O programa Leite das Crianças completou em maio dez anos.
Hoje, o governo estadual atende, em média, 146 mil crianças, com idades entre
seis meses e três anos, de famílias com renda mensal inferior à meio salário
mínimo regional. Elas recebem diariamente um litro de leite enriquecido com
ferro e vitaminas A e D. Por mês, o
investimento
do programa é de R$ 5,9 milhões, num total de quase R$ 71 milhões por ano.
Desde que foi criado, em 2003, o programa já distribuiu mais de 485
milhões de litros de leite pasteurizado, atendendo a 1,3 milhão de crianças. O
governador Beto Richa não só deu continuidade ao programa, como aprimorou sua
gestão, com a integração de diversas secretarias, e também com incentivo maior
ao setor produtivo leiteiro do Estado.
Hoje, o Leite das Crianças é um
programa intersetorial, que envolve cinco secretarias estaduais: Trabalho,
Emprego
e Economia Solidária, Agricultura e do Abastecimento, Educação, Família e
Desenvolvimento Social e Saúde. O programa integra as ações do Departamento de
Segurança Alimentar e Nutricional da Secretaria do Trabalho, que tem como
competência a formulação e a implantação da política de Segurança Alimentar e
Nutricional no Estado.
“Tudo isso faz parte do nosso esforço para
melhorar a qualidade de vida das famílias. Tenho certeza que o programa oferece
os nutrientes necessários para um crescimento saudável das nossas crianças",
afirma a secretária estadual da Família e Desenvolvimento Social, Fernanda
Richa.
De 2011 para cá foram distribuidos mais de 105 milhões de litros
de leite, com atendimento de 466 mil crianças. Foram adquiridos 700 novos
freezers para armazenamento e conservação do produto. Os equipamentos foram
entregues às escolas da rede estadual que fazem a distribuição do leite. Além
disso, foram compradas mil caixas térmicas para transporte do leite das escolas
aos locais de redistribuição.
Para o secretário do Trabalho, Emprego e
Economia Solidária, Luiz Claudio Romanelli, o programa Leite das Crianças está
atingindo os objetivos de combater a desnutrição infantil e fixar os
agricultores familiares no campo com trabalho e renda permanente.
“O
Paraná está próximo de erradicar a extrema pobreza, graças aos programas e
políticas de segurança alimentar e nutricional implantados no Estado, que
garantem trabalho e renda ao agricultor, potencializam a economia local ao mesmo
tempo em que distribuem gratuitamente alimentação em quantidade e qualidade
suficiente às pessoas que mais precisam”, explicou.
ATIVIDADE LEITEIRA -
O secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, afirma que o
programa contribuiu para o avanço e o fortalecimento da cadeia produtiva do
leite no Paraná, permitindo a inclusão de milhares de produtores no processo
produtivo.
“Com a produção leiteira, esses produtores tiveram
oportunidades
para diversificar as atividades em suas propriedades, e acrescentando uma fonte
de renda diferente do já tinham. Além do incentivo à produção, o programa
propiciou também melhorias na segurança alimentar e nutricional das crianças”,
diz Ortigara.
No início de 2013 foi autorizado o credenciamento, através
da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, e a contratação, pela Secretaria
de Trabalho, de 55 usinas de beneficiamento de leite. São cooperativas,
associações de pequenos produtores de leite e pequenas usinas da agricultura
familiar paranaense, importantes para o desenvolvimento da cadeia produtiva
leiteira do Estado. Desde o dia 1° de maio de 2013 são elas as fornecedoras do
leite pasteurizado utilizado no Leite das Crianças.
QUALIDADE DO LEITE -
Além de atender às necessidades básicas de alimentação das crianças, o programa
estimula a organização do setor produtivo leiteiro do Estado e consequentemente
provoca a melhoria da qualidade do leite, indispensável para a manutenção da
renda e expansão do mercado consumidor.
Através do Leite das Crianças, o
governo estadual também implementou um rígido controle de qualidade. Tanto da
matéria prima, denominada leite cru refrigerado, quanto do leite já
pasteurizado. Para isso, foram realizadas mais de 5,7 milhões de análises do
leite, indicando os índices de proteína, gordura, lactose, teor sólido do leite,
contagem de células somáticas e bacterianas. Resultados que permitem à
assistência técnica e extensão rural ajudar os produtores a melhorar a qualidade
do leite e lucrar mais com a atividade.
Saiba mais sobre o
trabalho do governo do Estado em:
www.facebook.com/governopr e
www.pr.gov.br