O governador Beto Richa participou nesta segunda-feira (09/01) da instalação da
pedra fundamental da fábrica de caminhões DAF, que a montadora norte-americana
Paccar vai construir em Ponta Grossa. Com investimentos de US$ 200 milhões, o
empreendimento, beneficiado pelo programa Paraná Competitivo, vai gerar cerca de
500 novos empregos diretos na região dos Campos Gerais. A cerimônia contou com a
presença do presidente mundial da multinacional, Mark Pigott.
A fábrica
será construída em uma área de 500 hectares às margens da PR 151, entre os
municípios de Ponta Grossa e Carambeí. A Paccar pretende iniciar as operações em
abril de 2013, com a montagem de caminhões nos modelos LF, CF e XF, da marca
DAF. Durante o evento desta segunda-feira, os dirigentes da empresa também
receberam a licença ambiental concedida pelo Instituto Ambiental do Paraná
(IAP).
“O momento em que vive o Paraná demonstra um salto de
industrialização e leva a um novo patamar econômico, trazendo mais qualidade de
vida e prosperidade para todos”, disse o governador. Ele destacou que o Estado
registrou, em 2011, um número recorde em geração de emprego com carteira
assinada. “Fechamos este primeiro ano de governo com 157 mil postos de trabalho
registrados. Desses, 98 mil foram no interior do Estado”.
Richa afirmou
que, a partir do programa de incentivos fiscais Paraná Competitivo, cerca de R$
9 bilhões já estão garantidos para o Estado – e outros R$ 15 bilhões são
negociados para os próximos anos. “Consolidamos o Paraná como segundo pólo
automotivo nacional”, disse o governador.
Segundo Richa, com a
instalação da Paccar há a expectativa de que outras 20 fábricas se instalem no
Estado. “Elas vão fornecer insumos e peças para atender a nova indústria,
gerando milhares de postos de trabalho indiretos”, disse. Para ele, o
investimento da montadora serve também como estímulo para outras empresas
internacionais se instalarem no Paraná “Vivemos um novo ciclo de
industrialização e de resgate da confiança dos investidores no governo”.
Para Mark Pigott, o governo se mostra parceiro dos empresários porque
tem consciência da importância da geração de renda e emprego para a sua
população. “Estamos honrados em merecer este apoio”, disse. O presidente da
Paccar também destacou a parceria consolidada entre a empresa e a Universidade
Estadual de Ponta Grossa (UEPG) para o desenvolvimento de cursos de educação
continuada, nas áreas de engenharia e contabilidade, com o objetivo de
qualificar futuros funcionários.
De acordo com o secretário da
Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, o Paraná teve 4,8%
de crescimento da produção industrial entre janeiro e agosto de 2011 – mais que
o triplo da média nacional (1,4%). “Neste ano, temos outros grandes
investimentos para anunciar. Trabalhamos com o esforço de todo o governo para
atrair novos empresários ao Estado”, afirmou.
Também participaram da
cerimônia os secretários da Fazenda, Luiz Carlos Hauly, e da Infraestrutura e
Logística, José Richa Filho, o prefeito de Ponta Grossa, Pedro Wosgrau Filho, o
deputado federal Sandro Alex e os deputados estaduais Plauto Miró e Marcelo
Rangel – além do presidente da Paccar Brasil, Marcos D’Avilla, entre outros
executivos do grupo.
Paraná Competitivo - Um dos maiores trunfos para a
atração das empresas foi a implantação do programa Paraná Competitivo. Lançado
em fevereiro, o programa contempla uma série de medidas de incentivos ao setor
produtivo, por meio da dilação de prazos para recolhimento do ICMS,
investimentos para melhoria da infraestrutura, da capacitação profissional, da
desburocratização e da internacionalização do Estado.
O secretário da
Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul, Ricardo Barros, explica que a ação
central do Paraná Competitivo é a geração de benefícios fiscais em troca de
emprego e renda, principalmente no interior. “O Paraná conta hoje com uma
política fiscal moderna, que permite ao Governo analisar os casos
individualmente, levando em conta as necessidades dos empresários e os
interesses do Estado”. Investimentos em empreendimentos inovadores e em cidades
do interior recebem mais benefícios do Governo.
Entre as empresas que
confirmaram investimentos no Paraná estão a francesa Renault, que vai ampliar a
sua unidade em São José dos Pinhais; a japonesa Sumitomo, que vai fabricar pneus
em Fazenda Rio Grande; a norte-americana Cargill, que vai construir uma unidade
de processamento de milho em Castro; a italiana Techint que vai montar
plataformas de petróleo em Pontal do Paraná e a Votorantim que vai ampliar a
unidade de produção de cimento em Rio Branco do Sul.
“Hoje, sem dúvida
alguma o Paraná possui o melhor ambiente para negócios em todo o Brasil”,
salienta Ricardo Barros. O secretário adianta que entre os R$ 15 bilhões que
estão em negociação indústrias de diversos setores, entre eles: montadoras leves
e pesadas, tecnologia da informação, papel e celulose, pneus, motocicletas,
alimentos, farmacêuticas, biodiesel, petróleo e gás e reciclagem.
Micro
e Pequenas – Na outra ponta, o governo Beto Richa lançou no início de novembro
um programa para fomentar o desenvolvimento de pequenos e micros empresários por
meio de capacitação gratuita e crédito barato.
Batizado de Bom Negócio
Paraná o programa vai oferecer R$ 60 milhões em crédito nos próximos três anos
abrangendo empreendedores informais, individuais, sociedades empresariais,
sociedades simples, arranjos produtivos locais e cooperativas de produção, de
serviços e de trabalho. As linhas de financiamento, operadas pelo Banco do
Empreendedor Paraná, variam de R$ 1 mil a R$ 300 mil com taxas de juros de 0,58%
a 1,1% ao mês - as mais baixas do país.
Para capacitar os
empreendedores, o Paraná - em parceria com entidades empresariais - oferta
cursos gratuitos nas áreas de empreendedorismo e projeto de vida, gestão de
negócios, gestão de pessoas, gestão financeira, gestão comercial e gestão
estratégica. Cada curso dura 22 dias com carga horária de 66 horas. “Quanto mais
capacitado o empreendedor estiver, menores serão os juros”, afirma Ricardo
Barros.
O programa já foi iniciado em quatro cidades - Rolândia,
Palotina e Pato Branco e Londrina – com a inscrição de cerca de 500 pessoas.
“Vamos fomentar a economia local, porque é lá que está a maior parte das quase
600 mil pequenas e micros empresas do Paraná”, explica o presidente da Agência
de Fomento, Juraci Barbosa