sábado, 31 de dezembro de 2011

Cesar Filho afirma estar empolgado para 2012


Na série de entrevistas com lideranças de Guarapuava, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho (PPS), fez juntamente com seu pai, o Secretario de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvstri, uma avaliação do ano de 2011.




Cesar Filho ainda afirmou estar empolgado para 2012. Confira mais clicando no player.



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Entrevista: Secretário Cezar Silvestri e deputado Silvestri Filho falam sobre ações políticas em 2011


Confira mais na entrevista com o Secretario de Desenvolvimento Urbano do Paraná, Cezar Silvestri e o deputado estadual Cesar Silvestri Filho que fizeram um balanço das atividades políticas em 2011. Para ouvir, clique no player.




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quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Homem mantém ex-mulher refém dentro de casa desde a tarde de terça

Ex-marido armado sequestrou mulher de dentro de um ônibus, em Paranavaí.
Durante a madrugada, ele chegou a liberá-la, mas ela não quis sair da casa.
A refém e o rapaz foram casados por dois anos, mas há três meses estão separados. Eles têm uma filha de três anos. A polícia informou que o fato teria sido motivado pela vontade do ex-marido era de passar mais tempo com a filha do casal.

Na tarde de terça, o homem parou um ônibus de trabalhadores onde estava a ex-mulher e armado, fez com que ela fosse até a casa dele.



Uma equipe do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) de Curitiba, especializada em negociações de sequestro, chegou a Paranavaí na madrugada desta quarta-feira (28) para colaborar com o desenrolar da situação. O comandante regional da Polícia Militar de Maringá também se uniu ao grupo de policiais que trabalham na ocorrência.

De acordo com a polícia, o ex-marido não faz nenhum pedido, o que dificulta as negociações. Ele chegou a exigir um advogado, mas só se comunicou com ele por telefone.
Os policiais ainda não tentaram invadir o local, porque a casa em que o homem mantém a mulher refém é pequena e tem apenas uma entrada.
Às 7h45, a polícia continuava as negocioações por telefone com o rapaz.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Acidente no Paraná deixa três mortos da mesma família

Caminhonete com placas de Valinhos (SP) e caminhão bateram na PR-323.
Um homem e duas mulheres morreram; duas crianças ficaram feridas

Três pessoas da mesma família morreram em um acidente na PR-323, no trevo de acesso à Alto Piquiri, no noroeste do Paraná, por volta da 1h30 desta terça-feira (27). De acordo com informações da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um caminhão, com placas de Francisco Beltrão (PR) atingiu uma caminhonete modelo Tucson, com placas de Valinhos (SP), quando foi entrar no trevo. O motorista do caminhão não teria visto a caminhonete, segundo a polícia.
Na caminhonete estavam cinco pessoas da mesma família. Um homem de 67 anos e duas mulheres, de 40 e 30 anos, morreram. Uma menina de 11 anos e um garoto de sete anos, foram encaminhados para um hospital de Umuarama em estado grave.

Comitê Paranaense Rio+20 começa a ser formado

 
O Paraná terá um comitê para tratar da participação do Estado na Rio+20, conferência que acontecerá no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho de 2012. O Comitê Paranaense para a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 foi instituído pelo Decreto 3508, de 14 de dezembro de 2011.

Os integrantes do grupo – que será coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente, por meio do Fórum Permanente da Agenda 21 Paraná – serão indicados por diferentes segmentos sociais. Eles terão a missão de organizar, mobilizar e qualificar o estado nos principais temas da Conferência Rio+20, com ênfase na economia verde e na governança institucional para o desenvolvimento sustentável, além de estabelecer o diálogo com a comissão nacional para melhor definição da participação do Paraná na Conferência Rio+20.

Em fevereiro acontecerão no auditório da Secretaria do Meio Ambiente (Rua Desembargador Mota, 3384 – Mercês – Curitiba) reuniões com diferentes segmentos, para indicação de seus representantes no comitê. Cada segmento deverá indicar duas pessoas.



Confira as datas das reuniões:



Dia 13/02/2012:

- 9 às 12h – comunidade acadêmica

- 14h às 17h – povos indígenas



Dia 14/02/2012:

- 9 às 12h – setor empresarial

- 14h às 17h – povos e comunidades tradicionais



Dia 15/02/2012:

- 9 às 12h – trabalhadores

- 14h às 17h – organizações não governamentais



Dia 16/02/2012:

9h às 12h – movimentos sociais



Mais informações na Coordenação da Agenda 21 Paraná, com Rosana ou Alisson, fones 3304.7786/ 3304.7790 respectivamente, ou pelo e-mail agenda21parana@gmail.com

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Feriado de Natal registra 428 acidentes nas estradas do Paraná

De acordo com as polícias rodoviárias, 24 pessoas morreram.
Números são de sexta-feira (23) a meia noite de domingo (25).

Neste feriado de Natal o movimento nas estradas do Paraná foi intenso e, de sexta-feira (23) a meia noite de domingo (25), houve 428 acidentes nas estradas federais e estaduais. Segundos a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Polícia Rodoviária Estadual (PRE), 24 pessoas morreram e 344 ficaram feridas nestes três dias.
Na BR-277, que liga Curitiba ao litoral do estado, o movimento foi intenso, mas não ficou muito acima do normal neste domingo. No fim da tarde, eram 1,6 carros por hora em direção à capital e mil veículos a caminho das praias. A chuva e a neblina exigiram atenção do motorista, principalmente, na região da Serra do Mar.

Na BR 376, que liga o Paraná a Santa Catarina, a pista no sentido Joinville tinha mais veículos. Eram dois mil por hora durante a tarde e no sentido contrário, em direção a Curitiba, o tráfego foi considerado normal.
Aqueles que voltavam ou se dirigiam para o interior do estado, encontraram um trânsito mais intenso. Na BR-277, o movimento foi maior do que o normal até as 22h, na pista que faz a ligação com Curitiba. De acordo com a concessionária que administra a rodovia, 2,5 mil carros passaram pela rodovia por hora.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em 2010, foram 310 acidentes, 177 feridos e 11 mortos apenas nas estradas federais do Paraná.
Dados da Polícia Rodoviária Estadual
dia acidentes feridos morte
23/12 49 46 0
24/12 63 58 9
25/12 48 57 5
Dados da Polícia Rodoviária Federal
dia acidente feridos morte
23/12 98 36 1
24/12 88 72 6
25/12 82 75 3

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Cuidados com a ligação de água evitam desperdícios nas férias


Antes de viajar para férias ou feriados prolongados, os proprietários de imóveis devem tomar alguns cuidados com as instalações hidráulicas da casa e com a ligação de água. A Sanepar orienta seus clientes para que não esqueçam de verificar se torneiras e válvulas de descarga estão funcionando adequadamente. Outra medida preventiva e fácil é fechar o registro do cavalete de água.

“Com essas atitudes é possível evitar desperdícios e possíveis excessos de consumo”, explica o gerente regional da Sanepar em Maringá, Valteir Galdino da Nobrega. “Uma única torneira com vazamento de um milímetro de água pode desperdiçar até 60 mil litros por mês”, alerta. O registro do cavalete fechado também evita vazamento na tubulação ou na caixa de água.

Nobrega também orienta os clientes a proteger o cavalete contra ações de vândalos. “A instalação de uma caixa com grade removível, além de proteger o hidrômetro e outros componentes, dificulta o roubo e a ação de depredadores, que podem causar prejuízos financeiros e de consumo de água nos imóveis”, ressalta.

MÉDIA – Outra medida importante é facilitar a leitura do hidrômetro pelo agente comercial da empresa neste período. Se o imóvel estiver fechado e for impossível acessar o hidrômetro, o lançamento do consumo mensal poderá ser feito pela média. Pelo telefone 115, pode-se obter a data da leitura mensal.

O cliente também pode autorizar o pagamento da fatura de água via débito em conta corrente. Dessa maneira, não corre o risco de ter o fornecimento de água suspenso.

DESPERDÍCIO – Os vazamentos são grandes vilões. É fundamental observar se a válvula de descarga está funcionando perfeitamente; se não há manchas de umidade nas paredes e calçadas e também se todas as torneiras estão adequadamente vedadas.

Uma torneira que fica gotejando durante um mês representa desperdício de 2 metros cúbicos, o suficiente para atender as necessidades de uma pessoa por 14 dias. O vazamento de um filete de apenas dois milímetros consome 4.500 litros de água por dia ou 130 metros cúbicos por mês.

Para evitar desperdício, os consertos devem ser feitos assim que o cliente perceber, em qualquer época do ano. No entanto, com o imóvel fechado os problemas podem se acentuar e aumentar o valor da conta de água, em função dos vazamentos.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Paraná fecha 2011 com evolução em vários indicadores econômicos


O Paraná fecha 2011 com evolução expressiva em diversos indicadores econômicos, que destacam o Estado em relação ao restante do País. Segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o Produto Interno Bruto (PIB) estadual deverá crescer 4,1% no ano, superando a expansão estimada para a economia brasileira (3,0%). A expressiva performance econômica é confirmada pelos bons resultados da indústria, comércio, exportações e geração de empregos.

“Os dados mostram que o Paraná apresentou neste ano um crescimento econômico vigoroso, o que nos estimula a reforçar a política de apoio à produção e geração de empregos”, afirmou o governador Beto Richa. De acordo com ele, o volume de investimentos produtivos confirmados para o Estado neste ano já alcançou R$ 9 bilhões, com outros R$ 15 bilhões em negociação. “Dezenas de empresas nacionais e estrangeiras acreditaram na seriedade deste governo e optaram por investir no Paraná”, ressaltou.

Segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a produção industrial paranaense evoluiu 5,2% no acumulado de janeiro a outubro, em comparação a igual período de 2010, superando de longe a média nacional, que evoluiu apenas 0,7%. O instituto mostra também que o volume de vendas do comércio varejista do Estado apresentou alta de 8,9% nos dez primeiros meses deste ano, acima da variação de 7,3% do Brasil.

Até novembro, o Paraná gerou 157.526 empregos com carteira assinada, o que equivale a um aumento de 6,61% no estoque de vagas em relação a dezembro de 2010, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). É o melhor desempenho da região Sul e coloca o Paraná entre os quatro estados que mais geraram empregos de janeiro a novembro. Na região Sul, Santa Catarina gerou 107.324 empregos e o Rio Grande do Sul, 143.735.

No caso das exportações, foram registradas receitas da ordem de US$ 16 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2011, valor 22,3% superior ao contabilizado em idêntico período de 2010. No período, os embarques do complexo soja, por exemplo, chegaram a 11,6 milhões de toneladas. O volume é 7% superior ao registrado em 2010 e corresponde a 25% das exportações nacionais do grão, farelo e óleo.

A produção de soja avançou 9,6%, atingindo 15,4 milhões de toneladas, o que representa novo recorde estadual. O resultado não foi suficiente, contudo, para evitar a queda na produção total de grãos neste ano, que caiu 3% em razão das intensas geadas, prejudicando a produção do trigo e da 2a safra de milho.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Cesar Filho participa da entrega da Ordem Estadual do Pinheiro


No dia em que o estado do Paraná comemora 158 de emancipação política – 19 de dezembro de 2011, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho e o governador Beto Richa participaram da entrega da Ordem Estadual do Pinheiro. A mais alta condecoração do Estado foi entregue para 46 pessoas que se destacaram nas áreas de atuação, pela notoriedade do conhecimento ou por serviços relevantes prestados ao Paraná. “É o reconhecimento dos paranaenses aos profissionais que inspiram e encorajam a sociedade com suas importantíssimas contribuições para o desenvolvimento social, cultural, científico, político e econômico de nosso Estado”, comenta Cesar Filho.

A Ordem do Pinheiro é atribuída em cinco graus, Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro. Entre os homenageados este ano estavam os ministros da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, e das Comunicações, Paulo Bernardo, além dos ex-governadores Emílio Gomes, Jayme Canet Júnior, Jaime Lerner e Paulo Pimentel e o senador Aécio Neves. “A história pessoal de cada um e o respeito que todos conquistaram ao longo de suas vidas são provas incontestáveis do merecimento desta homenagem. Que o exemplo desses profissionais se multiplique por todo o Estado para que possamos seguir na construção de um Paraná pleno de liberdade, trabalho e oportunidades para todos”, conclui o governador Beto Richa.

Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri Filho

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Richa e Silvestri inauguram escola de educação especial em Campo Largo


O governador Beto Richa, o secretário do Desenvolvimento Urbano Cezar Silvestri e o prefeito Edson Basso inauguraram uma nova escola básica de educação especial no município de Campo Largo. Denominada Professora Neusa Jokimsen Barbosa, a unidade tem capacidade para atender 200 alunos com deficiências intelectuais, motoras ou sensoriais. A obra custou R$ 2 milhões e foi financiada pelo governo estadual.
A nova escola começa a funcionar em fevereiro, numa área construída de 2 mil metros quadrados, dividida em quatro blocos, onde serão atendidos alunos de 6 a 16 anos. Eles terão acompanhamento clínico de psicólogas, fisioterapeutas e de um terapeuta ocupacional. A estrutura da escola – que funcionava em sede provisória desde o ano 2000 – inclui também uma piscina. “Esta obra garante às crianças e adolescentes um atendimento de qualidade, com dignidade e respeito. Está de acordo com a intenção do governo de assegurar uma educação forte e moderna”, disse o governador, destacando ainda outros investimentos do governo em Campo Largo nas áreas de habitação, saneamento e pavimentação.
De acordo com o secretário Cezar Silvestri, a escola se destaca pelo seu diferencial e importância, em meio as demais obras financiadas pela Secretária do Desenvolvimento Urbano, através do Paranacidade. “è muito bom inalgurarmos uma obra como essa, pois sem duvida dará melhores condições para que os alunos com necessidades especiais tenham tratamento adequado, é uma obra que se destaca entre todas as financiadas pela nossa secretaria”, destacou.

ACESSIBILIDADE – Toda a estrutura da nova unidade foi projetada para garantir acessibilidade aos alunos com deficiências físicas e motoras. Paralelamente à escola irá funcionar o Centro Municipal de Atendimento Especializado, que ofertará atividades no contraturno escolar para os alunos, como sessões de fonoaudiologia e braille. O prefeito de Campo Largo, Edson Basso, explicou que o objetivo é garantir mobilidade e integração para os alunos.

Ele agradeceu a presença do governador e destacou que todos os professores da escola têm especialização em educação especial, com habilitação em deficiência. A instituição conta com seis técnicos e 34 professores. “Campo Largo inaugura hoje uma mais modernas escolas do gênero no Paraná, que irá melhorar o ensino e promover integração social. Entendemos que educação é prioridade”, disse Basso.

RICHA SANCIONA LEI QUE CRIA AGÊNCIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA


O governador Beto Richa sanciona nesta segunda-feira (19/12), às 15 horas, a lei que cria a Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A solenidade será realizada no auditório Mário Lobo, no Palácio das Araucárias, e vai contar a presença com lideranças do setor agrícola de todo o Estado.

A nova autarquia ficará vinculada à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento e vai atuar na defesa e fiscalização da produção agropecuária estadual. A agência terá patrimônio e receitas próprias, que lhe confere autonomia administrativa, técnica e financeira.

O órgão contará com quadro próprio de pessoal: são 600 cargos de fiscal de defesa agropecuária e outros 600 de assistente agropecuário que serão criados por lei. Para preencher esse quadro será realizado concurso público.

Data: segunda-feira (19/12)

Horário: 15 horas

Local: Auditório Mário Lobo – Palácio das Araucárias

sábado, 17 de dezembro de 2011

Gleisi Hoffmann assina documento que libera licitações em Curitiba

 

O financiamento das obras será possível por meio do PAC da Copa. Juntas, quatro obras previstas devem custar R$ 181 milhões.


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A ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, esteve em Curitiba na manhã deste sábado (17) para a assinatura de um documento que autoriza a abertura das licitações de quatro obras na cidade, previstas para ficarem prontas até a Copa de 2014. Dentre as obras, está um viaduto estaiado, que ficará na Avenida das Torres. Juntas, as obras custarão R$ 181 milhões.
Veja a reportagem do
ParanáTV 1ª edição, da RPC TV

O financiamento das obras será possível por meio do PAC da Copa. Além do viaduto, estão previstas uma trincheira, no Bairro Guabirotuba, a ampliação do terminal Santa Cândida e um sistema integrado para melhorar o trânsito na Capital.
De acordo com a prefeitura, as licitações deverão ser publicadas até o início da próxima semana.http://g1.globo.com/parana/noticia/2011/12/gleisi-hoffmann-assina-documento-que-libera-licitacoes-em-curitiba.html

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Cesar Filho consegue aprovação de Projeto que proíbe eutanásia de cães e gatos no Paraná‏



Nomeado novo relator do Projeto de Lei nº 873/11, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho garantiu, através de uma emenda substitutiva geral, a aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do projeto que proíbe a eutanásia de cães e gatos no Paraná. “Assumi o projeto e vi que poderíamos aproveitar o mérito da proposta, assim tomei e iniciativa de apresentar a emenda substitutiva para garantir a aprovação”, comenta Cesar Filho.

De acordo com o projeto fica proibida a eliminação da vida de cães e gatos pelos órgãos de controle de zoonoses, canis públicos e estabelecimentos oficiais, com exceção para os casos de males, doenças graves, incuráveis ou infectocontagiosas, que coloquem em risco a saúde de pessoas ou de outros animais. Além disso, ficam impedidos os antigos proprietários, responsáveis ou cuidadores a retomada dos animais recolhidos em situação aparente de maus tratos, devendo ser incluídos diretamente em programas de adoção. “Nós não podemos mais em nome da saúde pública, em nome do controle de população, termos animais eliminados no nosso Estado. Hoje a modernidade nos indica que devemos dar um tratamento humanitário nesta relação entre a sociedade e o meio urbano com os animais que convivem conosco”, explica a presidente do Movimento SOS Bicho de Proteção Animal, Tosca Zamboni.

Após ser aprovado pela CCJ, o projeto segue para votação em Plenário. “Esperamos agora que os demais deputados também acatem esse Projeto de Lei que sem dúvida coloca o Paraná em uma posição de destaque a nível nacional, sendo um Estado que respeita os seus animais e que procura dar o melhor destino aos animais que convivem conosco”, finaliza Tosca Zamboni. 



Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri Filho



Na foto: Laélia Tonhozi, vice-presidente do Movimento SOS Bicho de Proteção Animal, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho e a presidente do Movimento SOS Bicho de Proteção Animal, Tosca Zamboni.



Crédito da foto: Sandro Nascimento/ALEP


Recursos devolvidos pela Assembleia serão aplicados em áreas prioritárias


O governador Beto Richa afirmou nesta quinta-feira (15/12) que irá aplicar em saúde, segurança e assistência social os R$ 70 milhões devolvidos pela Assembleia Legislativa aos cofres do Estado. Os recursos são resultado da economia feita com a reorganização administrativa promovida pelo legislativo ao longo do ano.

Somados com outras duas parcelas de R$ 10 milhões cada, transferidas ao Estado em maio e agosto, os recursos devolvidos ao governo pela Assembleia totalizam R$ 90 milhões. Um cheque simbólico com este valor foi entregue ao governador Beto Richa pelo presidente da Casa, deputado Valdir Rossoni. “Este ato demonstra que essa Casa está afinada com o tempo de austeridade nos gastos públicos. Esse dinheiro irá melhorar a qualidade de vida dos paranaenses”, disse o governador.

Richa agradeceu o esforço dos 54 deputados estaduais e destacou a relação republicana e democrática entre os poderes Executivo e Legislativo, na promoção do interesse público. “Um momento histórico para o Paraná, que é marcado pela sintonia, diálogo e parceria entre os poderes”, afirmou Richa, lembrando que a meta inicial de economia do legislativo era de R$ 40 milhões.

Os primeiros recursos devolvidos foram destinados para a área de segurança pública - para a implantação de módulos policiais móveis -, para saúde – compra de equipamentos para hospitais próprios do Estado - e ações de caráter social.

MEDIDAS SANEADORAS - Acompanhado de outros deputados estaduais, Valdir Rossoni agradeceu o apoio do governador para as medidas saneadoras realizadas na Assembleia desde o início do ano e definiu como meta a devolução de R$ 300 milhões até o final de 2014. “Um conjunto de ações e esforços que possibilitaram esse grande repasse, que irá apoiar o governo estadual nos programas para o povo paranaense. A Assembleia Legislativa nunca mais será o que ela era”, disse o presidente.

Segundo Rossoni, a devolução dos recursos ao governo foi possível por conta de um conjunto de medidas administrativas implantadas pela Mesa Executiva, como a redução do número de funcionários, revisão de contratos e cortes da cota de combustíveis e de gratificações indevidas pagas a funcionários, entre outras.

Ele explicou que a intenção da Mesa Executiva em 2012 é informatizar todo o sistema administrativo da Casa. “Com isso, iremos reduzir mais custos”, garante ele. O presidente disse ainda que na tarde desta terça-feira será realizada uma sessão plenária para apresentação de um balanço geral da administração da Assembleia em 2011.

GOVERNADOR CONDECORA 47 PERSONALIDADES COM A ORDEM ESTADUAL DO PINHEIRO


O governador Beto Richa entrega na próxima segunda-feira (19) a Ordem Estadual do Pinheiro a 47 pessoas que se destacaram em suas áreas de atuação, pela notoriedade do saber ou por serviços relevantes prestados ao Paraná.

Mais alta comenda do Estado, a Ordem do Pinheiro é atribuída em quatro graus: Grã-Cruz, Grande Oficial, Comendador, Oficial e Cavaleiro.

Entre os homenageados este ano estão os ministros da Justiça, José Eduardo Martins Cardozo, e das Comunicações, Paulo Bernado; os ex-governadores Emílio Gomes, Jayme Canet Jr., Jaime Lerner e Paulo Pimentel e o senador Aécio Neves – que receberão o grau de Grã-Cruz.

CERIMÔNIA DE ENTREGA DA ORDEM ESTADUAL DO PINHEIRO

Data: 19/12 – segunda-feira

Hora: 10 horas

Local: em frente ao Palácio Iguaçu

ATENÇÃO: Os profissionais envolvidos na cobertura jornalística do evento deverão apresentar documento de identificação (carteira ou crachá) em que conste o nome do veículo de comunicação para o qual trabalham

Governador recebe em Brasília a Ordem do Mérito da Defesa


O governador Beto Richa recebeu nesta quinta-feira (15), em Brasília, a Ordem do Mérito da Defesa, no grau de Grã-Cruz – o mais alto entre os cinco atribuídos aos homenageados. A comenda foi entregue pelo ministro da Defesa, Celso Amorim, em solenidade no hangar da Base Aérea de Brasília, com a presença da presidente Dilma Roussef.

A Ordem do Mérito da Defesa foi instituída em 2002 para premiar personalidades civis e militares, brasileiras ou estrangeiras, que prestam serviços relevantes às Forças Armadas, militares que se destacam no exercício da profissão e, excepcionalmente, organizações militares e instituições civis, nacionais ou estrangeiras, suas bandeiras e estandartes.

Beto Richa foi homenageado pela parceria que, à frente do governo do Estado, vem promovendo com as instituições brasileiras da área de defesa. Exemplo disso é a atuação na região da tríplice fronteira, onde recentemente as Forças Armadas realizaram a Operação Ágata II, de fiscalização e combate ao tráfico, com a colaboração das polícias militar e civil do Paraná.

Para o governador, a comenda representa um reconhecimento do governo federal ao empenho do governo do Paraná para trabalhar de forma integrada, colocando em primeiro plano os interesses da sociedade. “Sinto-me honrado em receber esta comenda, que simboliza a dedicação a um trabalho integrado que vem dando certo, uma parceria madura entre os governos estadual e federal, que se estende para outras áreas além da Defesa”, disse Richa.

Também foram homenageados outros governadores, ministros, senadores e deputados federais, entre outras autoridades

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Cesar Filho participa da assinatura de convênios para construção de moradias em Guarapuava e região


O deputado estadual Cesar Silvestri Filho participou nesta quinta-feira (15) com o governador Beto Richa, o presidente da Cohapar, Mounir Chaowiche e a secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães, da assinatura de convênios com prefeitos para a construção de moradias em todo o estado do Paraná. Os investimentos, que ultrapassam R$ 392 milhões, tratam de recursos da União e do Governo do Estado e beneficiarão aproximadamente 10.200 famílias de 130 municípios, em projetos urbanos e rurais. “Não medimos esforços para garantir essa grande revolução habitacional no nosso Estado”, comenta o governador Beto Richa.



Os convênios fazem parte do Programa Morar Bem Paraná, uma nova política habitacional, que tem a missão de, nos próximos quatro anos, oferecer novas moradias para dez mil famílias e fazer outras quatro mil reformas e ampliações. Entre os municípios que receberam os recursos, Guarapuava se destaca com a construção de 500 casas com investimentos de R$ 26 milhões. Já o município de Prudentópolis vai receber três projetos habitacionais com cerca de 209 novas residências urbanas populares.



