosos de 85 anos ou mais e profissionais da saúde da rede privada.

 “Nesta etapa, serão disponibilizadas 1910 doses da AstraZeneca. A aplicação nos idosos está sendo pelo sistema Drive- thru, já os profissionais da saúde são imunizados nas tendas do Centro de Vacinação, da Praça Cândido Xavier”, destacou a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde e coordenadora da Campanha, Chayane Andrade.

 Frente a este cenário de pandemia, a vacina é para muitas pessoas uma dose de esperança. A dona Prisciliana Amália Nassar, de 86 anos, garantiu o imunizante logo pela manhã. Para ela, este é um momento único. “Eu ando de bicicleta, faço ginástica e com a pandemia, só ficava em casa. Agora com a vacina estou mais animada, estava ansiosa para este momento, já me sinto outra, tudo vai dar certo”, contou emocionada.

 O momento também foi aguardado pelo enfermeiro Leandro Prado. “Pra nós, a vacina é muito importante. Eu trabalho atendendo pacientes com doenças crônicas e estamos nesta luta para ajudar a população, agora mais seguros”, afirmou. Já para a psicóloga, Mônica Adriane Barbosa, a dose tem outro significado. “Meu aniversário é nesta semana, então a vacina é um presente pra me dar mais esperança, de que as coisas comecem a melhorar”, disse.

 Para se imunizar, é necessário estar cadastrado no aplicativo Fala Saúde ou levar na tenda, um documento com foto, CPF, cartão SUS e um comprovante de residência. Conforme a Secretaria de Saúde, a previsão é que ainda nesta semana inicie a vacinação dos idosos de 80 a 84 anos, de acordo com o Plano de Vacinação.

 Mais informações sobre a vacina podem ser disponibilizadas pelo número 42 9 8425-8171, apenas para WhatsApp.

Covid-19: Fiscalização já multou 14 estabelecimentos desde o novo decreto

Com as medidas restritivas determinadas pelo decre

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Covid-19: Fiscalização já multou 14 estabelecimentos desde o novo decreto

 


Com as medidas restritivas determinadas pelo decreto 8543/2021, o trabalho da fiscalização está sendo rigoroso em Guarapuava e nos Distritos. Até esta terça-feira (02), 14 estabelecimentos foram penalizados com a multa de R$ 5 mil, pelo descumprimento das medidas. Entre eles estão, lojas de departamentos, bares e lanchonete com consumo no local, inclusive a realização de uma festa clandestina.

 “Toda a cidade e os Distritos estão sendo vistoriados! Pedimos para que os guarapuavanos estejam atentos e nos notifiquem se souberem de eventos, bares, comércio que infrinjam o decreto. Se houver dúvidas, a Prefeitura estará respondendo pelo WhatsApp no número (042) 98425-8171”, declarou o coordenador da fiscalização da Covid-19, Daniel Frahm.

 Para atuar no município, a Prefeitura Municipal conta com mais de 50 servidores nas ruas, somando dez equipes, cada uma com um fiscal habilitado. As fiscalizações também acontecem por meio das denúncias que chegam pelo canal da Ouvidoria. Até agora já foram realizadas 180 denúncias desde o novo decreto.A maior parte das reclamações são sobre estabelecimentos como conveniências, lojas, cabeleireiros, que apresentam algum tipo de irregularidade. “Em uma das abordagens, um fiscal já foi desacatado e agredido. Seguimos com as vitorias, as restrições são para o bem da saúde pública”, completou.

 A nova legislação entrou em vigor no último sábado (27), as determinações acatam ao decreto estadual que visa conter o avanço da Covid-19. Para denúncias, mande uma mensagem para o WhatsApp (042) 98403-2134, ou pelo 156, ou a Ouvidoria online,