Segundo a Cohapar, na região de Guarapuava existem ainda 26 projetos em andamento, com um total de 1407 unidades habitacionais com conclusão das obras prevista para 2012. “Encontramos no interior as maiores dificuldades, por isso essas regiões precisam muito de ações fortes que possam garantir qualidade de vida para todos”, afirma Cesar Filho.



Construção de 500 casas em Guarapuava – Segundo a Cohapar, a construção das 500 moradias no Residencial 2000 em Guarapuava, já está em fase de licitação. Os recursos para estas obras foram garantidos pela Cohapar através de uma indicação legislativa junto ao órgão feita pelo deputado estadual Cesar Silvestri Filho. “Estamos fazendo tudo o que está ao nosso alcance para beneficiar diretamente a comunidade guarapuavana. Sabemos quais são as necessidades e as prioridades da comunidade e isso contribui para as nossas reivindicações junto ao governo do Estado”, comenta o deputado Cesar Filho, que ainda lembra que há pelo menos 10 anos Guarapuava não recebia nenhum investimento no setor habitacional. “Agora, com o Governo Beto Richa, vamos voltar a investir neste setor e reduzir esse déficit habitacional que infelizmente atinge tantas famílias guarapuavanas”.



Segundo o gerente regional da Cohapar, Edony Kluber, as obras devem começar no início de janeiro e o cronograma prevê seis meses para a entrega das casas. Após a licitação, a Cohapar vai receber as normativas de cadastramento para as famílias que vão ocupar esses imóveis. “Acredito que até o final de dezembro ou começo de janeiro já estaremos com as inscrições abertas para as famílias que queiram participar deste programa”, explica o gerente regional.



Ruas pavimentadas – Nos municípios com mais de 50 mil habitantes, como é o caso de Guarapuava, a Caixa Econômica Federal só libera o financiamento para a construção das casas se houver um projeto de pavimentação onde será a obra. Assim, em uma parceria com o Governo Estadual, a pavimentação do Residencial 2000 foi garantida. “Agradecemos o apoio do deputado estadual Cesar Silvestri Filho e do Secretário de Desenvolvimento Urbano, Cezar Silvestri, que viabilizaram a parceria com o Governo Estadual para garantir a pavimentação do perímetro onde serão construídas estas 500 moradias”, comenta Edony Kluber, gerente regional da Cohapar.



Fundo de Arrendamento Residencial (FAR) - A secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães também assinou com o governador Beto Richa a adesão do Paraná ao Fundo de Arrendamento Residencial (FAR), um programa do Governo Federal que atende famílias de 0 a 3 salários mínimos e é altamente subsidiado, ou seja, as prestações das casas vão variar de R$ 50,00 a R$ 150,00 por mês e o prazo para quitar o financiamento é de 10 anos. “Esse programa vem para ajudar as famílias que realmente precisam de uma casa e não têm condições de comprar ou financiar”, garante Cesar Filho.



Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri Filho


Índice de homicídios no PR triplica nas últimas três décadas, diz estudo

mortes estados estudo homicídios (Foto: Reprodução)Desde 2004, índice registrado no estado é maior que a média nacional. Governo do estado prevê redução significativa nos números em 2011.
 
 
O índice de homicídios no Paraná mais que triplicou nas últimas três décadas, de acordo com o Mapa da Violência 2012. O estudo foi elaborado com base em informações do Ministério da Justiça e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde. Em 1980, o estado teve um índice de 10,8 mortes para cada 100 mil habitantes. Em 2010, esse número chegou a 34,4 homicídios para cada 100 mil habitantes. A pesquisa foi divulgada nesta quarta-feira (14). Segundo os dados do estudo, o Paraná teve a nona maior taxa de homicídios registrados para cada 100 mil habitantes em 2010. Em 2000, o estado ocupava a 16ª colocação, dentre as 27 unidades federativas. (baixe a íntegra do estudo em PDF, em arquivo de 7 MB).
Paraná era o 16º no ranking em 2000, mas subiu para o nono lugar em 2010 (Foto: Reprodução)
O estudo também mostra que até 1992, o crescimento do índice no Paraná era menor que a média nacional. Entre 1980 e 1992, o número de homicídios no Brasil cresceu 63,3%, enquanto no Paraná esse número se manteve em 18,7%.
Já no período entre 1992 e 2000, o aumento do índice foi superior à média nacional. Em todo o país, a taxa de homicídios cresceu 39,9%. No Paraná, o crescimento chegou a 44,6%. Nesse mesmo período, a Região Metropolitana de Curitiba viu esse índice crescer 77,7%.
O Mapa da Violência aponta que em 2004, o índice paranaense superou a média nacional pela primeira vez. De lá para cá, isso acabou se tornando uma tendência. Entre 2004 e 2010, o índice estadual sempre ficou acima da média registrada no país.
ranking mortes capitais estudo homicídios (Foto: Reprodução)Crescimento do índice da Capital ajudou a impulsionar números do estado (Foto: Reprodução)
Redução
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), 2011 deverá fechar com uma redução de 7,7% no número de homicídios. Uma projeção feita pelo governo indica que a taxa de homicídios neste ano deverá ser de 27,7 para cada 100 mil habitantes.
O governo também anunciou na terça-feira (13), algumas medidas para reduzir os índices de criminalidade no estado. Dentre as ações previstas pelo governo estão a contratação de mais policiais, construção de novas unidades para as polícias e aquisição de novas viaturas.

Richa autoriza pagamento do décimo terceiro do Estado no dia 16


O governador Beto Richa liberou o pagamento do décimo terceiro salário dos servidores públicos estaduais ativos, aposentados e dos pensionistas para a próxima sexta-feira (16). A medida vai injetar cerca de R$ 950 milhões na economia do Estado. O mesmo valor será depositado no dia 28, quando será pago o salário do mês de dezembro do funcionalismo.

“A folha salarial é o maior compromisso financeiro do Estado e assegurar o pagamento do décimo terceiro salário antes de 20 de dezembro, para facilitar as compras de fim de ano, é uma forma de demonstrar nosso respeito e valorizar o trabalho que os servidores prestam à população”, afirmou o governador.

O secretário da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, informou que, apesar das dificuldades financeiras e orçamentárias encontradas em janeiro, o governo fez uma poupança mensal ao longo do ano para garantir o pagamento do décimo terceiro salário sem necessidade de recorrer a outras fontes ou empréstimos.

Segundo Hauly, as medidas de austeridade adotadas pelo Comitê Gestor e pelo conjunto das secretarias, reduzindo despesas e revendo contratos, foram fundamentais para obter a economia necessária. “O Estado é dinâmico e o novo governo deu um ritmo adequado à estrutura administrativa, de forma que agora a Fazenda pode tranqüilizar a todos com a condição de cumprir o orçamento previsto”, disse Hauly.

De acordo com o secretário, de janeiro a dezembro de 2011, a despesa média mensal com a folha salarial dos servidores foi de R$ 951 milhões, o que dá uma soma de R$ 12,371 bilhões — valor 14,5% superior aos R$ 10,8 bilhões de 2010. Nesta conta estão 181 mil servidores ativos do Poder Executivo e órgãos da administração direta e autárquica, e 82 mil aposentados e pensionistas.

Para o secretário da Administração e Previdência, Luiz Eduardo Sebastiani, o diálogo permanente, a proximidade e o respeito que o governo mantém com servidores e com suas representações sindicais, permitiu a conscientização de todos a respeito dos limites existentes quanto à responsabilidade fiscal. “Neste ano, o governo cumpriu o reajuste dos salários e dos adicionais em uma etapa única para todos os servidores, na database, o que é um avanço reconhecido pelas categorias”, disse Sebastiani.

Ele destacou os avanços salariais e aumentos gerais concedidos aos servidores em 2011, em especial na área de educação, as promoções de carreiras, além de novos concursos públicos e das contratações feitas para áreas como segurança pública e saúde

Copel anuncia maior programa de investimentos de sua história


Com recursos de R$ 2,25 bilhões, a Copel pretende realizar em 2012 o maior programa de investimentos de sua história. O valor, já aprovado pelo Conselho de Administração da companhia, não contempla eventuais aquisições ou novas obras conquistadas em leilões promovidos pela Aneel, nem outros investimentos realizados pelas empresas coligadas e controladas.

“Nossa preocupação básica é melhorar a qualidade do atendimento prestado à população paranaense, expandindo e modernizando os sistemas elétrico e de telecomunicações. O objetivo é que o Paraná continue tendo nos serviços da Copel um diferencial competitivo em seus programas de desenvolvimento”, diz o presidente da empresa, Lindolfo Zimmer.

Quase metade dos investimentos programados para o próximo ano (R$ 1,1 bilhão) será destinada à execução de obras para a melhoria, modernização, ampliação e reforço do sistema de distribuição de energia elétrica – atividade que responde diretamente pela qualidade dos serviços prestados aos consumidores. O projeto inclui novas subestações, linhas e redes de energia que reforçarão a capacidade de atendimento do sistema operado pela Copel, que serve a quase 4 milhões de unidades consumidoras e a cada ano incorpora, em média, cerca de 100 mil novas ligações.

Em novas obras de geração e transmissão de energia elétrica, incluindo cinco grandes projetos já em andamento, a Copel planeja investir R$ 1,07 bilhão. Na usina Colíder, em construção no norte do Mato Grosso, serão aplicados R$ 562,4 milhões. Para a usina Mauá, em fase final de obras no Rio Tibagi, estão reservados R$ 89,1 milhões. E para as obras da pequena central hidrelétrica Cavernoso 2, no município paranaense de Virmond, serão destinados R$ 50,6 milhões.

Na área de transmissão de energia elétrica, a companhia deve destinar R$ 147,3 milhões para as duas obras de construção que executa no interior de São Paulo: R$ 108 milhões na linha de transmissão conectando as subestações Araraquara 2 e Taubaté e R$ 39,3 milhões na construção da subestação Cerquilho 3. Para outros empreendimentos de transmissão previstos dentro do Paraná, a Copel está reservando R$ 220,5 milhões.

A ampliação do sistema de telecomunicações da empresa, cuja rede de fibras ópticas vai abranger todos os 399 municípios paranaenses até o final de 2012, deverá demandar investimentos de R$ 82,5 milhões

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

No dia 20 de dezembro Cohapar abre licitação para a construção de 500 casas para o Residencial 2000


O Gerente Regional da Cohapar, Edony Kluber em entrevista a Central Cultura de  Guarapuava fala  sobre a Cohapar que abre licitação para a construção de 500 casas para o Residencial 2000. Uma parceria entre a comunidade, o dep. Cesar Silvestri Filho e Governo Beto Richa.

Ouça entrevista:

http://www.centralcultura.com.br/noticia.asp?id=14702

Programa da Sanepar vai disputar prêmio da ONU


A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) conquistou a oportunidade de participar do Prêmio da ONU promovido pelo Best Pratices and Local Leadrships Programme, em Dubai, ao ser premiada na VII edição do Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local. A divulgação e premiação foram na noite de segunda-feira (12) em Brasília. A avaliação das experiências em Dubai será realizada no próximo ano.

A Sanepar foi premiada pelas práticas do Programa Se Ligue na Rede, na categoria Trabalho Social no PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O Se Ligue na Rede abrange as experiências de trabalho social desenvolvidas dentro do programa do governo federal, que busca contribuir para a urbanização, regularização, integração dos assentamentos precários e melhoria das condições de vida da população.

Na cerimônia em Brasília, a empresa foi representada pelo diretor de Investimento, João Martinho Cleto Reis Junior; pelo coordenador de Planejamento e Desenvolvimento Ambiental, Adauto Correia; pela gestora socioambiental Lenize Santana e pela assistente social Ana Izabel do Nascimento.

A Sanepar participou de duas edições anteriores do Prêmio da Caixa. Na edição 2007/2008 a empresa ficou entre as 30 melhores práticas do Brasil. Em 2009/2010 recebeu o prêmio com as práticas socioambientais desenvolvidas na comunidade Zumbi dos Palmares, que também concorreu ao Prêmio da ONU em Dubai.

SE LIGUE NA REDE – O programa reconhecido pelo Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local é implantado em todos os 345 municípios operados pela empresa. “A premiação da Caixa é um reconhecimento à metodologia do trabalho criada e desenvolvida pela Sanepar, para atender as exigências legais dos órgãos de financiamento quanto à atuação socioambeintal nos empreendimentos de saneamento”, diz Adauto Correa.

O programa se inspira nos eixos da sustentabilidade que representa uma abordagem inovadora de se fazer investimento, “uma vez que visa sustentar a viabilidade econômica financeira dos empreendimentos de saneamento ambiental com uma abordagem socioambiental”.

Antes de serem iniciadas as obras do sistema de coleta e tratamento do esgoto doméstico são feitas reuniões com as lideranças comunitárias e com os moradores, que são informados entre outros sobre o cronograma da obra e os benefícios para as pessoas e para o meio ambiente. Eles também são orientados sobre a necessidade de aguardar a liberação da obra para iniciar a interligação entre o imóvel e a rede pública. Após receber a autorização, o morador faz a interligação e aguarda a vistoria. Caso o serviço tenha sido executado dentro das normas técnicas, a interligação é liberada. Do contrário, o morador é orientado a corrigir as irregularidades e aguardar nova vistoria.

Pela metodologia, a atuação junto às comunidades possibilita o trabalho integrado entre as áreas de engenharia e as equipes de educação socioambiental, promovendo melhora da qualidade ambiental e de vida da população, pelo uso adequado dos recursos públicos e pela perenização dos investimentos realizados.

O PRÊMIO – O Prêmio Caixa Melhores Práticas em Gestão Local foi instituído em 1999 e tem por objetivo identificar, documentar e estimular a reaplicação de práticas inclusivas, inovadoras e sustentáveis resultantes do trabalho integrado e que envolvam programas governamentais federais voltados para a melhoria da qualidade de vida nos assentamentos humanos brasileiros.

Neste ano foram premiadas as 20 melhores práticas na categoria Trabalho Social no PAC e 10 nos temas Habitação; Gestão Ambiental e Saneamento; Desenvolvimento Local e Inclusão Social e Gestão Municipa

Richa recebe comitiva da União de Combate ao Câncer


O governador Beto Richa recebeu nesta terça-feira (13) representantes da União Oeste Paranaense de Estudos e Combate ao Câncer (Uopeccan), de Umuarama, no Noroeste do Estado. O grupo agradeceu o apoio do governador para a construção do hospital da instituição, que vai atender pacientes de 32 municípios da região, onde vivem cerca de 800 mil pessoas. “O governador reconheceu a importância dessa obra para a região. A unidade vai prestar atendimento de baixa e média complexidade no setor de oncologia”, comentou o presidente da (Uopeccan), Ciro Antônio Kreuz.

Segundo ele, o início de funcionamento da unidade está previsto para 2013. “As instalações começam a receber os equipamentos no segundo semestre de 2012 e no ano seguinte começamos a atender os pacientes”, informou.

O governador destacou a importância do hospital no combate ao câncer. “Estamos unidos em prol da saúde”, disse

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Paz sem voz é medo


CONVITE
Convidamos à todas as pessoas de bem para a Manifestação em prol da Paz e da Vida que se realizará no dia 15/12/12 às 19:00hs em frente à Escola Leni Marlene Jacob, Rua Heitor Manente, 276 - Primavera. A manifestação ocorrerá por ocasião da morte brutal da aluna Jéssica Borodiak Santos, vitima trágica de bulling. Paz sem voz é medo. Vamos dar voz a Paz em nossa cidade. Vamos nos unir contra a violência e principalmente nas nossas escolas.

Desde já agradecemos sua participação, ontem foi a Jessica amanha pode ser o outro ou o seu!
PARTICIPE E DIVULGUE AOS SEUS CONTATOS

FAMILIA DA JÉSSICA

Comissão vota nesta terça projeto que proíbe pais de bater nos filhos

Texto será aprovado e seguirá para Senado, avalia presidente da comissão. Jair Bolsonaro diz vai recorrer para matéria ser apreciada em plenário.

O projeto de lei que proíbe os pais de baterem nos filhos será votado em caráter conclusivo nesta terça-feira (13), às 14h30, na Comissão Especial criada na Câmara dos Deputados para analisar a matéria. Se aprovada, a chamada "Lei da Palmada" irá direto para votação no Senado, a não ser que seja protocolado recurso com assinatura de 10% dos deputados para que a matéria seja apreciada em plenário.
Após a realização de uma série de audiências públicas com especialistas, a relatora da proposta na Comissão Especial, deputada Teresa Surita (PMDB-RR), apresentou substitutivo ao projeto, com pequenas alterações ao texto original.
Foi incluído artigo que prevê multa de três a 20 salários mínimos a médico, professor ou ocupante de cargo público que deixar de denunciar casos de agressão a crianças ou adolescentes.
"Educar batendo traz transtornos e consequências graves à vítima da violência para o resto da vida. Não se trata de impedir que os pais imponham limites aos filhos, mas sim que esses limites não sejam impostos por meio de agressões", disse a deputada ao G1.
Para a presidente da Comissão Especial, deputada Érika Kokay (PT-DF), a proibição de castigo corporal no âmbito familiar tornará a sociedade como um todo menos violenta. "Com a lei, as famílias vão formar pessoas mais íntegras e honestas, porque você elimina a relação do forte dominar o mais fraco. Quem é agredido aprende a resolver conflitos através da violência e a subjugar o mais fraco", defendeu.
Segundo ela, a expectativa é de que o texto seja aprovado por ampla maioria. "Não conheço ninguém que seja contra a proposta na comissão. A comissão está bem madura para oferecer à sociedade uma lei que assegure os direitos das crianças sem castigos corporais", afirmou.
Pelo projeto, crianças e adolescentes "têm o direito de serem educados e cuidados sem o uso de castigo corporal ou de tratamento cruel ou degradante, como formas de correção, disciplina, educação ou qualquer outro pretexto, pelos pais, pelos integrantes da família ampliada, pelos responsáveis, pelos agentes públicos executores de medidas socioeducativas ou por qualquer pessoa encarregada de cuidar, tratar, educar ou proteger".
Para os pais ou responsáveis que agredirem as crianças, a "Lei da Palmada" prevê encaminhamento a programa oficial de proteção à família e a cursos de orientação, tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de advertência. A criança que sofrer a agressão deverá ser encaminhada a tratamento especializado.
A relatora do projeto destacou que não há punições severas aos agressores, como a perda da guarda dos filhos, o que garante que a cultura de evitar "palmadas" no processo de educação da criança seja inserida progressivamente na sociedade. "O projeto não prevê interferência do Estado na família. A mudança dessa cultura vai se dar ao longo dos tempos", disse.
O deputado Bolsonaro durante discurso no plenário da Câmara  (Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara)Contrário, Jair Bolsonaro (PP-RJ) argumenta que lei
representa interferência do Estado na família.
(Foto: Leonardo Prado / Agência Câmara)
Recurso
Contrário à proposta, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) afirmou ao G1 que vai protocolar recurso para que o texto precise passar por votação no plenário da Câmara antes de seguir para o Senado. "Eu vou entrar com recurso. Tem outros deputados contrários, principalmente da bancada evangélica", disse.
Para Bolsonaro, a palmada é instrumento "importante" dos pais na educação dos filhos. "O ser humano só respeita quando teme. Tem que botar ordem no negócio. A palmada é o último argumento, mas a criança precisa saber que pode levar", argumentou.
O deputado afirmou que a lei é uma "interferência do Estado na família". "Na ditadura militar se dizia: 'O país se constrói com homens e livros. Hoje, pelo visto, se constrói com gays, kit anti-homofobia do MEC [Ministério da Educação], e abolindo chinelos," protestou.

Editora doa 25 mil livros didáticos para o sistema penitenciário do Paraná


A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos recebeu nesta segunda-feira (12) 25 mil livros didáticos doados pela editora Base Editorial. O material será destinado à educação formal (ensinos fundamental e médio) nas 24 unidades penais do Estado, que atualmente contam com cerca de 15 mil apenados.

Durante a solenidade de doação, realizada no Departamento Penitenciário do Estado, em Curitiba, a secretária Maria Tereza Uille Gomes destacou a “simbologia histórica” da iniciativa do empresário Renato Adur, sócio-proprietário da Base. “Foi um ato de grande importância, que vai possibilitar e aprimorar conhecimentos, estimulando a cultura da paz e dizendo não à violência”, afirmou.

“Educação é uma ferramenta fundamental para mudar o quadro de analfabetismo nas prisões e pode ser a mola propulsora para que não exista reincidência, reduzindo também a desigualdade social. Temos hoje mais de 800 analfabetos nas prisões do Paraná. Mas a meta é que, até o fim da nossa gestão, tenhamos 100% dos presos estudando e trabalhando”, disse Maria Tereza.

A Secretaria da Educação coloca à disposição do sistema penal 270 professores, mas a secretária está pleiteando que mais 100 sejam cedidos para atender a população carcerária. “Não basta apenas construir novos presídios ou reformar os já existentes. Não adianta ter cárcere com ociosidade”, disse.

Renato Adur frisou que para a editora, fundada há 16 anos em Curitiba, esta é uma ação de responsabilidade social. Segundo ele, o responsável pela ideia da doação foi o presidente do Conselho Penitenciário do Paraná, Dálio Zippin, durante uma conversa informal entre ambos.

O corregedor das penitenciárias do Paraná, Joran Pinto Ribeiro, lembrou de um acontecimento que, segundo ele, ilustra a importância da educação para uma vida mais digna: “’Nunca mais vou pegar ônibus errado’, me disse um preso de mais de 65 anos, que recentemente concluiu a primeira fase do ensino fundamental numa unidade penitenciária do Estado”.

Os livros doados serão distribuídos ao Sistema Penitenciário do Estado pela Escola de Educação em Direitos Humanos da Secretaria da Justiça. A escola é responsável pelo desenvolvimento do Programa de Escolarização de Presos, executado pelos Centros Estaduais de Educação Básica de Jovens e Adultos, da Secretaria da Educação

.Mais 51 municípios terão apoio financeiro para combate à dengue


A Secretaria da Saúde incluiu mais 51 municípios do Estado na relação dos que receberão apoio financeiro do Ministério da Saúde para fortalecer o enfrentamento da dengue. Eles receberão os recursos até o fim de dezembro e vão se somar a outros 88 municípios já contemplados. A soma destinada às 139 cidades é de R$ 2,6 milhões.

O recurso poderá ser utilizado na contratação de agentes de endemias e aquisição de insumos estratégicos, veículos e equipamentos, conforme prioridade definida pelo gestor municipal. “Esses 139 municípios são os que têm risco de epidemia de dengue. Por isso, é importante que tenhamos conseguido incluir todos na lista dos que receberão essa ajuda de custo”, disse o superintendente de vigilância em Saúde, Sezifredo Paz.

Caberá ao Estado fiscalizar a aplicação dos recursos e garantir que a população seja beneficiada com esse aporte financeiro. “As ações prioritárias de controle da dengue devem estar focadas na eliminação dos criadouros do mosquito transmissor, porque é a forma mais eficaz de combate à doença”, alerta Sezifredo.

A secretaria estadual tem recomendado que os gestores municipais não desativem suas equipes de agentes de endemias, porque o período de férias coincide com a fase de maior proliferação do mosquito.

INSETICIDAS – A aplicação de inseticidas para controle do mosquito transmissor da dengue só é recomendada quando o trabalho de eliminação mecânica dos criadouros é insuficiente. “Essa aplicação é feita por agentes treinados, através de pulverizadores costais ou pulverizadores equipados em camionetes (UBVs pesadas ou fumacês). Tudo é feito com equipamentos de proteção individual e mediante critérios epidemiológicos, para evitar que o mosquito adquira resistência à fórmula do inseticida”, alerta o técnico Ronaldo Trevisan, do programa de combate à dengue.

Periodicamente, a Secretaria da Saúde faz testes de colinesterase para os agentes de controle de endemias. São coletadas amostras de sangue dos agentes para verificar possíveis contaminações pelos produtos utilizados no controle da dengue.

Anexa a tabela com a relação dos municípios contemplados

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Relatório de Cesar Silvestri Filho sobre Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura é aprovado na CCJ‏


O deputado estadual Cesar Silvestri Filho, relator do Projeto de Lei nº 952/11, que institui o Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura – PROFICE, o Fundo Estadual de Cultura – FEC, deu parecer favorável pela legalidade e constitucionalidade do Projeto que foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura – PROFICE tem como objetivos fundamentais facilitar à comunidade o acesso aos bens e espaços artísticos e culturais, assim como às atividades desenvolvidas na área da cultura, além de estimular o desenvolvimento cultural do Estado em todas as regiões. “O Paraná vai ter uma lei que será fundamental para fortalecer a cultura do Estado. Serão novos recursos que permitirão ampliar tanto a oferta quanto o consumo, além de promover a descentralização dos projetos culturais incentivando as produções no Estado”, explica Cesar Filho.


O PROFICE foi elaborado por representantes das secretarias da Cultura, Planejamento e Fazenda, e por integrantes da Assembleia e do Fórum das Entidades Culturais. Segundo o deputado Cesar Filho, a proposta também contou com a participação da sociedade civil, a partir de consultas e audiências públicas realizadas pela Secretaria de Estado da Cultura (SEEC) em 14 cidades do Paraná. “Participamos da audiência pública realizada em Guarapuava e vimos o anseio da população pela aprovação do PROFICE, por isso demos parecer favorável e contamos com o apoio dos deputados para aprovação na CCJ”.

Conselho Estadual de Cultura - O texto do Programa Estadual de Fomento e Incentivo à Cultura ainda prevê a criação do Conselho Estadual de Cultura - CONSEC que fará a avaliação técnica dos trabalhos inscritos no PROFICE. A criação do Conselho já está em discussão no Plenário. “A criação deste Conselho se alinha à postura do Governo Beto Richa, que é abrir espaço ao diálogo e para a participação de profissionais e da sociedade na definição de diretrizes de ações do Estado”, afirmou o deputado Cesar Silvestri Filho.

Teatro Municipal de Guarapuava – Para atender uma antiga reivindicação da população de Guarapuava, o deputado estadual Cesar Silvestri Filho já apresentou uma emenda coletiva destinando R$ 1,5 milhões para a elaboração dos projetos executivos do Teatro Municipal de Guarapuava. “Guarapuava é riquíssima em talentos das mais diversas áreas da cultura, por isso vamos buscar recursos para a construção de um espaço cultural a altura do nosso município”, destaca Cesar Filho.

Assessoria de Imprensa Cesar Silvestri Filho

Resolução Política: Congresso do PPS aprova candidatura própria a presidente em 2014


O lançamento de candidatura própria a presidente da República em 2014 é um dos principais pontos da resolução política aprovada neste sábado pelo XVII Congresso Nacional do PPS, que acontece até domingo em São Paulo. O partido quer levar seu programa à nação, diz o documento. O PPS já participou das eleições presidenciais em 1989, com Roberto Freire (ainda no PCB), e 1998 e 2002, com Ciro Gomes. Em todas essas oportunidades colaborou para o aprofundamento das discussões em torno dos problemas do país. O PPS anunciou ainda que vai lançar candidaturas a prefeito nas principais cidades brasileiras. A legenda já conta com pré-candidatos em 20 capitais. (confira abaixo a íntegra da resolução)

O partido vem se renovando, afirma o texto, através da mais ampla democracia interna, do planejamento estratégico e de novas ferramentas tecnológicas. Está se dedicando a temas relacionados à sustentabilidade e à ética, aos gêneros, à juventude, aos direitos humanos e ao poder local. Por outro lado, assinala o documento, o PPS incorpora novos quadros políticos às suas organizações. Quadros esses que constituem hoje a grande maioria de todas as direções, de suas bancadas parlamentares e de vereadores, prefeitos e secretários de governo.

Partido das reformas

A resolução defende a reforma democrática do Estado como centro de sua estratégia reformista. Esta compreende uma reforma política com a adoção de sistema eleitoral misto, financiamento público de campanha, com contribuições de pessoas físicas; reforma administrativa, que objetive maior eficiência, moralidade, que leve o Estado mais à população, menos às oligarquias.

Outra reforma que o partido considera imprescindível é a tributária, acompanhada de uma renovação negociada do pacto federativo. A previdenciária também faz parte do leque de mudanças que o partido defende. Entre as medidas contidas nessa reforma está a isonomia entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.

Já a reforma trabalhista, conforme defende o partido, consistiria na repactuação dos direitos previstos na legislação e a extensão aos trabalhadores terceirizados.

Além da mudança na política de desenvolvimento regional, com a criação de mais agências de fomento para as regiões, o PPS defende melhorias no SUS (Sistema Único de Saúde). Quer, ainda, a reforma urbana, para que se possa dar aos cidadãos condições de vida mais decentes. A reforma financeira também está elencada no documento. O partido defende que o sistema financeiro seja rigidamente regulado, junto com iniciativas globais; advoga, ainda, o fomento a bancos populares.

Identidade

A sociedade não distingue o PPS como um novo rosto, admite a proposta de resolução. O texto acentua que as atividades do partido estão restritas aos trabalhos parlamentares e de representantes no Poder Executivo. Fora da atividade parlamentar e de governo, salienta o documento, pequena é a ação política cotidiana do partido junto à sociedade. Por isso, o documento defende uma maior participação dos militantes do partido nos movimentos sociais e entidades representativa.

O documento defende ainda mudanças no estatuto com o intuito de ampliar a democratização do partido, por meio da dinamização e regularização da capacidade política e operacional das comissões dirigentes; assegurar práticas de direção coletiva em todas as instâncias; fortalecer os diretórios; divulgar a informação política, organizacional e financeira em tempo real para prestação de contas e a difundir, no meio dos filiados, os instrumentos de formação política.

Sustentabilidade

O partido afirmou seu compromisso com a sustentabilidade. Ponderou, na resoluçao, que os riscos da exploração sem limites dos recursos naturais tornam-se mais claros e mais próximos a cada dia. Para o PPS, uma radical alteração na matriz energética, de transporte, habitacional, da produção agrícola, assim como um novo padrão de consumo na direção de uma economia não dependente de carbono está em curso e deve ser valorizada. Essa mudança, assinala o texto, tem reflexo imediato nas formas de produção, com limitações severas aos agentes produtivos, regulação dos mercados e fiscalização crescente do cidadão. O PPS garante que seu compromisso com um desenvolvimento que dê esteio a esse processo.

A nova economia global o Brasil tem vantagens competitivas extraordinárias, diz a declaração "Os ativos e a biodiversidade, florestas, recursos hídricos e minerais valiosos, dentre outros, permitem ao país uma inserção diferenciada e mais competitiva. Não como exportadores de commodities, e sim um arranjo produtivo com maior valor agregado, num modelo equilibrado que exigirá investimentos exponenciais em educação, pesquisa e tecnologia".

Para o PPS, a idéia de privilegiar a todo custo o crescimento do PIB, não medindo os seus impactos negativos, não faz parte do programa do PPS. O crescimento e a riqueza só fazem sentido se não deixarem atrás de si um passivo de destruição da natureza como, aliás, vem ocorrendo em países como a China. E se também não se sustentar em salários miseráveis pagos a brasileiros ou a trabalhadores estrangeiros que acorrem ao nosso país.

Resolução Política - Carta de São Paulo

Defendemos a Democracia e seu corolário de liberdades individuais e coletivas, com os direitos humanos e a República. Saudamos o avanço da ciência e das novas tecnologias, com a preservação da natureza, com a inclusão social, a participação, a solidariedade e a igualdade de oportunidades, ao lado dos valores da inovação, e a consideração dos problemas da vida real das pessoas.

Acreditamos na Democracia porque reconhecemos nela a via de expansão dos direitos individuais e coletivos, a capacidade das mulheres, esperança da juventude, experiência dos idosos, o trabalho inteligente e criativo de todos.

A Democracia é um regime entre diferentes e ao contrário de suas simplificações geradas por interesses de poder, ela tem que ser urdida a partir de muitas minorias. As eventuais maiorias que se constituem estão sempre se relacionando com múltiplas minorias que as questionam, demandam e contrapropõem.

Defendemos o principio de que a liberdade de cada um será tão mais eficaz quanto mais os direitos de todos sejam garantidos e respeitados. E, no entanto, sabemos que a conquista de novos direitos pode ser efêmera, se não buscarmos uma ética pública compartilhada, permitindo aos brasileiros adquirir um maior sentido de suas ações, atividades e funções.

Acreditamos que podemos ser um partido, ou seja, uma associação de cidadãos com identidade reconhecível, e juntamente com outras forças formar um amplo movimento, duradouro e transformador, com fortes raízes na sociedade, o efetivo local de discussão e participação. Somos uma organização que valoriza a cultura, a história e a memória, afirma e respeita a ética política: os direitos, mas, também, os deveres da cidadania e as responsabilidades morais dos representantes democráticos.

Por isso nosso congresso tem como tema - “Unir a esquerda democrática para mudar o Brasil”, conscientes de que tal processo necessitará incorporar outras forças reformistas e democráticas para alcançar tal fim.

O caráter das sociedades modernas, matizadas pela sociedade capitalista – e o modo de produzir, de consumir, de trabalhar, de comunicar, de conceber e organizar a vida individual e social - está se modificando profundamente. Tais mudanças indicam possibilidades inéditas de um forte movimento civilizatório em defesa de mais cidadania para todos os brasileiros e uma funda preocupação com o meio-ambiente, e a produção de formas limpas de energia.

Os valores consagrados na Constituição de 1988, conhecida como a Constituição Cidadã, estão confirmados pelos movimentos da sociedade em busca de melhores condições de vida. E aqui queremos afirmar um profundo compromisso com a Educação Pública para nossa gente. A educação tem que ser de qualidade, independente das condições sociais de nossas crianças e jovens.

A Constituição republicana nasceu da resistência ao autoritarismo. É o documento básico a partir do qual começamos novos tempos. Não é uma simples coleção de regras.

A Constituição é o mais importante fator de unidade nacional e integração social, assim como, assegura o consentimento das comunidades sobre os princípios de convivência e lhes permite resolver os conflitos de opiniões e interesses. Reconhecemos os valores subjacentes à Constituição, juntamente com aqueles expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas, e nos empenharemos em levá-los como princípios válidos para todos.

I – As mudanças do mundo contemporâneo

1.1 A Revolução científico-tecnológica

Há quatro décadas o mundo vive sob o impacto da revolução científico-tecnológica. Depois de um longo período de crescimento econômico, que se seguiu ao fim da segunda grande guerra, sem mudança significativa na base técnica, teve início, a partir da década de 1970, no mundo capitalista, uma espiral de inovações.

Seu eixo principal foi a informática, mas é também preciso considerar outros setores como a biotecnologia, a robótica, a química fina, os novos materiais, a nanotecnologia que graças ao uso dos computadores e suas redes em tempo real puderam avançar enormemente em novas descobertas. Aqui vale apenas um exemplo: jamais a humanidade teria possibilidades de “ler” os códigos genéticos sem uso intensivo das tecnologias computacionais.

Esse conjunto de mudanças, ainda em curso, deu origem, com a circulação da informação em tempo real, ao processo que chamamos de globalização. O alcance e a profundidade dessa revolução não têm paralelos e, na história, o único evento semelhante em alcance e consequências foi a Revolução industrial.

1.2 As mudanças no mundo do trabalho

Mudanças dessa magnitude repercutem com intensidade no mundo do trabalho. A organização da produção foi revolucionada e as primeiras vítimas foram os modelos triunfantes na primeira metade do século XX: fordismo e taylorismo. As novas condições de trabalho embutem novas exigências aos trabalhadores: a eficácia da mão-de-obra depende não só de qualificação cada vez maior, mas de capacidade de iniciativa, decisão e responsabilidade. Mesmo o propalado êxito do toyotismo e de todos os sistemas que desconcentram esses atributos dos níveis de gerência e os distribuem em todos os níveis da organização, estão em crise; o Japão está perplexo, vendo sua tentativa em principalizar equipamentos, perder competitividade.

A reengenharia de novos modos de produção ainda está em formação nas novas empresas de tecnologia que privilegiam a criação de valor em redes distribuídas.

Tais mudanças e impasses esgarçam as relações de trabalho assalariadas tradicionais e mostram afinidade com o trabalho autônomo e familiar; as micro e pequenas empresas; as cooperativas e associações de trabalhadores; a participação dos trabalhadores na gestão e no lucro das empresas. O fim da centralidade da classe operária tradicional como sujeito privilegiado das mudanças é um fato constatado em todo o mundo.

O empreendedorismo passa também a ser uma bandeira possível de se acoplar a este vasto e novo mundo do trabalho, deixando de ser apenas uma bandeira atribuída ao capitalismo.

1.3 Mudanças no mundo da política

Também o mundo da política sofre o impacto da revolução científico-tecnológica. O primeiro fenômeno a manifestar-se foi o declínio da capacidade de intervenção do Estado nacional, com a tendência consequente à constituição de blocos supranacionais e à emergência de um sistema de governança global, capaz de substituir o equilíbrio bipolar característico da guerra fria. Momentos de crise, como o que vivemos, propiciam o enfrentamento entre o avanço das políticas de integração e governança global e os partidários do retorno às autarquias nacionais.

Um segundo fenômeno, que revela o caráter paradoxal dessa situação é a demanda por mais e melhor democracia que se consolida no mundo. Provocando uma nova onda de revoluções democráticas e antiditatoriais em todos os quadrantes do mundo e movimentos pela ampliação da participação política da cidadania. Em todos esses casos, fica evidente a insuficiência do sistema representativo frente ao avanço da luta política. A reforma da representação política é, portanto, uma tarefa urgente na democracia moderna.

Nesse contexto, o Estado por si só não mais consegue cumprir suas competências constitucionais e legais sem a crítica, a colaboração e a postura vigilante de toda a sociedade. A fiscalização das ações públicas, seja do ponto de vista da sua eficiência e qualidade, seja do ponto de vista da ética, seja do ponto da boa aplicação de recursos financeiros jamais se resolve apenas existência das agências e unidades estatais.

Não por outro motivo o PPS apresentou à sociedade e ao Parlamento uma proposta de reforma política que contempla essa maior participação e transparência da atuação política.

Essa tarefa mal começou e sua consecução deve evitar dois extremos igualmente perigosos para a continuidade da democracia: de um lado, a inércia, a ilusão de que a representação pura resolve os problemas contemporâneos; de outro, o erro oposto, a ilusão do fim da representação e sua substituição radical pela participação, nas praças e na rede.

1.4 O liberalismo e o retorno da crise

Três décadas de hegemonia liberal encerraram-se com a crise de 2008. Nos anos 80, e impulsionada pela crise do chamado socialismo real, cunhou-se o termo neoliberalismo. A idéia da globalização excludente se afirmou, parecia que a idéia do nacional, em sua vertente aberta e democrática, estava sepultada. Anos de ouro liderados por figuras internacionais como Thatcher, na Inglaterra, e Reagan, nos Estados Unidos, e que influenciaram governos democráticos em todos os cantos do mundo. Prevalecia a idéia da total desregulamentação que, em pouco tempo, se mostrou inócua.

O liberalismo tropeçou mais uma vez, nos últimos anos, com o advento da crise, forçada muito pelo modelo anterior. E aí buscou outro receituário, como se fazendo uma releitura de Keynes. O sucesso inicial das medidas de intervenção governamental nos Estados Unidos e na Europa criou a impressão de um retorno às políticas anteriores de controle, regulação e sustentação dos mercados por parte do Estado, à moda socialdemocrata. No entanto, o sucesso mostrou-se efêmero, a intervenção do Estado transferiu a crise para seu interior e deu-lhe a característica fiscal que mostra hoje. A direita liberal levanta a bandeira da redução do Estado até o absurdo, como mostra a discussão recente em torno da dívida norte-americana, na qual os republicanos radicais não hesitaram em apostar no caos para forçar concessões do governo democrata.

O liberalismo, por si, também por sua incompetência, não é alternativa ao que o PPS pensa e propõe, embora possa dialogar com ele.

Tal crise sistêmica tem desafiado toda a esquerda mundial a buscar o melhor caminho para superá-la, mas ainda continuamos tateando, dada a profundidade e extensão do problema. De todo modo o essencial é a garantia da continuidade do processo democrático, o aumento da produtividade dos serviços públicos, a implementação de uma nova geração de políticas distributivas e a partilha de responsabilidades do Estado com o mercado e a cidadania organizada.

1.5 A esquerda e a superação de seus modelos tradicionais

Nesse processo de mudanças revolucionárias, mantêm vigência alguns padrões de entendimento e percepção da política originados do mundo da revolução industrial. Um deles é a polaridade entre esquerda e direita. A produção e intensificação de desigualdades é consequência inevitável da operação dos mecanismos do mercado, e, nos últimos quarenta anos a desigualdade, como esperado, aumentou, embora a pobreza e a miséria tenham retrocedido. Por outro lado, nada indica, nos movimentos da política e dos valores, que a demanda do mundo contemporâneo contra as iniquidades irá arrefecer.

Os conservadores ávidos de continuarem gerando riquezas, se embrenham nas novidades e procuram inovar com a nova base técnica. Muitos progressistas e antigos revolucionários ficam desconfiando das mudanças e a velocidade em que vêm ocorrendo. Alguns imaginam que por trás de tudo isto está o Imperialismo com sua sanha dominadora, sendo que a auto denominada esquerda faz parte desta reação.

A nova produção cultural e artística vem criticando fortemente o pensamento iluminista hegemônico em todo o período do chamado Capitalismo Industrial. Tais movimentos repercutem nas redes sociais e nos canais televisivos de diferentes formas. A Política fica sem os seus dispositivos consagrados para emocionar e organizar pessoas. Muitas lideranças abraçam o comportamento pós-moderno e alguns têm sucesso ao se proporem como guias, diante das desigualdades gritantes.

É necessário um olhar atento e crítico para o comportamento das redes distribuídas. Não se deve pensar que podem ser a nova forma para se fazer Política. Elas podem, graças a necessária colaboração, ser a própria mudança.

1.6 O comunismo

O fim do socialismo real, principalmente o que gravitava em torno do ideal bolchevique e da URSS, teve como causa imediata dois fenômenos: a ausência de efetiva democratização da sociedade socialista, de um lado; e, de outro, os efeitos da revolução científica e tecnológica no mundo capitalista, que a economia planificada não pode acompanhar. Os saltos na produtividade, a melhoria nas condições de vida dos trabalhadores desses países e a difusão da informação sobre esses fatos, retiraram legitimidade ao socialismo real, tornaram impraticável a continuidade daquelas economias centralmente planejadas e insustentáveis os seus regimes de partido único. Em que pese o conjunto de conquistas que a Revolução de outubro propiciou de imediato, ficou claro o fracasso histórico do modelo bolchevique, inspirado na revolução de 1917, teorizado por Lênin e reproduzido pelos partidos comunistas. Insurreição, assalto ao poder, estatização dos meios de produção, regime de partido único.

Para avançar nos seus objetivos, a esquerda precisa de um conceito exigente de socialismo, que contemple a dimensão da democracia e da sustentabilidade das conquistas alcançadas, e supere o economicismo que baseava o assalto ao poder, e considere o fenômeno cultural, como chave para a criação de novos consensos de organização social.

Consideradas essas dimensões, ficou demonstrado que em nenhuma das tentativas realizadas a aplicação da fórmula bolchevique levou ao socialismo. O que a experiência histórica demonstrou é que as insurreições são capazes de provocar rupturas e derrubar governos, mas não de mudar de forma perene as relações entre os homens. São importantes como detonadores de processos de mudança social. Mas a garantia de efetiva transformação da sociedade dá-se pela política, em condições de operação democrática, por meio de um processo contínuo de reformas.

Fica ainda como um paradigma pendente no mundo a experiência da China que, fundamentada em um partido único e lastreada em um estado forte e centralizado, e com pouca liberdade política, busca desenvolver um projeto que se abre a conquistas econômicas capitalistas. Para o PPS, entretanto, sem ampla democracia nenhum país poderá ser referência para o mundo que pretendemos novo.

1.7 A crise de social-democracia

Antes do colapso do socialismo real, no período imediatamente posterior à segunda guerra os governos social-democratas foram responsáveis pelo Estado de bem estar social e por inúmeras conquistas dos trabalhadores, estabelecendo sociedades afluentes de caráter democrático. Para tanto se constituíram Estados com grande capacidade de intervenção e regulação da economia.

Um Estado produtor de insumos básicos, engenheiro da prevenção de crises. O Estado por excelência da democracia representativa. A crise desse modelo não decorreu de capitulação política, mas de manutenção desse modelo nas condições de globalização e revolução tecnológica. Nesse mundo, a possibilidade do pleno emprego desapareceu, a margem de variação das políticas econômicas dos estados nacionais encolheu, o Estado de bem-estar social tornou-se mais caro e menos eficiente e um número cada vez maior de problemas passou a depender de soluções negociadas no âmbito supranacional.

Nessas novas condições, não cabe mais a aplicação da velha receita Keinesiana da socialdemocracia.

II A Democracia no Brasil e uma Nova Agenda

2.1 A Constituição de 1988

A Carta de 1988, que corou como correta a política de frente ampla do então PCB e evidenciou erros gravíssimos de setores de esquerda que insistiam em se ausentar do processo de luta legal, ao inaugurar o Estado democrático de direito, põe fim ao processo de transição da ditadura militar para a democracia. Sua vigência inaugura o período de mais ampla democracia da história brasileira, em termos de garantia de direitos individuais, liberdades políticas, extensão do direito de voto, mecanismos de participação popular e direitos sociais diversos. Todo o desenvolvimento posterior da política social brasileira está previsto na Carta e nela amparado.

A Constituição é patrimônio de todos os brasileiros e o PPS afirma seu alinhamento incondicional ao texto constitucional, principalmente no que se refere aos mecanismos e limites da mudança desse texto. Mudar a Constituição somente de acordo com as regras de mudança nela previstas, respeitadas suas cláusulas pétreas.

2.2 O governo Itamar e a derrota da inflação

Itamar Franco assume o governo logo após o impedimento de Collor, num momento extremamente delicado para a democracia brasileira em processo de consolidação. Portador da cultura política frentista do MDB e dos comunistas do PCB, percebeu a necessidade de um governo de ampla frente democrática para recuperar as instituições e derrotar a inflação.

Beneficiado pelas experiências dos planos anteriores, o Plano Real tem êxito nessa tarefa e a estabilidade econômica produzida constituiu uma das maiores revoluções sociais da história brasileira. Todos os avanços posteriores nesse campo têm seu fundamento na estabilidade da moeda. Importa lembrar a participação entusiasta do PCB na articulação dessa frente, inclusive por meio da atuação de Roberto Freire como líder do Governo na Câmara dos Deputados.

2.3 O governo FHC

Expressão de uma coligação programática que reuniu os liberais e uma social-democracia em processo de renovação, com o apoio indefectível dos partidos sempre governistas, o governo FHC, se apresenta com uma faceta dúplice. De um lado, prosseguiu no caminho do saneamento das finanças públicas e consolidou a estabilidade econômica, impulsionou os programas de transferência de renda, aprofundou as políticas públicas de combate à desigualdade racial e de gênero e caminhou no processo de reforma democrática do Estado. O PPS, embora na oposição, não vacilou, durante os governos FHC, em apoiar medidas que tinham um sentido racionalizador da economia, da máquina pública e de reordenamento do gasto social, tais como o a lei de Responsabilidade Fiscal, o Fundef e a criação das agências reguladoras. De outro lado, não há como negar que esse processo de reforma, acossado por uma base conservadora e uma oposição sectária, caminhou muito aquém do necessário, cedendo às vezes à pressão da onda globalizante conservadora que se instalara no mundo.

2.4 O Petismo e a Questão Democrática

Por que saímos do Governo petista em 2004, antes ainda dos escândalos de corrupção estourar no país?

Em nosso relacionamento com o PT, ficou claro que este tinha poucos cuidados constitucionais com a coisa pública e que o Estado podia ser usado para consolidar o Poder petista. O uso do aparelho estatal era o grande instrumento de Poder e sua consolidação, como tinha sido com o sistema sindical em todos os sindicatos em que havia recolhimento de contribuição direto na folha dos empregados. Usaram os recursos do sindicalismo para alavancar o Partido e no Governo repetiam a mesma concepção.

Ao produzirem um esgarçamento do comportamento republicano colocam a questão democrática em risco, pelo congelamento da Política.

Lula foi eleito a partir do abandono do programa econômico de seu partido e da adesão irrefletida à política econômica do governo anterior.

Durante seus dois mandatos o aumento das exportações, no rastro da demanda crescente da China, puxou o crescimento e contribuiu para manter uma ordem relativa nas contas públicas. A partir desse resultado foi possível financiar a expansão dos programas de transferência de renda e a continuidade da política de aumento real do salário mínimo herdado do governo FHC, fundamento do apoio das camadas mais pobres da população ao governo petista.

O Estado garante a sobrevivência, o trabalho é um problema do Mercado – eis aqui o viés paternalista da governança petista.

No que respeita à política observou-se no governo Lula a exacerbação dos aspectos mais autoritários e não republicanos presentes no sistema político brasileiro. Acentuou-se a prevalência do Estado sobre a sociedade, da União sobre Estados e Municípios, assim como a do Poder Executivo sobre o Poder Legislativo. Nas relações entre os Poderes, o Legislativo foi praticamente reduzido à inoperância. Na era Lula completou-se o processo de transformação do chamado “presidencialismo de coalizão”, que submete o parlamento aos ditames do executivo para lhe garantir governabilidade, para o “presidencialismo de cooptação”. Após o fracasso, no primeiro mandato de Lula, dos processos de cooptação conhecidos como o Mensalão, acentuou-se no segundo mandato a partilha de pedaços do Estado entre os partidos da base de apoio ao governo, partilha que atingiu inclusive as agências reguladoras criadas no governo anterior. A falta de compromissos republicanos é tão flagrante que até junto ao Poder Judiciário já se pode notar o mesmo procedimento por parte do poder petista.

Com Lula, em especial, estabeleceu-se uma espécie de “estadolatria” na qual a política é capturada quase que integralmente pelo Estado, convertendo os partidos políticos, assim como parte dos movimentos sociais, em agentes parcial ou completamente aprisionados, com parca ou nenhuma representação na sociedade civil. Essa regressão, que já foi chamada de “Estado Novo do PT”, retoma o viés autoritário da tradição republicana brasileira: buscar a modernização pela via do capitalismo politicamente orientado que, de cima para baixo, faz mais uma vez o Brasil procurar uma modernização que prescinde da participação popular.

2.5 O governo Dilma Rousseff

A eleição de Dilma Rousseff representou a vitória do continuísmo petista, o que está no eixo das contradições e crises políticas que o novo governo tem enfrentado. Sem o carisma de Lula, apesar de manter níveis elevados de popularidade, a presidente da República até agora não conseguiu estabilizar as relações políticas com os aliados, embora disponha de uma correlação de forças muito favorável no Congresso. Na situação da economia há sinais perturbadores de que a crise mundial pode se agravar e ter consequências graves para o Brasil. Por outro lado, a sucessão de escândalos e o afastamento dos responsáveis por irregularidades no governo, problematizam as relações políticas entre os aliados e coloca em desequilíbrio o poder republicano, aprofundando a crise de legitimidade do poder Legislativo.

A presidente Dilma Rousseff tem uma agenda envelhecida pela vida. De um lado, promessas de campanha que não tem condições de realizar nos prazos e da forma que foram anunciados; de outro, problemas varridos para debaixo do tapete durante a campanha eleitoral e que agora emergem com vigor. Essa situação faz com que a coalizão de governo em muitos momentos acabe imobilizada, pois não há unidade programática em relação ao futuro. Tudo se remete aos acordos feitos no governo anterior. Este é um momento favorável às iniciativas da oposição.
O PPS deve avançar na divulgação e discussão de sua agenda política alternativa.


2.6 Em Busca de um Novo Modelo Econômico

O atual estilo de desenvolvimento brasileiro tem como principal alavanca a oferta de commodities para o resto do mundo, a expansão do crédito para além do crescimento real da massa salarial e o gasto público, na economia interna.

O projeto nacional-desenvolvimentista do governo petista tem um viés fortemente estatizante. Nesse projeto a sociedade e a economia são fortemente controladas pelo Estado. É uma espécie de projeto socialista sem a propriedade estatal da produção. Na realidade é um formato típico do Capitalismo de Estado unindo agentes políticos, agentes públicos, empresários ligados aos setores oligopolistas e corporações sindicais. Tudo isso se irradia para o resto da sociedade por meio da rede patrimonialista que chega à base, lá nos municípios.

É essa massa crítica que vive em simbiose com o Estado e é inviável numa República Democrática com um projeto de desenvolvimento centrado na questão da sustentabilidade e do conhecimento.

Por isso o ambiente institucional é o que é e não pode ser diferente. Esses grupos da Elite vão lutar com tudo que tiverem em mãos para manter seus privilégios. O problema é que o arco de interesses acomodados nessa Coalizão é tão vasto, que torna o papel da oposição muito difícil e penoso.

Os baixos níveis de crescimento da economia brasileira, comparativamente aos outros emergentes não são fortuitos. Precisamos oferecer à sociedade brasileira uma proposta de desenvolvimento alternativa focada na produção de tecnologia, que só será possível ao privilegiar a produção do conhecimento e uma real política de inovações e que também nos insira numa outra relação com o resto do mundo.

Os chamados ativos intangíveis são as grandes chaminés da nova economia. Capacitação da mão de obra e patentes são os pressupostos de um processo de desenvolvimento sustentável.

Aqui temos um gargalo institucional, principalmente nos processos de estímulo à produção de inovações a partir da academia. Tecnicamente o que o pesquisador produz é propriedade da instituição universitária, criando um mecanismo de desestímulo na realidade disfarçado de “bem comum”. A inovação nas empresas se acumula como patente e deveríamos ter políticas “sistêmicas” de produção de patentes. Da creche até a academia e passando pelos laboratórios das empresas etc. Quando economicamente se fala de “sociedade do conhecimento” o lado real concreto disso é a produção de inovações transformáveis em patentes.

O país necessita de uma nova política de apoio e estímulo à Economia do Conhecimento. Esta atividade ainda é marginal na Estrutura do BNDES e demais órgãos de fomento. Os projetos para educação on line também devem ser objeto de estímulo. O Banco ainda poderia desenvolver um programa de apoio às empresas incubadoras que funcionam nas Universidades do país. Muitas destas iniciativas estão desaparecendo por falta de recursos.

III – A identidade do PPS

3.1 O PPS é um partido do campo da esquerda

Isso significa, ontem como hoje, a maximização da equidade por meio da ação política. Equidade é uma questão pública, produzida por políticas de Estado e não algo a ser simplesmente constatado como produto de decisões individuais. Essa não é uma questão apenas valorativa, mas prática. Equidade é condição de participação e partilha de responsabilidade, é condição de eficiência, na produção e na política, e fundamento da socialização da riqueza socialmente produzida.

3.2 O PPS é um partido democrático

A opção democrática do PPS tem como centro a Política e defesa da institucionalidade do estado democrático de direito, tal como expresso na Carta de 1988. Mas não se limita e ela. Incorpora, além disso, uma postura proativa, derivada da tensão que a abertura do leque de participação impõe à antiga regra de representação. O reconhecimento dessa tensão abre o partido para as propostas de aperfeiçoamento da representação e de sua articulação cada vez maior com formas de participação direta do cidadão.

3.3 O PPS como partido reformista

As fragilidades políticas e limites do revolucionarismo e a opção decidida pela promoção das mudanças no interior da institucionalidade democrática levam, necessariamente, ao reformismo como estratégia. Nessa opção não estão em jogo o alcance e a profundidade das mudanças propostas, mas seu método de operação. Na vigência do Estado democrático de direito, as mudanças são feitas nos marcos da legalidade, ou seja, fruto de um processo contínuo de persuasão, mobilização popular, acumulação de forças, construção de acordos e consensos.

Na estratégia reformista o Estado ocupa uma posição relevante como agente das reformas, mas, para ganhar eficácia nesse papel, deve abrir-se às demandas da cidadania organizada e tornar-se também objeto das reformas. A reforma democrática é o instrumento de adaptação do Estado à situação nova que se instaura no mundo.

Este compromisso exige do PPS atuação firme na Política e necessidade estratégica de apresentarmos nosso programa à Nação. Assim colocamos para Brasil neste Congresso o lançamento de candidatura própria à Presidência da República em 2014.

3.4 O PPS defende a nova economia

Afirma seu compromisso com a sustentabilidade. Os riscos da exploração sem limites dos recursos naturais tornam-se mais claros e mais próximos a cada dia. Uma radical alteração na matriz energética, de transporte, habitacional, da produção agrícola, assim como um novo padrão de consumo na direção de uma economia não dependente de carbono está em curso e deve ser valorizada. Essa mudança tem reflexo imediato nas formas de produção, com limitações severas aos agentes produtivos, regulação dos mercados e fiscalização crescente do cidadão. O PPS afirma seu compromisso com um desenvolvimento que dê esteio a esse processo.

Na nova economia global o Brasil tem vantagens competitivas extraordinárias. Os ativos e a biodiversidade, florestas, recursos hídricos e minerais valiosos, dentre outros, permitem ao país uma inserção diferenciada e mais competitiva. Não como exportadores de commodities, e sim um arranjo produtivo com maior valor agregado, num modelo equilibrado que exigirá investimentos exponenciais em educação, pesquisa e tecnologia.

A idéia de privilegiar a todo custo o crescimento do PIB, não medindo os seus impactos negativos, não faz parte do programa do PPS. O crescimento e a riqueza só fazem sentido se não deixarem atrás de si um passivo de destruição da natureza como, aliás, vem ocorrendo em países como a China. E se também não se sustentar em salários miseráveis pagos a brasileiros ou a trabalhadores estrangeiros que acorrem ao nosso país.

3.5 O PPS e os novos atores sociais

As novas tecnologias da informação e da comunicação e as redes sociais que se desdobram possibilitado o trabalho colaborativo, com formas novas de geração de valor possibilitam novos atores sociais no mundo do trabalho e da cultura.

São os novos profissionais liberais, autônomos, pequenos empresários, associações entre produtores, que emergem na área do conhecimento, no mundo da cultura, do lazer e da sociabilidade.

As redes são criadas para defender seus interesses e posições em mudança permanente na internet. Lá percebem que a colaboração é a natureza dessas redes e identificam traços comuns a todos eles.

Percebem a necessidade de mudanças na legislação tanto de natureza trabalhista como na organização empresarial.

Reivindicam demandas por mais iniciativa, participação, decisão e responsabilidades que a difusão da informação propiciou. No entanto, a relação com esses setores não obedece ao padrão anterior da esquerda comunista: o partido como delegado exclusivo de uma classe. Hoje o PPS se propõe a ser um dos interlocutores, a partir da esquerda, desses atores, colaborando para evitar opções conservadoras, diante de muitos e diversos comportamentos pós-modernos já em manifestação nas próprias redes sociais.

3.6 O socialismo como questão aberta

No mundo contemporâneo o socialismo como modo de regulação de sociedades de economia de mercado, como regra de distribuição do trabalho e seus produtos é uma questão em aberto.

De qualquer forma, é necessário aprofundarmos esse debate sobre o conteúdo do conceito, que qualifica o partido até no seu nome.

IV – Renovar o partido

4.1 Contribuição inestimável

Inequívoca foi a contribuição do PCB à reconquista da democracia, em nosso país, e a democratização da sua vida social. Com sua política voltada, desde o primeiro momento da ditadura, para a construção de uma frente democrática com forças e políticos liberais e até conservadores, bem como para a difícil reconstrução da vida sindical e do associativismo popular nas instituições existentes, o PCB desempenhou um importante papel na derrota da ditadura e na implantação do regime democrático consagrado pela Carta de 1988. Entretanto, fortemente atingido por novos conflitos internos, por suas dificuldades em se auto-reformar e sob a perda de suas referências internacionais, sobretudo decorrentes da derrota do “socialismo real”, o PCB compreendeu que precisava modificar-se profundamente. Sua transformação em PPS, acontecida em 1992, representou, com todos os seus limites, uma tentativa de recomeço em condições radicalmente distintas. Partia do pressuposto de que havia um campo inteiramente aberto para a existência de uma esquerda democrática em nosso país, capaz de desenvolver uma política de alianças reformistas e políticas construtivas mesmo a partir do campo oposicionista.

Se o PCB foi audacioso em vários momentos da sua história, este também é compromisso do PPS. Ele quer se transformar em partido cada vez mais referencial do país, mas sempre estará aberto a dar saltos organizativos, isoladamente ou com outras forças, em direção ao futuro.

4.2 A transição PCB-PPS

Por todos esses anos, o PPS tem procurado construir uma nova identidade, ancorada na sua luta por reformas estruturais, nos quadros do regime, e direcionadas à integração social, ao desenvolvimento da democracia e da República, inclusive nos processos eleitorais, ao mesmo tempo em que procurou renovar-se, através da mais ampla e pluralista democracia interna, do planejamento estratégico e de novas ferramentas tecnológicas, incorporando novos temas relacionados à sustentabilidade, à ética, aos gêneros e à juventude, aos direitos humanos e ao poder local, de um lado, e incorporando novos quadros políticos às suas organizações, quadros que constituem hoje a grande maioria de todas as direções, de nossas bancadas parlamentares e de vereadores, prefeitos e secretários de governo. Mas não conseguimos realizar inteiramente nossa auto-reforma e generalizar internamente a transformação de paradigma que reivindicamos.

A sociedade não nos distingue como um novo rosto. Nossa atividade política ainda cinge-se apenas à atividade parlamentar de nossas bancadas e de governo de nossos representantes no poder executivo. Mesmo assim essa atividade não é conectada e unificada; vagos são muitas vezes seus nexos internos apesar de contarmos com as mais modernas ferramentas de relacionamento. Fora da atividade parlamentar e de governo, pequena é a ação política cotidiana do partido junto à sociedade.

Esta não o distingue e o diferencia com nitidez do universo fragmentado dos demais partidos.

4.3 O partido da Constituição de 1988

O PPS precisa enraizar decididamente sua fisionomia, seu modo de ser e seu estatuto de valores na Carta de 1988. Por conseguinte, precisa reafirmar o Estado Democrático de Direito por ela consagrado como o eixo fundamental da sua operação prática e da sua presença na cultura política mais geral. Reafirmando-se, definitiva e decisivamente no seu Congresso, como o partido da Carta de 1988, o PPS convida todos os demais atores e sujeitos da República a se reunirem, sem ambiguidade de qualquer natureza, em torno dos princípios e valores nela definidos: só assim os adversários políticos se legitimam mutuamente e, da livre dialética democrática, podem se desimpedir os caminhos da organização autônoma da sociedade, da participação de todos os setores, especialmente os subalternos, na coisa pública e da mudança social para níveis mais altos de civilização.

4.4 Um partido sempre aberto ao novo

Em seu XVII Congresso, o PPS afirma a idéia fundamental de que a democracia política é a forma do Estado moderno, como sustenta Giuseppe Vacca. Neste mesmo sentido, nas palavras daquele autor, “os programas e a ação dos partidos democráticos não podem exorbitar os limites da função de governo. Podem, certamente, alcançar a esfera do Estado e também se propor mudar o ordenamento constitucional, mas não sua forma democrática”.

Precisamos romper definitivamente com a velha ideia do partido classista em cujo horizonte está a ideia de “se tornar Estado” ou de elaborar formas mais ou menos totais da sua ocupação e instrumentalização, bem como da classe operária, ou qualquer outra classe ou grupo particular, como classe “geral” ou “universal”. Estaremos abertos, assim, para a incorporação de novos temas e sujeitos, inclusive os nascidos fora da tradição comunista, como, por exemplo, a crescentemente necessária reconversão ecológica da economia e da sociedade ou as imensas modificações suscitadas pelo protagonismo das mulheres, num movimento de amplo alcance que, no entanto, não nos levaria nunca a perder a noção da nossa parcialidade.

De resto, uma parcialidade própria de todos os atores que aceitam os limites e os condicionamentos do Estado democrático de direito, corporificado na Carta de 1988, o que seria o sinal de que se pode ir seguramente além do status quo econômico e social, sem os riscos de messianismos ou involuções autoritárias, inclusive “de esquerda”.

V – Prosseguir na democratização e ampliação do partido

5.1 A democratização e ampliação do partido

Quanto às questões que envolvem a dinamização do Partido, precisamos implementar medidas que incidam sobre o estatuto e as práticas do partido, quais sejam:

1. A dinamização e regularização da capacidade política e operacional das Comissões dirigentes para reforçar a capacidade decisória das nossas direções.
2. Assegurar-se as práticas de direção coletiva em todas as instâncias.
3. O fortalecimento dos Diretórios, em todos os níveis, e de sua autonomia, inclusive com o uso de reuniões por meio eletrônico.
4. A divulgação da informação, política, organizacional e financeira, em tempo real, de modo a possibilitar a prestação de contas periódica perante os órgãos dirigentes do partido, inclusive mediante a transmissão das reuniões na rede.
5. A implantação de um sistema de consultas aos dirigentes e filiados sobre os temas objeto da pauta do partido.
6. A difusão no meio dos filiados dos instrumentos de formação política a respeito da organização do partido e do trabalho de direção, sobretudo com uma maior presença da FAP nesse processo.
7. A formulação visando programar políticas de renovação das direções em todos os níveis.
8. Nossa tarefa imediata depois da campanha de filiação, em torno do tema: “Faça mais por sua cidade” é construirmos uma estrutura orgânica capaz de fazer frente às eleições de 2012.
9. Nesse sentido a articulação de chapas no maior número de cidades, é o trabalho de todas as Direções Estaduais, abrindo o Partido às lideranças locais, sobretudo ampliando o número de jovens e de mulheres, capilarizando-o nas entranhas da vida social a partir das cidades.
10. É o fenômeno urbano e a premente necessidade de amplas reformas nesse meio que nos dará interlocução com os segmentos populares e com as camadas médias, tornando o Partido um espaço de articulação, mobilização, organização e representação dessas demandas.
11. O poder local que queremos construir se configurará em um poder diferenciado se formos capazes de promover o desenvolvimento para o município, seja atuando na gestão, seja por meio do movimento social. Assim, o desenvolvimento municipal é a premissa básica de um efetivo Poder Local.
Sem esquecer que tal desenvolvimento, para nós, tem como premissa ser ambientalmente sustentável e socialmente justo.

5.2 A Rede 23

Na democracia contemporânea os partidos não se bastam. Dependem, para fazer política, do estabelecimento e manutenção de redes de relações com movimentos, instituições, grupos na internet e até com personalidades influentes nos temas que trabalham. O partido não mais pode manter a posição de vanguarda da época da circulação restrita de informação e deve assumir a postura de interlocutor dos movimentos, co-formulador de suas reivindicações, à luz de suas diretrizes mais gerais, e seu tradutor na linguagem das leis e das políticas públicas.

Para tanto, o PPS lança a Rede 23, um movimento de discussão e mobilização em torno de objetivos comuns, que abrange outras siglas partidárias, entidades, organizações, sindicatos, associações e grupos organizados na internet.

5.3 Candidatos em rede

O PPS abrirá vagas para “Wiki candidaturas” em todas as cidades do país com mais de cem mil habitantes. Existem cerca de 300 cidades com tais populações em todo o país. O número exigirá um grande esforço por parte do Partido para empreender este projeto.

No Brasil não existe a possibilidade de candidaturas avulsas. Os interessados terão que ser filiados ao PPS.

O Wiki mandato será totalmente administrado pela Internet, desde a candidatura até o funcionamento do mandato em si. Cada candidato assumirá legalmente, (assinando um contrato registrado e devidamente publicado), o compromisso de ser um representante numa rede wiki e que esta vai participar de sua campanha e do mandato.

5.4 Usar Sempre a Telinha

É inimaginável que uma pessoa filiada a qualquer Partido Político não seja usuária da Internet e de muitos dispositivos de comunicação que ela possibilita. Não se trata aqui do uso pessoal que todos fazemos da Internet hoje em dia: uso do correio eletrônico, buscas no Google, leitura de revistas e jornais, local de arquivos de nossos trabalhos e documentos os mais variados. A Internet é uma grande interface e hoje podemos publicar qualquer coisa sobre qualquer assunto. Andando na rua, podemos deparar com um buraco que acarrete riscos, pronto: Twitter nele! Pode ser a bela paisagem do amanhecer, Post nas redes. Hoje a Internet está na maioria de nossos bolsos através do celular com conexão. Vídeo instantâneo de uma arbitrariedade, denúncia de uma loja que não cumpra os preços devidos e de dentro da loja. Truculência de policiais, etc. Tudo pode e deve ir para a Telinha. Sendo que os militantes do PPS precisam ter isto automatizado. Vídeos curtos, com no máximo três minutos sobre tudo que esteja acontecendo em nossas cidades, ou no país. Basta ligar a webcam e sair falando pausada e suavemente sobre qualquer assunto. Não se pode esquecer de que apesar de sermos bilhões conectados, quando falamos na Internet o estamos fazendo para cada um, portanto nada de gritos e grandes eloquências. Na telinha sempre somos coloquiais e suaves. Boa agitação em tempos de novas tecnologias.

VI – Uma agenda programática para o PPS

A reforma democrática do Estado é o centro da estratégia reformista do PPS. O Projeto de Reformas encaminhado ao Congresso pelo PPS tem como objetivo central quebrar a lógica perversa da privatização de interesses no aparelho estatal. A representação do país no Poder Legislativo deve ser de melhor qualidade e espelhar o conjunto das expectativas dos eleitores brasileiros.

O processo de desenvolvimento do país tem que estar estrategicamente vinculado à sustentabilidade. Isto quer dizer que o Brasil tem que assumir a preservação de nossas riquezas e cuidar do meio ambiente de tal forma, que as futuras gerações continuem dispondo de ambientes e condições propícias ao seu desenvolvimento civilizatório.

Tal empreitada coloca a nação diante do desafio da mudança da matriz energética sem quebra da qualidade de vida de nossas gentes. Tal esforço exige uma intensa capacitação para realizar esses novos empreendimentos. A ordem de grandeza de tal mudança é de muitos bilhões de Reais, talvez atingindo a cifra de trilhões. Além dos recursos será preciso mudar profundamente o sistema educacional brasileiro, para que as novas tecnologias estejam integradas ao processo econômico em seu dia a dia.

A cooperação internacional será decisiva. Serão necessárias muitas parcerias para se mudar os modelos de fornecimento de energia do Oiapoc ao Chuí, criar um sistema de transportes livre dos combustíveis derivados do petróleo e quebrar o modelo exportador de produtos primários. O agro negócio terá que ser revolucionado em direção a busca da qualidade sem uso perverso da extensão de nosso território porque tem sido mais barato produzir assim há séculos. O PPS propõe a mudança das matrizes energética, dos transportes e a agro-pecuária para mudar o país.

O Brasil deve usar sua biodiversidade a favor de uma economia de alimentos e de pesquisas biológicas de fármacos, bem como as alternativas de bicombustíveis, que podem modificar todo o atual processo predatório da Economia fundamentada no velho Capitalismo Industrial. Temos Geografia e Demografia para realizarmos um projeto com tais características, transformado as nossas atividades sociais e econômicas numa verdadeira comunidade da sociedade do conhecimento e do bem viver de nossas gentes.

A reforma democrática do Estado é o centro da estratégia reformista do PPS. Reúne um conjunto de reformas parciais, a saber:

a) Reforma política, com início na adoção do sistema eleitoral misto, financiamento público de campanha combinado com contribuições de pessoas físicas e a adoção do parlamentarismo como horizonte;
b) Reforma administrativa, sob as diretrizes da maior eficiência, da moralidade, da separação entre cargos burocráticos e interesses eleitorais, do redirecionamento do Estado para o atendimento das necessidades da população: menos Estado para as oligarquias, mais Estado para a população;
c) Reforma tributária, no contexto de uma renovação negociada do pacto federativo, a partir das seguintes diretrizes: transparência, simplificação, desconcentração de tributos da União para Estados e Municípios, desoneração de alimentos básicos e remédios de uso prolongado, redução dos impostos indiretos e aumento da taxação sobre a propriedade e os rendimentos mais elevados;
d) Reforma previdenciária, a partir das diretrizes de isonomia entre servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada, da garantia universal de um mínimo pelo Estado e da regulamentação de fundos privados complementares;
e) Reforma trabalhista, com a repactuação dos direitos previstos na legislação e sua extensão aos trabalhadores terceirizados;
f) Reforma na política de desenvolvimento regional, com a criação de novas agências de fomento regional, com capacidade de captação de recursos voltados para a implantação de projetos de desenvolvimento marcados pela sustentabilidade e pela responsabilidade social;
g) Reforma do Sistema Único de Saúde, de maneira a cumprir integralmente suas diretrizes básicas, de universalidade, integralidade, equidade e regionalização, a regulamentar em definitivo o seu financiamento e a definir as responsabilidades de cada ente da Federação;
h) Reforma Urbana, para melhorar as condições de vidas da grande maioria da população brasileira que hoje vive nas cidades e tornar o uso do espaço
urbano mais democrático e sustentável.
i) Reforma Financeira – O sistema financeiro sempre está no centro das crises que assolam o mundo e o Brasil. Deve ser rigidamente regulado, em conjunto a iniciativas multilaterais, globais. Além do mais, há que se fomentar os bancos populares, os bancos regionais, a par de não incentivar a especulação e os crimes contra a economia do país.

VII - O PPS e as Eleições Municipais de 2012

Não é tradição do PPS discutir a educação em nosso país. Citamos como importante, mas em geral não apresentamos alternativas para a Educação Pública em nossos encontros e Congressos.

A luta pela ampliação da Democracia e diminuição das desigualdades em nossas cidades será imensamente eficaz se nos definirmos por um grande projeto educacional de nossas gentes. Nenhum outro fator social é tão forte num projeto de desenvolvimento. Todas as grandes dificuldades que o país enfrenta na busca de projetos sustentáveis de desenvolvimento, serão melhor resolvidos com o nosso povo tendo educação compatível com as exigências contemporâneas.

O PPS vai acabar com o mito da política brasileira que educação não dá voto. Vamos ao pleito de 2012 empenhados em melhorar e mudar a educação dos brasileiros nas nossas cidades.
Tivemos um fraco desempenho eleitoral nas eleições de 2008. Elegemos 130 Prefeitos, 238 Vice-Prefeitos e 2152 vereadores. Temos pouco a perder e tudo para ganharmos abraçando com convicção o tema educacional em nosso país.

Queremos que a gerações de estudantes na pré-escola e no ensino fundamental escapem para o futuro, munidos de conhecimento e visão crítica de suas próprias vidas. Apresentaremos um Programa mínimo de investimento na Educação Pública em todas as cidades brasileiras:

- Investimentos anuais de 30% do orçamento de cada município em Educação, com regime de tempo integral em todas as escolas dos Municípios administrados pelo PPS.
- A Fundação Astrojildo Pereira chamará pra si a discussão da Educação Pública em nosso país, promovendo seminários pelas redes sociais, convidando personalidades do mundo educacional, levantando dados e comparando os nossos problemas com dos outros países, para que possamos nos apropriar do tema da Revolução na Educação Pública e assim melhorarmos a cultura e a participação democrática de nossa gente.

São Paulo, 10 de dezembro de 2011.